segunda-feira, 5 de março de 2012

O Sal da Terra



 Partindo da reportagem TVI 27-2-2012: "O Sal da Terra", apontei os seguintes dados:

-2/3 do terreno agrícola português está abandonado ao Deus de Ará são mais de 2000 hectares com potencial produtivo desertos.
-3 mil milhões de euros de exportações
-6 mil milhões de euros de importações de bens agrícolas
-Agricultura em Portugal corresponde só a 3% a 4% do PIB.
-Em 10 anos, perderam-se 120 mil produções agrícolas desapareceram
- 400 mil agricultores abandonaram a actividade.


Do que li no site da embaixada de Portugal na Suécia: "Em 2011, agricultura, silvicultura e pescas representaram apenas 2,1% do VAB (contra 24% em 1960)" !! (ler: portugal).


Durante estes tempos, tivemos políticos que apregoaram a deixar de cultivar a terra e apostar na agricultura são os mesmos que agora dizem que o futuro está na terra (Cavaco Silva).
Durante todo este tempo, Portugal que tem um clima excelente propício à produção agrícola  desertificou o seu interior e negligenciou a sua capacidade produtiva.
 Os amigos europeus deram-nos fundos para construir estradas com contrapartidas de se fecharem indústrias e explorações agrícolas. Disseram-nos de Bruxelas para destruirmos a nossa frota pesqueira que "depois davam-nos uma nova, mais evoluída e moderna". Qual quê? escavacaram com as frotas pesqueiras e deram quotas de pesca mínimas aos pescadores portugueses, resultado? quem vem para cá pescar são grandes frotas espanholas, francesas e até japonesas que pegam tudo por arrasto e destroem o habitat marítimo!!! Isto em Portugal, o país europeu com maior costa marítima!!! E eu que sou vegetariana não só a favor da pesca, mas isto realmente revolta-me os outros países andarem-nos a enganar e agora usufruírem do espaço marítimo que é nosso por direito enquanto os nossos pescadores ficam em terra a queixarem-se para o noticiário que não lhes deixam pescar e estão a passar muitas dificuldades...
Na agricultura é igualmente mau: os "amigos" europeus para nos ajudarem lá nos pagaram para não produzirmos nada, abandonar-mos as terras e estarmos quietinhos, assim o fizeram: os portugueses recebiam fundos europeus, compravam bons carros, jantavam e almoçavam fora, faziam viagens ao estrangeiro...grandes vidas, ao mesmo tempo que os produtores nacionais que queriam continuar a produzir lidavam com graves problemas de liquidez tendo de abandonar a área, quem nunca viu produtores de leite na TV a protestar contra a falta de apoio do governo?
Posto isto era nítido que era bem apetecível ajudar a tal ajuda de Bruxelas, que nos diziam "estejam quietinhos, não se dêm ao trabalho de fazer nada!!! Comprem-nos a nós", e assim foi, foi-se comprando muitos produtos agrícolas de fora para suprimir o que não se fazia cá dentro...não é preciso ser economista para saber que exportações fazem dinheiro entrar no país e importações fazem o dinheiro sair...e assim o dinheiro foi saindo, saindo, a liquidação produtiva liquidando-se e agora estamos totalmente dependentes do exterior!!! Bonito serviço!
Já agora falava-se das directivas europeias que impõem limite à produção: Portugal fica com uma fatia pequena de capacidade produtiva...não pode produzir mais que X quantidade de vinho, X quantidade de vegetais, X quantidade de fruta...
Assim o que nos faltar aqui podemos comprar aos nossos amigos europeus que gostam tanto de nós que nem querem que a gente trabalhe e produza (engraçado os mesmos que agora nos chamam de preguiçosos!!!).
Agora se sairmos do Euro não temos como responder ao nosso consumo interno e se comprarmos ao exterior os preços de importações tornam-se incomportáveis!!!

Mas esses milhões de euros de“fundos europeus" para além de terem sido usados para "não produzirmos", foram em grande parte, desviados para os bolsos de uma casta de dirigentes políticos e autárquicos corruptos: não serviram para mecanizar e modernizar a nossa agricultura e proceder a uma verdadeira reforma agrária, mas sim para arrancar vinhas e árvores e para estimular o abandono dos campos, para facilitar a entrada de produtos agrícolas importados.

O resultado está à vista! 

Mas termino com uma reportagem da SIC sobre a agricultura em Portugal:




Ler mais: Porque é que Portugal está à rasca?

domingo, 4 de março de 2012

Seja Vegetariano!

Não querer ver é hipocrisia, pois a ultima imagem é mais macabra que as outras que antecedem o processo. 
Por isso da próxima vez que a sanduíche de bacon, o hamburguer e o cheiro a churrasco lhe abrir o apetite pense na vida miserável que aqueles animais levaram bem como a forma brutal como foram assassinados só para fazer um naco de carne que você mete dentro de si, engorda e enche as suas veias de antibióticos e gordura, depois tem problemas de colestrol e enfartes cardíacos.
Da próxima vez talvez entendam porque recuso convites para almoços e jantares e quero almoçar sozinha na cantina macrobiótica da faculdade!!!
Se soubessem o nojo que me dá ver-vos a lanchar tostas mistas e pães com chouriço!!!
Respeitar??? Não eu não respeito assassinos!
Pela sua saúde e pelo direito à vida dos animais seja vegetariano!

E quanto custa produzir 1Kg de carne? 


E caso não saibam o consumo de carne está relacionado com cancros...claro do que estão à espera? os animais são alimentados com as maiores porcarias e químicos como hormonas para crescerem mais rápido e engordarem e depois vocês metem aquilo dentro do vosso corpo? ao menos respeitem o vosso corpo!
ler: carne é cancro







quinta-feira, 1 de março de 2012

Cavalo de Troi(k)a

Cavalo de Troi(k)a


Se a Grécia não recebesse a nova "ajuda" do BCE, CEE e FMI (troika) entraria em Bancarrota e poderia haver um efeito dominó na Europa devido à grande exposição da banca e dívida grega - os bancos franceses e alemães são os maiores detentores privados da dívida pública grega com uma carteira próxima de 60 mil milhões de euros .E se a Grécia e outros países como Portugal, Espanha, Itália e Irlanda saírem do Euro os juros podem chegar a níveis insuportáveis para estes países criando efeitos ainda mais recessivos.
Perante a chantagem alemã os gregos cederam e depois de se terem amedrontado perante os germânicos cancelando um referendo desta vez engoliram em seco e vão mesmo substituir a sua democracia por uma tecnocracia!
Sim! A Grécia, berço da democracia vê-se perante a humilhação mais pesada de todas: a perda da sua soberania...por termo indeterminado...talvez se calhar até os capitais franceses e alemães estarem a salvo e decretarem a falência oficial...sim porque dizem que estes 131 mil milhões de euros são o último pacote de ajuda externa. E 131 mil milhões é muito dinheiro!!! Para onde será canalizado?
Para além disso a Grécia também vai ter um perdão da dívida de 107 mil milhões de euros, cerca de metade do PIB do país.
Então ameaça concretizou-se mesmo a Grécia já foi "invadida", é oficial: Berlim ocupou Atenas (outra vez).
Vários analistas disseram que este pacote de ajuda é um adiamento da falência da Grécia, que a Grécia entrará em bancarrota, sairá do Euro e até mesmo será expulsa da União Europeia, e portanto da Europa...apesar de ter sido a própria Grécia a criadora da civilização europeia, a ironia é tão grande que as palavra Europa, democracia e até crise provém do grego...é de facto uma tragédia grega.
Já dei o meu ponto de vista: a culpa da crise europeia está longe de ser a Alemanha, mas sim antes os países que se submeteram ao seu jugo e permitiram que a Alemanha crescesse à sua custa, todos os governos corruptos e povos letárgicos, apáticos ou até enebriados por dinheiro fácil!
Mas não deixa de ser irónico a Alemanha ser o único país a crescer com a crise europeia e a fazer juros agiotas com as dívidas dos países da zona euro.

O que foi dito nos media sobre a Grécia (e também Portugal):

1-"Dançar com os gregos: dancem, dancem...que isto um dia acorda torto. Muito torto mesmo. Os gregos vão ter mais um plano irrealista de "ajustamento". Se fosse apenas um plano de "ajustamento", vá que não vá. Mas é um plano irrealista, por isso é uma receita para o desastre, ou melhor, para a continuação do desastre. Obrigar os gregos a destruir parte da sua economia, que, mal ou bem, ainda funciona, para baixar a dívida de 160% para 120,5% até 2020, é uma impossibilidade que pode atrair os partidários do "economês", mas põe os cabelos no ar do cidadão "sensocomunês". Diga-se de passagem que nós não podemos falar muito porque vamos assinar um "pacto orçamental" com idênticas medidas irrealistas. Vão ter uma variante do gaulitier, ou seja, no eufemismo tecnocrático, vão ter uma "presença permanente" para os vigiar. São eles que vão governar a Grécia em nome dos credores, o povo grego passa a sujeito e súbdito. Há quem diga "é bem feito" porque andaram a viver à custa do que não tinham. Diga-se, mais uma vez, de passagem que o mesmo se diz de nós, lá fora e cá dentro. Mas quem diz que "é bem feito" devia ser declarado inimputável pois não sabe o que diz e em que caldeirão de feitiços está a meter a colher.
Vão ter que mudar a Constituição à força, o que é supremo vexame para quem acha que as Constituições são mais do que um textozinho precário e que mexer nelas é intrinsecamente um elemento de soberani nacional. Nós também não podemos falar muito porque aceitamos o mesmo diktat. O Objectivo é incluir na Constituição uma "regra da prioridade absoluta ao pagamento da dívida", um absurdo constitucional, uma maneira de afixar na porta da Grécia que esta já teve a visita do cobrador de fraque e este a obrigou por escárnio a anunciar isso na tabuleta"
José Pacheco Pereira, Professor na crónica de Opinião: A lagartixa e o jacaré da Revista Sábado de 23-2 a 29-2-2012

2-"Não acredito que a Grécia seja expulsa do União Europeia. Apesar de alguns lideres europeus, sem compreenderem a essência do que é ser europeu, pensem que é fácil expulsá-la. Pelo menos da zona euro, e que tudo- em matéria de crise - ficará resolvido. Mas não é assim tão fácil. O euro é uma moeda forte - mais forte do que o dólar e a libra esterlina- se a Grécia fosse expulsa, o euro entraria em fortes convulsões, o que poria o próprio projecto da Comunidade Europeia em grande risco. Portugal, Itália, Espanha, Bélgica, a própria França[...]entrariam em convulsões muito sérias.
É por isso que não obstante a situação europeia e dos estados- membros ser de completa desorientação, teimo em acreditar que os actuais líderes europeus, por mais medíocres e sem visão que sejam, não se atreverão a dar o primeiro passo para o abismo, deixando cair a Grécia. Sei como os economicistas, frequentemente, são alheios à cultura - só vêem o dinheiro e não as pessoas - e talvez alguns não saibam, ou não tenham isso em conta, o que representa a Grécia na cultura ocidental. Ora, a Grécia não é um país qualquer. Foi o berço da nossa Civilização. Os melhores pensadores europeus - incluindo os alemães - quando se referem à Grécia falam com reverência da sabedoria grega e citam respeitosamente Homero, hesíodo, Sócrates, Platão, Péricles, Aristóteles, Sófocles, para só referir os principais.
A verdade é que o espírito racional e humanista da cultura grega conquistou o Mundo. Devemos-lhe a filosofia, a matemática, a ciência, os mitos e as tragédias, a literatura, a democracia, a história e influencia que teve em Roma[..]De resto, o nome Europa vem dos gregos e da sua mitologia.
Um Povo com este historial - e orgulhoso dele - não pode ser tratado como os mercados especulativos, as troikas e as agências de rating ao serviço do grande capital o têm visto. 
A Grécia entrou na CEE, muito festejada, antes de Portugal e de Espanha, pela mão de Valéry Giscard d'Estaing, então Presidente de França. Não é aceitável que um ministro alemão, economicista quanto baste, injurie os gregos e, com os olhos postos tão só no «vil metal», os trate de preguiçosos e incapazes, insinuando que deveriam ser expulsos da Europa.
O Presidente da Grécia, patriota, com orgulho ferido, respondeu-lhe à letra. felizmente. Mas não bastou. A Grécia vive há sete meses à espera que a Europa lhe faça um empréstimo de 130 mil milhões de euros, sujeita a medidas de austeridade terríveis, com a sua população desesperada. Veremos.
Quando os conflitos chegam a este nível, tão baixo e insensato, em que a solidariedade desapareceu, não admira que os estados não europeus desconfiem da estabilidade europeia e aproveitem para tirar partido da situação. E isso pesa na consciência de todos os europeus. Não só dos gregos. Pobre Europa! Quem a viu e quem a vê..." Mário Soares em Radar Ensaio, Revista Visão de 23 a 29 de Fevereiro de 2009.



3-"É suposto Portugal estar a fazer tudo bem feito, pelo manual escolar da troika. poupa aqui, suprime ali, recicla acolá, corta e cola. No remanso dos brandos costumes no "milagre" da concertação social, na dádiva de uma oposição "responsável". E é dito que a Grécia funciona ao inverso: os maus hábitos perduram, a irresponsabilidade reina, há a vadiagem e a bomba, os tecnocratas arrancam os cabelos e cada novo resgate é tirado a ferros, com vice-reis europeístas designados pela sossegar os nativos. Se estas duas narrativas (como hoje se diz) estão correctas, então Portugal sai do purgatório e Atenas aproxima-se do Inferno. Mas se for assim, porquê as vozes insistentes sobre uma nova ajuda a Lisboa? Provocação, sabotagem ou a realização de que nem o óptimo nos basta? Espanha e Itália estão a conseguir vender a dívida sem juros de agiota. Porque é que Portugal não consegue?
Ponham perguntas e esclareçam. Mas não culpem o mensageiro nem o voyeur (neste caso, o vídeo da TVI)." Nuno Rogeiro, politólogo na revista sábado de 23 a 29 de Fevereiro

4-"Há acordo para a Grécia. É um acordo para um segundo empréstimo, com um perdão enorme de dívida e que tem duas consequências directas para a Grécia. A primeira é que o país fica condenado a uma longa, muito longa ausência nos mercados financeiros. A segunda também é uma condenação, a de que o país fica sob o controlo remoto da troika, que vai decidir as suas políticas em troca de dinheiro. É difícil garantir que a Grécia vai cumprir os pactos de austeridade, até porque não os cumpriu até aqui, mas sobretudo porque o país está politicamente em frangalhos e socialmente na ruptura." Pedro Santos Guerreiro, Director do Jornal de Negócios na Revista Sábado de 23 a 29-02-2012

Ler mais:

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Nobel da Economia diz que salários em Portugal têm de ser baixos

Paul Krugman, Nobel da Economia em 2008, em Portugal, na Universidade de Lisboa onde recebeu a insígnia de Doutor Honoris Causa


Quando cheguei a casa e liguei a TV no telejornal e vi a notícia que o Sr. Krugman  (Nobel da Economia em 2008) tinha ido à Universidade de Lisboa lá receber a insígnia de Doutor Honoris Causa percebi todo o rebuliço à volta da Cidade Universitária hoje: tanto bom carro (alguns até com matrícula estrangeira) com motorista estacionado, e até um jaguar e um bentley! Alguém importante deveria de estar pelas redondezas, mas certo é que já me tinha habituado a ver mercedes e audis e BMW a rondar Lisboa, especialmente pela zona da Cidade Universitária onde muitas vezes aumentam de velocidade ao pé das passadeiras...a lata toda de Mercedes e BMW e Audis é aliás imagem recorrente na reitoria da UL.

Já tinha ouvido falar nas notícias do Sr. Krugman, na semana passada até na aula de economia estávamos a fazer um exercício com dados e na legenda estava a dizer: Krugman, Nobel da Economia de 2008.

Ora aqui está a frase da discórdia, que deve dar panos para mangas em discussão:

"Eu sei que as pessoas perguntam porque quero salários baixos. Infelizmente Portugal tem um défice externo muito grande e vai ter que melhorar a sua competitividade e isso significa que pelo menos, os salários em Portugal devem crescer menos do que na Alemanha de forma substancial. Isso provavelmente significa um corte de salários. Não é bonito mas é o que tem de acontecer", Paul Krugman (27-2-2012)


Ora bem o Sr. Krugman deve ser ser muito inteligente, Nobel da Economia e tudo...e agora Doutor Honoris Causa por três universidades lisboetas: técnica, clássica e a nova (não faço ideia do que esse título quer dizer, mas deve ser um reconhecimento da sua sapiência sem ímpar)...mas não faz ideia da barbaridade do que está a dizer! Mas quem sou eu para falar? Ninguém, aliás sou repetente na cadeira de economia...mas o que o sr. Krugmann disse não faz sentido nenhum: os salário médios e mínimos dos portugueses, tendo como padrão os salários médios e mínimos alemães estão muito, mas mesmo muito, muito mesmo já abaixo dos ordenados dos alemães, não sabia? Então porque fala do que não sabe? Como é que pode sequer dizer que conhece bem Portugal (desde 1976)? Poça realmente como é que um Nobel pode mandar bitaites sobre o estado de um país como se soubesse de tudo e fosse a Razão em pessoa e nem fazer o trabalho de casa e averiguar que se o que diz tem razão?
Ora aqui está: salarios-minimos-europeus e salarios
Lista dos salário mínimos mensais de diversos países (em euros):
Luxemburgo: 1369 euros
Holanda: 1249 euros
Bélgica:  1163 euros
França:   1154 euros
Reino Unido: 1105 euros
Irlanda: 1073 euros
EUA: 877 euros
Grécia: 750 euros
Malta: 535 euros
Espanha: 526 euros
Portugal: 485 euros
Eslovénia: 451 euros
Hungria: 212 euros
Polónia: 201
República Checa: 199 euros

  • Então depois de feita esta investigação concluímos que a Alemanha ao contrário da maioria dos países a Alemanha não tem um ordenado mínimo estipulado por lei, mas a sua mão de obra é 3ª mais cara da Europa...e não é por isso que deixam de ser competitivos. Os trabalhadores em média recebem 50,4 mil euros por ano...são há volta de 4200 euros por mês!!!! Os portugueses recebem em média 800 euros, o nosso ordenado mínimo é de 485 euros! Repito 485 euros...GANHAMOS 8,6 VEZES MENOS QUE OS ALEMÃES!!! Se o Krugman acha bem cortar entre 20% a 30% dos nossos ordenados em relação aos alemães isso queria dizer que em vez de recebermos de ordenado mínimo 485 euros receberíamos entre 840 euros (corte de 30% em relação a ordenados alemães) a 1260 euros (corte de 20%)...assim ganhávamos quase ou mais que o dobro do que ganhamos e o sr. Krugman falou em cortar...não em aumentar...mas se por acaso estiver em falar em cortar entre 20% a 30% o que se ganha então em média os portugueses deixavam de receber 800 euros para receberem entre 160 a 240 euros e os que ganham o ordenado mínimo coitados com esses cortes deixavam de receber 486 euros e receberiam entre 145 euros(menos 20%) a 97,2 euros (menos 30%)...alguém conseguiria viver assim? Nem pensar, muito menos com o Euro e o nível de vida que exige: é impossível ganhar como no Bangladesh e viver como os parisienses e os alemães abastados!
  • Então acha mesmo que é preciso descer drasticamente os salários para ser competitivo? então como é possível os alemães serem tão competitivos e terem brutos salários?
  • E depois ainda vem dizer que não é preciso mais austeridade, que isso retrai o consumo...mas baixar salários entre 20% e 30% não é uma medida de austeridade das grandes???

Então das duas uma: ou foi um lapso por parte do Sr. Doutor Krugman ou então o sr. fala nitidamente sem conhecimento de causa.
Mas se o Sr. Krugman, por acaso, estava a falar  no corte de salários dos jornalistas e apresentadores da RTP (RTP), no corte das pensões douradas (como a dos Catrogas), nos ordenados de dirigentes políticos e directores/ admnistradores e o diabo a sete de empresas público ou público-privadas..aí concordo eles ganham muito á custa do povo, lá há muito para se cortar! (ler: reformas-douradas chulos portugal-desigual).
Mas se isso dos tais cortes for para ser aplicado à generalidade dos trabalhadores então é uma piada de mau gosto: nós já somos os mais miseráveis da Europa, aqui o ordenado mínimo é 200 euros menos que a dos gregos (ordenado mínimo na Grécia é de 751 euros).
Mas é que o economista Paul Krugman defendeu esta segunda-feira que Portugal precisa de cortar salários 20 a 30% face à Alemanha, que serve de referência na Zona Euro. Mas não precisa de cortar salários para o nível da China...no fundo o que este Sr. diz é: vocês portugueses têm que receber um ordenado miserável, pagar pelo ordenado dos alemães, mas não precisa ser equiparado aos chineses... Obrigado Nobel!

Ó Krugman se és assim tão bom porque é não vais ajudar o teu grande país, os EUA, com uma dívida astronómica brutal, o 2º país mais endividado do Mundo? (crise-das-dividas-soberanas).
Tu que dizes que temos uma dívida externa enorme, tu que vives num país em que todos os dias saem milhões de euros para financiar guerras??? Que moral tem este Nobel!? Sei que não sou ninguém para falar assim de um Nobel, mas isto que ele disse é absurdo e para além disso a desculpa " é a economia estúpida" comigo não cola!

Vi também na RTP informação, um pouco da entrevista de Krugman aos jornalistas e até concordei com algumas coisas do que ele disse, nomeadamente de que Portugal está numa armadilha do Euro...sair do Euro, como já se sabe não será fácil, muito estará em jogo e iria aumentar estrondosamente a nossa já grande dívida (tenho uma sugestão, façam como os islandeses e não paguem!).
Então é assim, um jornalista perguntou se a economia portuguesa que não cresce é 10 anos, é uma economia zombie...Krugman disse que até estamos a exportar bem. 
Peço desculpa: a economia portuguesa não cresce há 10 anos???? Que engraçado...há 10 anos atrás, por coincidência pura, entrámos no EURO!


Krugman em entrevista ao jornal Público de 29- Fevereiro diz:

"A Grécia está a chegar ao fim do jogo. Não vejo como é que possa continuar no Euro. A austeridade está a afundar a sociedade e não aguentam mais. Sair do Euro não será fácil, mas ao menos dar-lhes-á alguma esperança de recuperação acho que foi um erro [entrar no euro] para a Grécia e eu diria também para Portugal. Eu percebo que na altura era difícil era difícil dizer não , até porque na altura estavam todos a fazê-lo, mas a verdade é que seria tudo mais fácil agora. Aliás a vida teria sido muito mais fácil no caminho para a crise e agora"


Krugman quer que as pessoas todas de modo geral entendam a economia (mas pelos vistos ele nem se deu ao trabalho de saber como funciona a nossa, nomeadamente os ordenados dos trabalhadores) e diz não entender porque tantos peritos têm-se esforçado por explicar tanto sobre biologia, física, química, astronomia  sendo muito parcos em explicar a dinâmica da economia, o que como ele próprio o disse, é absurdo pois a economia afecta muito a vida das pessoas...bem provavelmente os peritos não querem estragar os lobis políticos, se as pessoas percebessem alguma coisa de economia estariam muito mais reticentes em pagar dívidas de bancos que faliram por corrupção e falcatruas...mas por enquanto a explicação: "é a economia estúpido" vai pegando...
Quanto à questão: " a depressão dos anos 30 acabou com a 2ª Guerra Mundial, devemos recear um conflito?", Krugman foi peremptório em dizer "sim é possível..." e fez referência à Hungria e ao nº de partidos autoritários a surgir na Europa e da situação da Hungria "um país à beira do abismo que corre o risco de deixar de ser uma democracia". Mas quanto a conflitos, já ouvimos a Sra Merkell e o seu cãozinho Sarkozy adverterem que "se o Euro cair, a Europa cai...e não podemos garantir mais 50 anos de paz e prosperidade", portanto já nos alertaram com essa possibilidade!


Quanto à questão: "Quais são as opções para Portugal?", Krugman diz que são poucas, as opções estão em Berlim e Frankfurt, não aqui...é o compromisso com a moeda única que nos anula essas opções.
Trocando por miúdos somos reféns da dívida e estamos a trocar a nossa soberania por um cheque alemão.
Europa a terra de sonhos prometida do leite e do mel...cada vez te pareces mais um pesadelo...
Mais:
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domingo, 26 de fevereiro de 2012

água da torneira ou água engarrafada?



Tenho que fazer referência a uma notícia que pode até ser redundante de tão tola que é: é sobre o facto de uma sugestão de no parlamento começar-se a beber água da torneira em vez das águas engarrafadas em formato mini que custam aos contribuintes portugueses milhares de euros por ano. Bebendo água da torneira economizar-se-ia o dinheiro dos contribuintes e seria bom para o ambiente...sugestão essa chumbada,pois  por incrível que pareça para os boys do CDS e PSD sairia bem mais caro beber água da torneira, porque, entre outras razões e contas mirabulante os jarros em si seriam caríssimos (mais de 400 euros cada, serão feitos de ouro?),e  haveria um custo de mão de obra associado ao enchimento dos ditos vasilhames, isto é: teriam de empregar alguém especialmente qualificado para encher as garrafas de água dos senhores deputados e ministros...claro!!! Porque os nossos deputados e ministros não podem sequer, imagine-se, trazer a sua garrafinha de casa ou comprá-la no café ou até darem-se ao trabalho de ir encher as suas próprias garrafas com água da torneira quando têm sede como um simplório cidadão...já agora quando vão à casa de banho também empregaram boys para vos limpar o rabinho????Haja paciência!

texto de Carla Quevedo, no jornal Metro de 24-2-2011 na crónica: Dor de cabeça

Água da torneira
"Beber ou não beber água da torneira, eis a questão com que o Parlamento se ocupou nos últimos dias. Em Novembro, o PS apresentou uma proposta para acabar com as garrafas de água mineral nas reuniões parlamentares.Os motivos tinham que ver com os milhares de garrafas e copos de plástico usados. o Conselho de Administração do Parlamento fez um estudo e alega que seriam necessários 2.700 euros "para enchimento, limpeza, colocação e arrumo de vasilhames." O cálculo para beber água da água da torneira incluiu os custos de pessoal e contrasta com os 259,20 euros por mês que custa a água engarrafada. Quer isto dizer que a Assembleia não tem cozinha nem funcionários? Se é assim, então como aparecem e desaparecem as garrafas de água e copos das salas de reunião? Segundo a notícia o Público, "o Conselho de Admnistração também considerou o custo dos jarros em si, avaliados em 4.600 euros". Imagino que os bebedouros tenham sido rejeitados por serem mais dispendiosos. Quanto ao orçamento para os jarros, fico a pensar que o terão pedido à Torres&Brrinkmann. Faço dois pedidos no sentido de resolver o super-problema. O primeiro é o apelo à capacidade de síntese dos deputados.  Já todos assistimos às suas intervenções nas comissões, e sabemos que é possível dizerem o que pensam em menos tempo. A redução do número de horas nas reuniões levará à escassez desejada de gargantas secas. O segundo apelo é dirigido ao bolso e à liberdade de escolha dos deputados. Quem quiser beber água da torneira, é livre de o fazer. Quem preferiri beber água engarrafada, pode comprá-la a um preço simpático no bar da Assembleia. Assim, cada um trata de si, enquanto poupa dinheiro aos contribuintes. De nada!"

Nem mais!

Sacrifícios? Quais sacrifícios?


Recebi este e-mail de um cidadão anónimo, a ser verdade, que não me admiro nada então mais razões para se deixarem de "pieguices" e acabarem de vez com esta escumalha polítiica...ou ainda têm dúvidas que estão a gozar convosco?


«Aí está uma descoberta do Passos Coelho que até lhe pode dar o Nobel da Matemática; descobriu a maneira de alguns não fazerem parte do todo.
Basta chamarem abono suplementar ao que dantes se chamava Subsidio de Férias ou de Natal e os "boys" não necessitam de perder as mordomias como acontece com os cidadãos a quem trata como idiotas.
E, enquanto não mostrarem a sua indignação e correrem com esta escumalha que mente e engana, carregando de sacrifícios os que menos têm enquanto "apaparica" os seus amigos, acabam por ser realmente idiotas aos olhos dos bandalhos que nos governam. De que estão à espera ainda não entendi. »

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Maior onda do Mundo é portuguesa


Bem esta é uma notícia velha (de Novembro de 2011), no entanto, achei por bem relembrar e guardar aqui no blogue esta notícia que algum tempo tenho demorado a escrever no blogue.
Não tinha noção do potencial de surf em Portugal, mas afinal temos uma costa mesmo incrível para praticar a modalidade. Aliás, Portugal é o país que tem a única reserva de surf na Europa na Ericeira e 2ª reserva mundial juntamente com Malibu, na Califórnia, EUA tendo sido escolhida pela organização mundial Save the Waves num total de 126 ondas nomeadas em 34 países diferentes (surfportugal ericeira surf). Recentemente Santa Cruz nos EUA também se tornou reserva mundial de surf.
O objectivo da organização Save the Waves tem como propósito criar em todo o mundo zonas de reservas protegidas contribuindo assim para a preservação do ambiente.


Garret McNamara é um famoso norte-americano surfista de 44 anos nascido na Califórnia mas desde que se mudou aos 11 anos para o Havai nunca mais largou as pranchas.
McNamara desenvolve uma actividade lucrativa que a maioria definiria como suicídio. A última vez que enfrentou a morte foi no ano passado, em Novembro, em Portugal mais precisamente na praia do Norte, na Nazaré onde aliás gravou um documentário que hei-de alugar um dia destes pela ZON.
Garret McNamara só se mete em ondas grandes e perigosas e desceu uma onda de 30 metros...como se estivesse em queda livre de um prédio de 30 metros...a maior onda alguma vez surfada! garrett-mcnamara-surfou-na-praia-do-norte-na-nazare-a-maior-onda-de-sempre
Não fazia ideia que o nosso país podia produzir ondas gigantes mas isto tem uma explicação científica: a praia do Norte está sob o efeito de um fenómeno conhecido como "canhão da Nazaré", que faz com que se formem ondas deste tamanho. Trata-se de um acidente geomorfológico raro, o maior da Europa e um dos maiores do Mundo, que consiste numa falha na placa continental com cerca de 170 km de comprimento e 5 km de profundidade, que canaliza a ondulação do oceano Atlântico para esta praia.
"Foi espectacular! Provavelmente a maior onda que alguma vez surfei. Muito poderosa. Nenhuma das ondas que apanhei foi tão grande e tão forte"- contou Garret.
Confrontado com a possibilidade de ter desaparecido para sempre naquele momento, Garret, casado e com três filhos, assume o risco que corre conscientemente: "Se tivesse caído naquela onda, muito provavelmente teria morrido. A onda era tão poderosa que me podia ter morto com facilidade", explicou. Porém, desta fez não sentiu "medo". "Tudo se encaixou da melhor forma. Senti-me muito bem" descreve.
E o que pensará Garret durante aqueles segundos no cume da enorme massa de água: "Penso sempre de uma forma positiva. Ou que vou ficar bem ou que vou conseguir surfá-la".
"Depois de ter surfado aquela onda não me senti cheio de adrenalina. estava calmo e relaxado. Foi uma experiência zen muito boa. Foi tudo perfeito".
Para descrever uma experiência próxima do suicídio com linguagem esotérica é preciso estar num patamar muito elevado de convívio com a mãe natureza...e essa comunhão com a natureza é a essência real do surf.

Tem mil anos de história, mil anos de memória para contar neste país de sonho azul à beira mar.
Portugal é mesmo um paraíso à beira mar plantado...mas não é tratado com o devido respeito e orgulho da parte dos portugueses.

Fica aqui o vídeo fantástico deste recorde brutal:

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Estamos num cenário de terceira guerra mundial?




Li uma entrevista no jornal i de 14 de Fevereiro e acho que muitas coisas se enquadram no post que fiz sobre o manifesto anti-americano (clicar:manifesto-anti-americano).
Não sou anti-americana, de todo, o meu maior intuito é depositar nos americanos a esperança da mudança pois  se enquanto sociedade eles mudarem de atitude poupavam-se muitas guerras, mortes desnecessárias, apostava-se num futuro verde e sustentável investindo-se em energias renováveis em vez de invadir outros países e controlar a extracção de petróleo e garantia-se a paz mundial.
Os americanos são 5% da população mas produzem mais lixo e emitem mais gases poluentes que qualquer outra nação, é assim urgente que mudem de atitude.
Não concordo com tudo o que é dito na entrevista e até há coisas ditas lá que desconhecia, e dado a sua gravidade, custa-me a crer que sejam verdade de tão más que são.
No entanto acho importante partilhar coisas que saem ao filtro regular dos media que nos impingem as coisas de certa maneira ocultando o lado que não convém aos governos.
Por isso aqui seguem-se excertos da extensa entrevista:

Michel Chossudovsky é um professor de economia na Universidade de Otava e presidente e director do Centre for Research on Globalization em Montreal, Canadá, licenciou-se em economia pela Universidade Manchester e é doutorado na Universidade da Carolina do Norte e falou ao jornal i sobre uma possível terceira guerra mundial, de que fala no seu livro "Towards a World War III Scenario: The Dangerous of Nuclear War". Crítico da fortificação militar dos Estados Unidos estão a construir em torno da China, o professor canadiano da Universidade de Otava defende que a opinião pública é fundamental para evitar uma guerra mundial.

 i: Diz no seu livro que a guerra com o Irão já começou e que os Estados Unidos estão à espera de um rosto humano para lhe dar. Acredita que os objectivos políticos e geostratégicos de Washington podem levar-nos a uma guerra nuclear com consequências para toda a humanidade?
MC: Não quero fazer previsões e ir além do que aconteceu. Tudo o que posso dizer, e tenho vindo a dizê-lo de forma repetida, é que a preparação para a guerra está a um nível muito elevado. Se será levada a cabo ou não é outro patamar, e ainda não o podemos afirmar. esperemos que não.Mas temos de considerar seriamente o facto que este destacamento de tropas é o maior da história mundial. Estamos a assistir ao envio de forças navais, homens, sistemas de armamento de ponta, controlados através do comando estratégico norte-americano em Omaha, Nebrasca, e que envolve uma coordenação entre EUA, NATO e forças israelitas, além de outros aliados no golfo Pérsico. Estas forças estão a postos. isto não significa necessariamente que vamos entrar numa 3ª Guerra Mundial, mas os planos militares na Pentágono, nas bases da NATO, em Bruxelas e em Israel estão a ser feitos. E temos de os levar muito a sério. tudo pode acontecer, estamos numa encruzilhada muito perigosa e infelizmente a opinião pública está mal informada. Dão espaço a Hollywood, aos crimes e a todo o tipo de acontecimentos banais, mas no que toca a este destacamento militar que poderá levar-nos a uma 3ª Guerra Mundial, ninguém diz nada. Isso é um dos problemas, porque a opinião pública é muito importante para evitar esta guerra. E isso não está a acontecer, as pessoas não se estão a organizarem para se oporem à guerra. Isto não é uma questão política, é um problema muito mais vasto e tenho de dizer que os meios de comunicação ocidentais estão envolvidos em actos de camuflagem absolutamente criminosos. Só o facto de alinharem com a agenda militar, como estão a fazer na Síria, onde sabemos que os rebeldes são apoiados pela NATO, na Arábia Saudita e em Israel, e como fizeram na Líbia, é chocante do meu ponto de vista, porque as mentiras que se criam servem para justificar uma intervenção humanitária.


i: Em vez de uma guerra nuclear, não podemos assistir a um cenário semelhante à Guerra Fria, com os EUA e a União Europeia e Israel de um lado e a China, Rússia e o Irão do outro?
Esse cenário já é visível. A NATO e os EUA militarizaram a sua fronteira com a Rússia e a Europa de Leste, com os chamados escudos de defesa antimíssil - todos esses mísseis estão apontados a cidades russas. Obama sublinhou em declarações recentes que a China é uma ameaça no Pacífico - uma ameaça a quê? A China é um país que nunca saiu das suas fronteiras em 2 mil anos. Eu sei, porque ando a investigar este tema há muito tempo, que está a ser construída toda uma fortaleza militar à volta da China, no mar da península da Coreia, e que o país está cercado, pelo menos na sua fronteira a sul. Por isso a China não é a ameaça. Os EUA são a ameaça à segurança da China. E estamos numa situação de Guerra Fria. Devo mencionar, porque é importante para a UE, que, no limite, os EUA, no que toca à sua postura financeira, bancária, militar e petrolífera, também estão a ameaçar a UE. Estão por trás da destabilização do sistema bancário europeu.


i: E a colocação de mais tropas em torno da China vai trazer mais tensão à região?
MC: Quanto a isso não tenho dúvidas, porque os EUA estão a aumentar a sua presença militar no Pacífico, no oceano Índico e estão a tentar ter apoio das Filipinas e de outros países no Sudeste Asiático, como o Japão, a Coreia, Singapura e Malásia. Portanto Washington está a formar uma extensão da NATO na região Ásia- Pacífico, direccionada contra a China. Não há dúvidas quanto a isto. E não se vence uma guerra contra a China. É um país com uma população de 1,4 mil milhões de pessoas[...]E toda a gente vai perder esta guerra[..] este tipo de confronto entre superpotências - incluindo o Irão que é uma potência regional no Médio Oriente, com uma população de 80 milhões de pessoas- poderá levar-nos a uma guerra mundial. E digo isto porque os EUA e os seus aliados implementaram as chamadas armas nucleares tácticas - mudaram o nome das bombas e dizem que são inofensivas para civis, o que é uma grande mentira [..]. Se quiser posso fazer uma analogia, é a mesma coisa que dizer que fumar é bom para a saúde, mudaram o rótulo e chamaram-lhes bombas humanitárias, mas têm uma capacidade destrutiva seis vezes superior à de Hiroxima.

i: Mas a maior parte das pessoas não parece consciente da gravidade do cenário...
MC:A ironia é que a terceira guerra mundial pode começar e ninguém estará sequer a par, porque não vai estar nas primeiras páginas. Na verdade a guerra já começou no Irão[..]. Há uma guerra da moeda em curso - isto faz parte da agenda militar. Destabilizando-se a moeda de um país destabiliza-se a sua economia[..]. Querem a mudança de regime, o colapso das petrolíferas, apropriar-se dos recursos do país.


i: Acha que o Ocidente pode lançar um ataque preventivo contra o Irão mesmo sem provas?
MC: Claro que sim! Olhe para a história dos pretextos para lançar guerras. Olhe para trás, para todas as guerras que os EUA começaram, a partir do século XIX. O que fazem sistematicamente é criar aquilo que chamamos incidente provocado para começar a guerra. Um incidente que lhes permite justificar o início de um conflito por motivos humanitários. Isto é muito óbvio. Em Pearl Harbor, por exemplo, sabe-se que foi uma provocação, porque os EUA sabiam que iam ser atacados e deixaram que tal acontecesse. O mesmo se passou com o incidente no golfo de Tonkin, que levou à guerra do Vietname. E agora são vários pretextos contra o Irão: as alegadas armas nucleares são um, o outro é o alegado papel no 11 de Setembro[..].

i: Pode explicar às pessoas de uma forma simples a relação entre guerra contra terrorismo e a batalha pelo petróleo?
MC: A guerra contra o terrorismo é uma farsa, é uma forma de demonizar os muçulmanos e é também a criação, através de operações em segredo dos serviços secretos, de brigadas islâmicas, controladas pelos EUA. Sabemos disso! Estas forças, ligadas à Al-Qaeda, são uma criação da CIA de 1979. Por isso a guerra contra o terrorismo é apenas um pretexto e uma justificação para lançar uma guerra da conquista. É uma tentativa de convencer as pessoas de que os muçulmanos são uma ameaça e de que estão a protegê-las e para isso têm de invadir países perigosos, como o Irão, o Iraque, a Síria e a Coreia do Norte, que perdeu 25% da sua população durante a Guerra da Coreia[..]. Os americanos são um pouco como a inquisição espanhola. Aliás piores! O que mais me choca é que os EUA conseguem virar a realidade ao contrário, sabendo que são mentiras e mesmo assim acreditando nelas. A guerra contra o terrorismo é uma mentira enorme, mas todas as pessoas acreditam [..] Por isso esta guerra é contra a verdade, muito mais séria que agenda militar. Contra a consciência das pessoas - parece que ninguém está autorizado a pensar.




Os comentários a isto, que valem o que valem: não estou segura de que o Irão não tenha armas nucleares sendo o presidente iraniano o primeiro a assumir que visita instalações nucleares, e até tira fotografias das suas aparições públicas nesses locais...mas até agora dizem que é só para uso energético. No entanto ao insurgirem-se contra a presença de navios da NATO no estreito de Ormuz dizem que caso lá continuem todo o Ocidente vai lamentar o que se vai suceder...
Há uns anos atrás lembro-me de ser notícia que o actual presidente iraniano foi eleito com fortes suspeitas de adulteração de votos e que as manifestações anti-regime foram caladas. O Irão é um país sem liberdade de expressão, mas os EUA, controlados pelo media tendenciosos talvez também não sejam o melhor exemplo...
Também há uns anos (vi num documentário da National Geographic) os americanos, com o trauma de disparar e ver ameaças à sua segurança em todo o lado, lançaram um míssel sobre um avião que sobrevoava os céus iranianos e que pensavam ser inimigo...era só um avião de passageiros, mais de 300 pessoas morreram...
Já a Coreia do Norte é ou não uma ameaça? os media divulgam a ideia que sim, certo é que são dos países do mundo mais militarizados controlados por uma dinastia comunista tirana e onde não há qualquer tipo de liberdade. Pondo as coisas nesta perspectiva é tentador pensar que os EUA e a NATO estariam interessadas em implementar democracia no Mundo inteiro para libertar os povos oprimidos...mas a verdade é que nos EUA a democracia também é de fachada e só obedece a lobbys e interesses dos mais poderosos: por exemplo a NATO bombardeia a Líbia para libertar as pessoas do ditador, mata civis, destrói um país os governos novos são rebeldes apoiados pelos americanos e voltam a tiranizar o povo, mas agora obedecendo a interesses dos EUA. Não esquecer: a saúde nos EUA é um negócio, totalmente privada...na Líbia era público e gratuito, e de qualidade (o-que-os-media-nao-mostraram-da-guerra)...
Quanto às organizações terroristas como a Al- Qaeda custa mesmo a crer que tenham sido inventadas pela CIA, mas não descarto essa hipótese, o 11 de Setembro continua a estar envolto em mistério...
Quanto aos jihadistas, que apregoam a Guerra Santa, infelizmente existem mas acho que foi do ódio generalizado que têm ao Ocidente pelas invasões que sofrem e infligem tantos danos a civis que fez generalizar esse comportamento.
Já a invasão do Iraque também era por causa de armas nucleares e no fim ninguém encontrou armas algumas...
A Guerra Santa do Al Corão é semelhante à Guerra Santa da Bíblia só se invertendo os inimigos. Nunca li o Al Corão mas já li a Bíblia dos cristãos, e ela transborda de ódio, no entanto, não seria racional nos dias de hoje levar aquelas escrituras à letra num contexto actual.
Não há dúvida alguma que os muçulmanos são pessoas pacíficas e respeitadoras, especialmente os imigrantes, que só querem sentir-se ligados a Deus e ao contrário de outras religiões, não a impingem aos outros como muitas outra religiões cujo objectivo é converter os outros à sua fé.
Quanto à China será uma ameaça? eu penso que a nível económico sem dúvida que sim! Ao comprarem várias empresas de outros países, dívidas soberanas e empresas estratégicas como a energia e águas de estados estrangeiros não só retiram soberania a esses países como os podem vir a controlar...
(china-europa china-megapotencia made-in-china).
Vejam só esta imagem:
O cartaz anterior diz: "anti-war means anti-american support our troops" ou seja  "ser contra a guerra significa ser contra a América, apoie as nossas tropas". Que lavagem cerebral! Como podem "pensar" assim? é no mínimo chocante...mas o que pensar da nação mais rica do mundo, cuja maior indústria é mesmo o armamento...
Os americanos parecem ser uma grande ameaça: para a paz no Mundo (visto serem o país que mais guerras semeou e o país que mais investe em armamento), uma ameaça para o ambiente (devido à poluição e à inércia em deixar os combustíveis fósseis e assinar o protocolo de Kyoto) mas também para os próprios americanos.
Nenhuma outra nação foi tão imperialista, semeou tantos conflitos e mentiras, ocultou tantas verdades como os EUA isso já é uma verdade universal, e o Mundo está a começar a ficar um pouco farto de "americanices"...
A História ensinou-nos que a Guerra não traz nada de bom, eu acho que cada indivíduo deveria de se opôr a lutar em Guerras, pegar em armas e matar.
Não há nenhum caminho para a paz a paz é o caminho.

Notícia: China tornou-se no maior exército do Mundo: china-aumenta-o-seu-orcamento-de-defesa

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Crise Grega

A crise financeira na Grécia começou há dois anos, quando finalmente revelou que as suas contas públicas eram totalmente diferentes dos dados oficiais e se traduziam num enorme buraco económico, anunciando que não conseguia mais pagar as suas dívidas.
Depois pediram ajuda externa e receberam dinheiro do BCE (Banco Central Europeu), CEE (Comissão Europeia) e FMI (Fundo Monetário Internacional) com a contrapartida de aplicarem cortes drásticos de despesa pública e alienarem património, nomeadamente empresas vendidas ao desbarato.
Entretanto o PIB grego vai caindo a pique, só em 2011 caiu 6%!
O pacote de ajuda terá a contrapartida de serem aplicadas várias medidas de austeridade insustentáveis na Grécia: 
(fonte: uma das revistas Visão de Fevereiro de 2012):
*15 mil despedimentos imediatos da função pública e 150 mil até 2015
* 50 mil milhões de receitas com privatizações (50 biliões em privatizações!!!!) até 2020
*3,3 mil milhões de impostos de impostos em 2013 a que se seguem 2,3 mil milhões em 2012.
Segundo o que li na Revista Sábadode 23 a 29 de Fevereiro na notícia: "Como a Grécia foge ao fisco" em Setembro foi aprovada uma taxa sobre a propriedade, paga através da factura da electricidade (que subiu em média 400%). Mais de 90% das famílias pagou. Sobretudo porque a alternativa  não é boa: no dia 23 de Janeiro a Public Power Corporation começou a desligar a electricidade a 20 mil gregos que não tinham liquidado o imposto. E há dois meses os jornais gregos anunciaram que está a ser estudada outra medida. desta vez, o objectivo é que sejam os bancos a ajudar. A ideia é oferecer um desconto no IVA aos consumidores que paguem as compras com cartões de crédito ou de débito. O IVA cobrado seria acumulado pelos bancos e, depois, entregue ao Estado, que perde 30% das receitas de IVA anuais (a média na UE é de 12%).
A Grécia, berço da civilização europeia, da democracia e da filosofia pecou de um mal muito comum nomeadamente nos países do sul como a Itália e Espanha há-que concordar, o que por sua vez contrasta com a transparência e civismo nórdico (como Dinamarca, Suécia, Finlândia, Noruega e Islândia).
A Grécia corrompeu-se, e viveu muito tempo com o dinheiro que não podia gastar e enganou durante algum tempo os próprios gregos e demais europeus. Mas no caso grego os benefícios foram de parte a parte: funcionários públicos com reformas antecipadas avultadas, empresas fantasma, trafulhices das mais variadas formas inclusive até conseguiam receber pensões de defuntos não declarando óbito (foi o que ouvi dizer na TV).
No entanto os gregos também foram um óptimo cliente alemão, tendo-lhes comprado as mais diversas inutilidades caras (mesmo em crise), como caso mediáticos do submarinos o que mostra corrupção de ambas as partes e gestão danosa de dinheiros públicos por parte dos gregos (e portugueses).
Custa-me a crer como os gregos puderam pensar que poderiam viver daquela maneira para sempre...e custa-me saber como alguém vive com o que não tem...alguém emprestou, alguém deveria saber não?
No entanto apesar de duras medidas de austeridade o ordenado mínimo grego continua a ser superior ao português: os gregos ganham 751 euros e os portugueses 486 euros. No entanto o FMI já fiz saber, querer exigir um corte de 22% no ordenado mínimo grego reduzindo-o para 586 euros (ordenado mínimo na Grécia). Perante isto tudo quase estava a ser tentada a chamar os gregos de "piegas" por perante tal ordenado mínimo (de sonho em comparação connosco) reclamarem... mas verdade também é que só recebe ordenado quem trabalha...e na Grécia são cada vez menos...
Não há dúvidas, os portugueses são dos povos mais miseráveis dos miseráveis...mas em vez de se irem manifestar para a Rua e exigir mudança votam em carrascos políticos e encolhem os ombros, já os gregos por sua vez mostram a sua revolta e fazem braço de ferro ao novo Reich Europeu. Para isso é preciso coragem e atitude, coisa que se calhar os tais "piegas" dos portugueses não têm...
Durante toda esta crise os gregos têm sofrido as mais diversas humilhações: desde os alemães quererem retirar a sua soberania (berlim-quer-ocupar-atenas), a sugerirem pôr a sua bandeira (e a de Portugal) a meia-haste nos edifícios da UE para expressar a sua vergonha, a terem sugerido que os gregos vendessem as suas ilhas e até o Parthenom (resposta-alema-para-crise-grega), passando pelo negócio especulativo que a Alemanha faz com o BCE, situado em Frankfurt (BCE).
Isto assemelha-se a algo que já vimos acontecer há uns anos atrás, são fantasmas do passado que acordam e fazem-nos levantar a legítima questão: será que a Europa Nazi retornou dos mortos? europa-nazi-esta-de-volta.
Parece que a ânsia de dominar a Europa nunca abandonou as almas germânicas...
Toda esta atitude arrogante da Alemanha tem levado a um sentimento europeu de germanofobia generalizado e legítimo. Levando ao extremo de manifestantes gregos terem incendiado a bandeira alemã e outra bandeira nazi em frente ao parlamento grego (manifestantes queimam bandeira alemã).
É cada vez é mais nítido, quem manda na Europa é a Alemanha. Alemanha essa que não tem sentido grandes efeitos da crise, com taxas de desemprego mínimas recorde (alemanha-e-europa-dos-contrastes e assimetrias-da-zona-euro).
A Grécia está em dificuldades e a viver dramas sociais, infelizmente, os media só  transmitem os gregos desvaridos incendiários, rebeldes mas não fazem tanta cobertura a manifestações pacíficas e ao drama social: do número de sem abrigos crescente e até de alunos a desmaiarem com fome nas escolas (na-grecia-alunos-desmaiam-com-fome). Pois é, todos os dias na Grécia crianças são abandonadas com bilhetes de pais desalentados e empobrecidos a dizer que infelizmente já não têm mais condições para cuidar dos filhos, a taxa de suicídio disparou na Grécia e os novos sem abrigos são de classe média que a cada dia que passa se aglomeram mais e mais pelas ruas da amargura da Grécia...então, porque é que os media não falam dessa realidade? se calhar porque não convém aos nossos credores sabermos pelo caminho pelo qual estamos a ir, pelo menos até não nos sugarem tudo o que há para sugar...
Não há volta a dar: eu estou do lado dos gregos, e todos os portugueses também deveriam de estar, afinal para lá caminhamos!
Aqui se vê que a família europeia se desmorona, quando nos bons e maus momentos deveriam estar todos unidos...

jornal i (14-2-2012):

PIB da Grécia a caminho do terceiro Mundo

"Se em 2011 o PIB grego já era um dos mais baixos da Europa, este ano pode ficar ao nível do Egipto e tornar a Grécia um país de terceiro mundo em termos de desenvolvimento económico. Isto empurraria o país em tempos tido como desenvolvido para um PIB semelhante ao da Nigéria em 2016 ou 2017. Os cálculos foram publicados ontem sob o título "Grécia torna-se um país de terceiro mundo" pelo "Wall Stret Journal", que aponta a perda de poder de compra devida à austeridade e o desaparecimento da classe média como as principais causas desta evolução. O economista Werner Sinn pensa que a única solução possível é o "regresso ao dracma".

mais: tragedia-grega

Para os gregos já estamos no IV Reich.

China não quer comprar a Europa, mas já tem 416 mil milhões da sua dívida


Jornal i de 14- Fevereiro-2012
texto: Sérgio Soares

"A pujança chinesa é cada vez mais evidente. Pequim já detém 416 mil milhões de euros de dívida soberana do velho continente, mas garante não "comprar" a Europa.

Números:
*1,7 mil milhões foi quanto a chinesa Geely pagou á Ford pela Volvo, a marca sueca.
*2,7 mil milhões pagou a three Gorges pelos 21,35% do capital do EDP.
*287,1 milhões de euros foi o preço de 25% da REN pago pela chinesa Sate Grid.
*3,6 mil milhões custou a empresa brasileira da Galp aos chineses da Sinopec.
*600 milhões de euros pagou uma companhia estatal chinesa pela Thames Water.
*324 milhões vai pagar o fabricante chinês de máquinas pela alemã Putzmeister.
*444 mil milhões foi o valor do comércio China/UE em 2011, mais de 18,3% que em 2010.
*1º União Europeia tornou-se o primeiro parceiro comercial da China.

No entanto os negócios da China na Europa não têm reciprocidade comercial e os grupos europeus queixam-se de condições e restrições impostas pelas autoridades chinesas que barram o acesso a um mercado gigantesco.

"Pequim interdita o acesso ao seu mercado público ou condiciona a participação isolada das empresas europeias. A Câmara de Comércio Europeia na China (EUCCC) reuniu uma longa lista de bloqueios impostos por Pequim à actividade das empresas estrangeiras para ilustrar a postura do gigante asiático, que tem acesso ilimitado ao mercado europeu mas não adopta um comportamento recíproco.
Quando o construtor automóvel chinês Geely comprou a sueca Volvo em 2010, tornou-se evidente que a China se tornaria um grande parceiro da indústria na Europa. Porém,as empresas europeias que produzem na China franzem o sobrolho porque o grande mercado interno chinês lhes é vedado. O mercado automóvel está aberto aos estrangeiros, mas apenas na condição de se associarem a um parceiro local - que quase sempre tem a última palavra na sociedade. O mesmo se aplica à banca, à indústria química e às telecomunicações, apesar destes sectores estarem abertos aos chineses na Europa.
A China não está a violar nenhuma lei  internacional ao criar obstáculos aos empresários europeus, simplesmente porque a questão da reciprocidade foi excluída do tratado de adesão à Organização Mundial do Comércio (OMC) que assinou em 2011.
A ausência de reciprocidade da China com os seus parceiros da União Europeia tornou-se gritante com a recente entrada de empresas estatais chinesas em empresas estratégicas europeias, nomeadamente na EDP, na REN e na inglesa Thames Water.
Em Dezembro de 2011, o governo português decidiu alienar 21,35% da posição estatal na EDP por cerca de 2,7 mil milhões de euros. Já quanto à EDP alienou à chinesa State Gride 25% do capital por 287,15 milhões de euros. Deste modo, o Estado chinês passou a dominar o sector da energia em Portugal.
Por outro lado, a Galp vendeu 30% da sua empresa brasileira aos chineses da Sinopec
[..]Quanto à Thames Water, a empresa inglesa também foi adquirida por uma companhia chinesa, por 600 milhões de euros.
Apesar destes bons negócios, Pequim não quer ouvir falar em reciprocidade.
[..]o maior fabricante chinês de máquinas para construção civil, a Samy Industry Co. Ltd, pretendia comprar uma grande empresa alemã do sector, a Putzmeister, por 324 milhões de euros. A Alemanha é o maior parceiro comercial da China na UE.
A China que se tornou em 2009 a primeira potência exportadora do mundo, ultrapassando a Alemanha é "a fábrica do mundo", mas como também se diz, as máquinas dessa fábrica são, em muitos casos, alemãs."

"Atribui-se a Lenine a frase: "O capitalismo há-de vender-nos a corda com que o havemos de enforcar". A profecia ainda não se cumpriu. Mas se tiver a mesma ambição, a China ainda pode vir a fazê-lo."

Dá que pensar e temer...

Mais:
*chineses compram vindimas em França [click here bbc]