segunda-feira, 9 de abril de 2012

A Economia não existe



Trechos de um livro super interessante de um jornalista espanhol farto de sofrer com os reveses da economia António Banõs Boncompain: "A Economia não existe"

"[..]o ruído constante dos números parece-nos cada vez mais longíquo e estranho...Confundimos as vozes dos economistas com um sereno murmúrio aquático. O seu idioma, ainda que pareça familiar, é-nos initeligível e absurdo. Invade-nos uma calma serena...a nossa mente sobrevoa o nosso corpo de homo economicus que, inerte, esforçando e enfermo, continua preso ao trabalho, ao banco e à angústia...já não percebo nada de nada e não me importo...agora vejo-o: a economia não existe e, ainda que existisse, não tem razão.
[..]A economia reduz a biodiversidade das culturas. A economia reduz todas as possibilidades a uma só, resume todos os anseios a incentivos, todos os sonhos à categoria de previsões. A economia é a forma mais temível e eficaz de provocar a extinção de diversas formas de vida. Em qualquer lugar onde exista economia não se pode viver sem obedecer às suas regras. A sua aplicação enquanto doutrina desvaloriza as aspirações humanas...dificulta a imaginação, doma a alegria...a economia converte o diferente em comum; transforma o sagrado, o excepcional em banal.A economia em resumo significa pobreza.
[..]Josef Ackermann, presidente do Deutsche Bank, afirmou no canal Bloomerang, a 17 de Março de 2008: "Já não acredito na capacidade de auto-correcção dos mercados". Este acto de apostasia é só mais uma demonstração de que a economia é uma crença mais ou menos generalizada, e não um conhecimento positivo. Não há nenhum homem da ciência que acorde da sesta e afirme "deixei de acreditar na segunda lei da termodinâmica" ou "deixei de ter fé na evolução". Se a economia é uma ciência, as suas crenças devem poder ser demonstradas. Nas leis científicas não se acredita: ou se cumprem ou não se cumprem. Na ciência não existe liberdade de culto."
[..]Em geral, a economia não passa de uma pura personificação: "Os mercados punem e a economia precisa de ajuda urgente para seguir em frente" (Ben Bernanke, presidente da REserva Federal, 16-1-2008). À semelhança dos deuses antigos, os poderes do panteão económico adoptam formas antropomórficas para que os fiéis possam entender melhor os seus movimentos e intenções. Os mercados, por exemplo, possuem uma capacidade surpreendente de auto-consciência que lhes permite julgar, castigar, premiar e expulsar pessoas e empresas. Muitos autores, de James Frazer a Jacques Lacan, identificam uma relação clara entre o pensamento mágico e o uso de metonímias[..] A economia é um jogo de metáforas que, estruturadas sob a forma de conto, formam uma mitologia. Tão antigo e tão eficaz: "Os mercados internacionais transformaram-se num monstro que necessita ser devolvido ao seu covil", declarou Helmut Kohl à revista Stern a 15 de Março de 2008[..]Os mercados possuem a capacidade de se converter em monstros, independentemente de qualquer vontade humana. Em economia, segundo Kohl, o máximo que cada um pode fazer é acalmar a ira dos mercados com oferendas. 
A economia é uma força demoníaca, telúrica. Desconhecemos o seu objectivo final, mas tal como Dionísio, pode levar os homens à loucura ou à riqueza com a mesma facilidade.
[..]Temos então forças obscuras e palavras. Apenas palavras. A linguagem é o sistema...O sistema perpetua-se não (não só) com dinheiro, juízes e polícia. Sãos as palavras, os conceitos, aquilo que o torna invencível. E no núcleo desses conceitos, está o da economia como ciência, como filha cruel da razão.
[..]Não passam de palavras. A economia não existe no mundo. Os planetas não se regem por interesses. As formigas não se baseiam na Euribor. As árvores não crescem de acordo com o PIB. MAis de 30 000 anos de uma cultura sem economia nos contemplam, por oposição aos três últimos séculos onde imperou o reino desta lúgubre ciência.
[..]Ignorância e sabedoria partilham silêncios neste reino inexplicável.
[..] Na economia, como em qualquer outra religião, não se admitem dissidências. Tudo é pura literalidade e, ao mesmo tempo, pura metáfora.
Na nossa civilização, é admitida a liberdade de culto, mas não se admite que alguém não acredite na economia[..]Torna-se praticamente impossível encontrar um único indivíduo que não acredite, de algum modo, no poder salvador do dinheiro. Na bondade objectiva da riqueza ou da prosperidade. Na força iniludível do desenvolvimento. Poucos são aqueles que não se aterrorizam quando os sumo-sacerdotes nos ameaçam com uma recessão.
[..]O homem submetido ao culto da economia apresenta, perante as catástrofes e alterações num sistema, a mesma atitude que qualquer crente de um antigo culto. As crises constituem castigos naturais, calamidades provocadas pelos nossos pecados (em geral a preguiça e a avareza). Do desagrado dos deuses, como é óbvio, nunca tem culpa o sacerdote, tal como os economistas não são responsáveis pelo estado da economia[..] as previsões dos economistas têm como objectivo falhar sempre, pois se acertassem permanentemente ninguém se arruinaria e ninguém ficaria rico, empurrando desse modo o culto à apostasia e ao desastre[..] é do domínio público que a crise constitui uma máquina de redistribuição de fortunas magnífica à qual nenhum capitalista alguma vez renunciará...as crises económicas não são terramotos. Constituem um cenário criado (por vezes provocado e sempre induzido) por pessoas. Em geral, não muitas. Uns milhares, no máximo. Em qualquer dos casos, todas elas possuidoras de número de telefone, pelo que poderiam ser contactadas de modo a lhes serem pedidas responsabilidades...o que na verdade se passa é que a teatralização da crise exige que esta se equipare a um fenómeno inevitável e surpreendente. 
[...]A palavra crise vem do grego vem do grego krísis, que originalmente significa decisão, escolha juízo.

"A economia não é uma ciência. O facto de usar uma linguagem matemática não nos deve impressionar...a sua capacidade de previsão é patética, e o abuso que faz da indução, para além de revelar fraqueza, é suspeito...se fosse uma ciência, a economia seria a ciência do logo se vê."

"A economia substitui a teologia enquanto ciência auxiliar do poder...não se passou de mais uma afronta desse vasto processo de desencantamento do mundo...a perda do sentido mágico da existência."

A Confiança
"[..] A capacidade de manipulação física do sistema económico é realmente surpreendente, e contudo, concluímos que o o mastodôntico sistema globalizado entra em colapso perante a ausência de uma pequena e velha virtude imaterial: a confiança.
Os homens abastados de Rolex, Jaguar, iates e castelos dão por si bloqueados, paralisados pelo fantasma subtil da desconfiança. Os Empreendedores, assim mesmo, com maiúscula, essa raça titânica que nos fornece empregos, riqueza e progresso, abandonam o seu mister tão prometedor assim que perdem a companhia da modesta e silenciosa confiança. Num mundo onde tudo tem, e deve ter, um preço, os poderosos do mundo mendigam-nos a única coisa que ainda é gratuita: a confiança...pois deixar de ter fé neles é o primeiro passo para que estes deixem de existir"


Ler:
A Economia é Anti-Económica
Citações de Economia
Crise e Especulação
Capitalismo
Lições de Economês
Sátira económica: seis chineses e um americano


Uma solução para a crise...



Encontrei pela blogosfera uma boa solução para a cise:


Em nome dos cortes salariais e do roubo, do subsídio de férias e Natal


Reduzir os salários de TODOS os cargos políticos e cargos públicos de topo em empresas públicas e público privadas em 50% (o que quer dizer , por exemplo,que a Catarina Furtado "só" ficaria a ganhar 15 000 euros por mês).
 Retirar TODOS os subsídios, abonos ou subvenções. Apenas poderão auferir o salário. 
Limitar o salário dos cargos políticos, ao valor de 5 salários mínimos (+/- 2.500 ? ?)
 Apenas poderão auferir UM salário.
 Reforma para os políticos aos 65 anos de idade, como todos os outros portugueses."



Os políticos que dêem o exemplo e sejam abrangidos pelas medidas de austeridade que tanto apregoam.
Ganhem vergonha na cara, assim talvez evitemos escandaleiras como estas:


o-preco-da-democracia-literalmente
a elite política
Cavaco está falido
duplicaram-as-reformas-douradas
Portugal-um-pais-de-chulos
divida-do-estado-deve-se-corrupcao
vergonha-nacional
como-o-estado-gasta-o-nosso-dinheiro?
como-os-politicos-enriquecem?
sacrificios?
RTP-sorvedouro-de-dinheiros-publicos
hipocrisia-do-programa-principes-do-nada
Escândalo do BPN
Os gastos excêntricos de Portugal e Casa da Moeda
O Estado a que isto chegou


Eis o esquema usado em Portugal a que chamam democracia quando não é mais que "saquear Portugal", mantendo liberdade de expressão: ilusao-da-democracia

E já agora o exemplo de um país como deve de ser: NORUEGA

domingo, 8 de abril de 2012

Como o Estado gasta o nosso dinheiro?



Recomendo o livro:

"Como o Estado gasta o nosso dinheiro", de Carlos Mooreno, Editora Leya

"É o nosso dinheiro, são os nossos impostos  saiba como o Estado os tem vindo a gastar.
Todos os dias entregamos ao Estado uma parte substancial dos nossos impostos e acreditamos que o Estado vai gerir esse dinheiro de forma conscenciosa, em obediência aos critérios da boa gestão financeira. Não é, porém, o que acontece. Mais do que seria aceitável o capital que tanto nos custou a amealhar é usado em negócios ruinosos com o sector privado ou desperdiçado em obras públicas que se eternizam ou não fazem sentido económico ou financeiro.
Não só pagamos os impostos como a factura da sua má gestão.
Ao gastar alegremente mais do que tem, o Estado acumula dívida e quem tem de a assumir somos nós, os contribuintes, que pagamos o desconto das finanças estatais com novos impostos e ainda mais sacrifícios. É um círculo vicioso e chocante consequência de um festim de maus gastos públicos sem fim à vista."

Excertos do livro:

"As decisões erradas ou incorrectas do ponto de vista técnico em matéria financeira, ainda que tomadas com a legitimidade do voto maioritário, têm frequentemente, consequências irreversíveis para os contribuintes durante largos anos.  nem o eventual castigo eleitoral dos responsáveis políticos, em novas eleições, apaga ou extingue tais consequências [...]O caso português é exemplar - os contribuintes estão exaustos e nos próximos anos vão ficar exauridos com os pagamentos da factura derivada da crise internacional, mas também de demasiados erros financeiros públicos cometidos em ano sucessivos.
[..]Tem sido a força dos votos a servir de suporte à maioria das decisões tecnicamente polémicas, bem como à não divulgação aos cidadãos, até ao último momento, da real situação das finanças públicas nacionais e das respectivas consequências[...] Que fique no entanto claro: o defeito não reside na democracia mas no uso que dela se faz."

Ler mais: A ilusão da nossa democracia

Como os políticos enriquecem em Portugal?



Livro: "Como os políticos enriquecem em Portugal?" de António Sérgio Azenha, editora Lua de Papel

"Os ministros e secretários de Estado em Portugal ganham menos de 6000 euros mensais enquanto estão no Governo mas depois de saírem muitos passam para empresas tuteladas pelo Estado onde os seus salários duplicam, triplicam, quadriplicam...até atingirem patamares estratosféricos. Essa transferência milionária dos políticos para a esfera empresarial é legal face a um quadro legislativo permissivo a vários níveis, mas será eticamente correcta? ou, posta a questão de outro modo: a passagem pelo Governo em demasiados casos não representará também um patamar para a riqueza?"

sábado, 7 de abril de 2012

Vá ao Lidl arrendondar o défice externo



Agora anda por aí uma publicidade do Lidl: "vá ao Lidl e arredonde, milhares de famílias precisam da sua ajuda".
Isto é assim, você vai ao Lidl fazer as suas compras e quando estiver para pagar e lhe disserem o preço arredonde uns trocos que isso vai para o Fundo Social da Cáritas que por sua vez vai ajudar famílias que precisam.
Claro que mais uma vez os portugueses mostraram o seu espírito solidário e mesmo em época de crise a campanha do "Arredonda no Lidl" acumulou 393 168 euros e 96 cêntimos pelo que o Lidl embuído de um espírito de solidariedade arredondou para 400 000 euros doando deste modo 6 832 euros.
Nas 225(!!!) lojas Lidl de todo o país , entre 15 de Dezembro e 15 de Janeiro, realizaram-se mais de 1 milhão de arredondamentos, numa média de 0.42€, totalizando 368, 168, 06 € a que se junta o donativo inicial dos Supermercados Lidl de 25 000 € em vales de compras.
O Fundo Social Solidário da Cáritas Portuguesas poderá agora chegar a muito mais famílias carenciadas: vão poder pagar a renda de 2 043 famílias, os medicamentos de 2000, a electricidade de 2500, a água a 7150, a educação a 95 e a alimentação de 1060. (lerLidl).
Ora bem com donativos individuais pequenos (de cerca de 50 cêntimos por compra), multiplicado pela imensidão de portugueses que fazem compras na superfície comercial alemã deu milhares de euros que vão agora ajudar famílias portuguesas.
Ainda bem que essas famílias vão ser ajudadas mas esta publicidade do Lidl está longe de ser altruísta!
O Lidl é uma superfície comercial alemã, sendo que a Alemanha é o 2º maior exportador mundial (só superado pela China em 2009) e 60% das suas exportações têm como destino outros países europeus...
O Lidl é uma das plataformas que mais tem contribuindo para expandir as exportações alemães e criar o supéravit  orçamental germânico . Logo a Alemanha que só tem vindo a crescer à custa de países periféricos com economias frágeis como Portugal e Grécia, logo a Alemanha com a influência abusiva que tem dentro da União Europeia, UE essa que paga aos  nossos agricultores para não produzir e nos induziu a destruir frotas pesqueiras e nos proibe até de pescar no nosso mar...logo a Alemannha que com o Euro baixou os seus preços fomentando as exportações ao mesmo tempo que países como Portugal viam os seus preços de produção aumentar o que compensava antes importar do exterior do que comprar o que é nacional...o que por sua vez nos conduziu a esta dívida.
Por isso eu não faço compras no Lidl, para mim ir ao Lidl é só contribuir ainda mais para o défice, não vejo como comprar produtos alemães em vez de produtos nacionais (especialmente em praças e mercados tradicionais) pode ajudar os portugueses...na minha opinião só nos enterra ainda mais.
O Lidl é publicidade enganosa, altruísmo disfarçado de sede de lucro e mais uma ferramenta alemã de solidariedade hipócrita para com os portugueses endividados a quem só querem sugar ainda mais.


Encontrei um blogue anti-lidl interessante: http://fucklidl.blogspot.pt/

 

A hipocrisia do programa "Príncipes do Nada"



Ora bem, isto não é perseguição pessoal nem nada do que se pareça, não tenho nada contra a Catarina Furtado excepto o seu ordenado pago pelos contribuntes portugueses que ofende-me profundamente e choca-me imenso.
Catarina Furtado trabalha para a RTP e é o elemento mais bem pago de todos, são 30 000 euros por mês, ou seja, 1000 euros por dia! (ler: RTP: sorvedouro de dinheiros públicos).
Pois bem Catarina Furtado partiu para a Índia para fazer a nova "série" de "Príncipes do Nada" (falam disto como se fosse uma série de TV...) (ler: catarina-furtado-viaja-para-a-india).
"Príncipes do Nada" é uma série reportagem sobre meninos pobres à volta do Mundo que são super pobres e não têm nada de nada!
Em 2010 Catarina Furtado foi inclusive nomeada embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas para as crianças!
Ora bem o que acontece é que o povo que paga brutos ordenados à Catarina Furtado e outras pseudo-estrelas está a passar por graves dificuldades, e isso inclui, obviamente as crianças!
Há dias vi no programa da manhã da SIC pessoas que se dedicavam ao voluntariado e que dizem que com a crise aumentaram bastante os pedidos de ajuda, há crianças portuguesas a passar muito mal e já a única refeição que fazem é na escola. Disseram também que ainda bem que agora a escola dá pequenos-almoços, mas o que acontece é que as fila de crianças que vão pedir pequeno-almoço é cada vez maior (ler: alunos com fome nas escolas). Para piorar há ainda casos de famílias que passaram a recusar comida do Banco Alimentar...porque têm a electricidade e gás cortada em casa e nem podem fazer comida em casa.
É a pobreza mais miserável e abjecta em que as famílias portuguesas mergulham para pagar esta crise e os ordenadões dos parasitas e sugadores do Estado.
Por isso passou a enojar-me os programas da Catarina Furtado, se ela fosse apresentadora de um canal privado não me importava nada, assim não posso deixar de ficar chocada e ofendida...há agregados familiares a viver com menos de 500 euros por mês e aquela tipa ganha 1000 euros por dia?
Revoltante!
E muito recentemente lá foi a Catarina Furtado ao acolhimento de refugiados em Portugal que está a passar graves dificuldades e a quem foi cortado uma verba brutal com os cortes em nome da crise e lá vai aquela hipócrita armada em boa samaritana fazer a reportagem...se calhar se não lhe pagássemos a ela e a muitos outros estes ordenadões chorudos havia dinheiro para ajudar os mais pobres, os sem-abrigos e os refugiados...assim deixem estar vai tudo para os chulos da nação! Que revoltante injustiça ainda para mais quando isto está ser feito com o dinheiro dos portugueses!
E então com as graves dificuldades que o (CPR) Conselho Português para os Refugiados atravessa lá foi feito mais um apelo aos portugueses para ajudarem (refugiado)...ajudaria de boa vontade mas revolta-me os meus pais e os portugueses trabalhadores darem tanto dinheiro de impostos e ele nunca ser canalizado para o que deve canalizado!
Assim lá vai a Catarina Furtado para a Índia mostrar a pobreza abjecta da Índia e os mesmos de sempre a pagar as viagens e os ordenados...isto num país em que as crianças estão a viver cada vez pior!
Em Portugal há  2 milhões de pobres 300 mil são crianças!!!
(ver reportagem da RTP: Pobres Crianças)


É caso para dizer: Catarina Furtado furta os portugueses!
(Nota: recentemente o ordenado desta super estrela foi reduzido em 20%. Ler: Catarina Furtado vai ter redução de salário).
 

o preço desta "democracia" (literalmente)



Relembrando uma notícia que li numa revista visão:

"O Tribunal Constitucional passou a pente fino o dinheiro ganho e gasto pelos partidos, nas eleições europeias e encontrou "irregularidades/ ilegais". PS, PSD, CDS e PCP podem então vir a estar debaixo da mira da justiça por terem apresentado irregularidades nas contas das campanhas nas eleições europeias de 2009.
4,5 milhões de euros foi o financiamento do Estado aos partidos."

Adivinhem quem pagou este joguinho de retórica e falacioso a que descaradamente chamam democracia?

Ler:
A ilusao da Democracia
Eleições 2011
O Estado a que isto chegou
1 de Abril
FMI OUT
A ajuda do FMI
Dívida do estado deve-se à corrupção

Desertos de Asfalto




Há dias na televisão deu uma reportagem sobre a quantidade de auto-estradas e estradas em Portugal vazias.
Para já há demasiadas estradas e auto-estradas em Portugal, essa é a primeira. E segundo também ouvi dizer, muitas dessas auto-estradas foram pagas por fundos da União Europeia e em troca abandonámos as nossas industrias, as nossas minas, a nossa produção agrícola, etc resultando nesta dívida (quanto a mim bem previsível e até arrisco a dizer planeada).
Temos um país pequeníssimo esquartejado de auto-estradas, só para o Porto são três!
Portugal é um país cheio de potencialidades para andar de bicicleta (tempo sempre aprazível e temperaturas positivas), mas as estradas citadinas favorecem o transporte individual em vez de bicicletas.
A juntar-se o preço elevado da gasolina e o fim das SCUT (Auto estradas se custos para o utilizador, já agora mudem o nome da coisa é ridículo ainda se chamarem SCUT!), naturalmente as estradas estão vazias e a dar elevados prejuízos ao Estado só em manutenção.
São autênticos desertos de asfalto!

A Noruega por seu lado é um dos países mais ricos do mundo mas não despeja rios de dinheiro a esquartejar o país de auto-estradas (ler: Na Noruega).

O negócio da habitação



Vivemos num país no mínimo insólito!
Será possível viver num país em que o IMI (imposto sobre imobiliário que pagamos todos os anos ao nosso município só por estarmos a viver numa casa) aumenta (cerca de 20%) e o preço das casas desvaloriza de forma ridícula?
Incrível!

Mais: Portugal: o país do insólito

Dá que pensar...



30% de toda a comida produzida no Mundo nunca chega a ser consumida...

(in Visão)