sexta-feira, 11 de maio de 2012
Citações de Fernando Pessoa
"O mito é o nada que é tudo" em Mensagem
"O Universo é o sonho de si mesmo"
"Viver não é necessário, necessário é criar"
" O Homem não sabe mais que os outros animais, sabe menos. Eles sabem o que precisam de saber. Nós não".
"Sinto-me renascido a cada momento para a eterna novidade do Mundo" sob heterónimo de Alberto Caeiro
"Não sou nada, nunca serei nada, não posso querer ser nada; à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do Mundo" sob heterónimo de Álvaro de Campos
"A solidão desola-me; a companhia oprime-me" em Livro do desassossego
"Conhece alguém as fronteiras à sua alma para que possa dizer- eu sou eu?" (sob heterónimo de Bernardo Soares)
"O povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo"
"Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou, quando menos, os seus companheiros de espírito".
"A liberdade é a possibilidade do isolamento. se te é impossível viver só, nasceste escravo" em Livro do desassossego
"Amor é cansar-se de estar só: é uma cobardia, portanto, e uma traição a nós próprios (importa soberanamente que não amemos" em Livro do desasssossego
A auto-tragédia do egocentrismo
Para todos aqueles que não querem lutar pelos direitos da comunidade porque ingenuamente julgam ter os seus assegurados .
Infelizmente há pessoas que só se mobilizam e lutam pela justiça e pelo que está moralmente certo quando os seus próprios direitos estão a deixar de ser assegurados...quando estão mal é que lhes dá para protestar e lutar!
Ora nós devemos sempre lutar pelos direitos de toda a gente quer estejamos ricos ou pobres, quer tenhamos uma empresa de sucesso ou quer estejamos no desemprego ou atafulhados de dívidas.
Infelizmente há pessoas que só se mobilizam e lutam pela justiça e pelo que está moralmente certo quando os seus próprios direitos estão a deixar de ser assegurados...quando estão mal é que lhes dá para protestar e lutar!
Ora nós devemos sempre lutar pelos direitos de toda a gente quer estejamos ricos ou pobres, quer tenhamos uma empresa de sucesso ou quer estejamos no desemprego ou atafulhados de dívidas.
"Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro.
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário.
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável.
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei.
Agora estão a levar-me a mim
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo."
Brecht
Mas um mundo diferente não poderá ser construído por pessoas indiferentes!
Veeco RT: o primeiro automóvel eléctrico desportivo português
A colaboração entre a VE-Frabricação de Veículos de Tracção Eléctrica e o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) culminou na apresentação daquele que é o primeiro de dois protótipos do projecto Veeco. O projecto que é cofinanciado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) tem como objectivo de excelência que seja, em simultâneo, eficiente e desportivo.
O Veeco RT Série 1 é o primeiro veículo desportivo eléctrico português e representa, de várias formas, uma autêntica revolução no mundo automóvel. O Veeco é um reverse trike (triciclo invertido) de propulsão totalmente eléctrica e evidencia-se por ser inovador em termos de eficiência dinâmica e energética com autonomia de 200 a 400 km e vai de 0 aos 100km/h em 8 segundos atingindo a velocidade máxima de 160km/h.
(fonte: Revista Quero Saber nr 19 de Abril de 2012, secção dos transportes)
Portugal tem potencial e muita gente capaz e inteligente, só precisa de ser mais apoiado especialmente pelos próprios portugueses.
O exemplo islandês
"O país que fabricou a maior bolha bancária de sempre é agora visto como um caso de sucesso e um motivo de inspiração para quem se opõe à austeridade. Os progressos são reais mas, para muitos islandeses, a recuperação não trouxe melhorias concretas - nem apagou o ressentimento."
Antes da crise, em 2006, a Islândia foi considerada o país mais feliz do mundo e antes da crise, em 2008, sempre esteve no ranking de países menos corruptos do mundo, era um dos países mais prósperos e ricos sendo que em 2007 o rendimento médio da Islândia era o quinto maior do Mundo (160 dos EUA). No entanto em 2008 o país mais rico do mundo ficou com os cofres vazios, assim de repente, e a Islândia enfrentava o risco de bancarrota.Depois, como é sabido a Islândia recusou-se a impôr o pagamento das dívidas dos seus grandes bancos- que eram dez vezes maiores que a sua economia aos cidadãos e entrou mesmo em incumprimento.
"O livro que os islandeses mais leram desde 2010, está em todas as casas ao lado das sagas nórdicas, é um relatório de auditoria. Nele está narrado o fio de acontecimentos que levou um país isolado, com menos pessoas do que o distrito de Viseu (300 mil habitantes) e dependente de negócios como a pesca, a fabricar a maior bolha bancária da História. O resultado da auditoria pública à gestão bancária e à conduta política foi publicado em oito volumes, incluindo um resumo das conclusões, em linguagem para leigos. Foi colocado nas livrarias com o preço simbólico de 100 coroas (60 cêntimos) O impacto da auditoria na opinião pública, combinado com o da crise, foi devastador. Nos livros está a concentração de interesses entre os banqueiros que arruinaram o país e o poder político, a gestão criminosa do risco, a dimensão da loucura de uma era em que bilionários instantâneos pagavam milhões a Elton John para cantar em festas.
"Depois de lermos começámos a perguntar como é possível dizer que a Islândia é um país bem classificado nos rankings de corrupção-nós vivemos no país mais corrupto da Europa", acusa Gudrun Ingvarsdóttir uma arquitecta islandesa.
Passados três anos e meio do colapso da bolha financeira, a Islândia parece ser um caso de sucesso e um motivo de inspiração para a Europa em crise. Depois do afundamento de 10% entre 2008 e 2010, a economia cresceu 2,5% em 2011 e deverá expandir outro tanto este ano, puxada pelo turismo e pelas exportações. A agência de notação financeira Fitch tirou a dívida pública islandesa do nível "lixo"- onde está a portuguesa - e o país, que já voltou aos mercados da dívida anunciou em Março o pagamento de 340 milhões de euros ao FMI. A taxa de desemprego caiu para 7%, menos de metade da registadas em Portugal. O programa do FMI acabou em Agosto e os técnicos falam em tom cândido das 2lições" que aprenderam na Islândia. O governo escolheu um rumo pouco ortodoxo. Ao contrário do que fizeram os governos dos Estados Unidos, do Reino Unido ou da Irlanda, a Islândia deixou cair os bancos e os credores externos.
Em Reiquiavique os cafés, restaurantes e bares estão cheios de turistas atraídos pela desvalorização de 50% da coroa e não há pessoas a pedir nas ruas.
Mas sob a superfície, há uma grande dose de ressentimento e de desconfiança na sociedade islandesa.
"Percebo que no contexto europeu queiram tornar este país um símbolo de esperança na democracia, mas garanto que não é o que sentem as pessoas que vivem aqui" desabafa Anna Sorensen, islandesa.
Uma sondagem recente, publicada pela Reuters, parece confirmar o sentimento, apesar da recuperação económica, o parlamento merece o voto de confiança de apenas 10% dos inquiridos. Em Reiqueavique, só os banqueiros têm pior reputação que os políticos.
O julgamento do ex-primeiro-ministro Geir Hararde, é visto pelo governo actual como um primeiro passo para a reconciliação. A Islândia foi o único país a julgar um rum responsável político por negligência da crise financeira mas Haarde foi absolvido das acusações mais graves (que dariam um máximo de dois anos de prisão), mas condenado por não ter dedicado mais atenção aos sinais óbvios nos meses anteriores à crise. A justiça tem mais acusações formalizadas contra alguns banqueiros.
O país está a crescer pelo segundo ano consecutivo mas as famílias estão a passar dificuldades, sobrecarregadas com os empréstimos para a habitação e com a redução entre 20% a 30% do poder de compra. O "fim da crise" a um nível mais institucional não significa o fim da crise para as pessoas. A desvalorização de 50% da coroa que ajuda as exportações (e está a motivar uma onda de novos negócios) é a mesma que, numa ilha que importa muito do que consome, faz disparar a inflacção para mais de 20% logo em 2009.
O ressentimento poderá aumentar à medida que as pessoas se forem apercebendo de uma realidade mais ou menos oculta: apesar de os islandeses terem decidido por duas vezes em referendo não pagar o fundo de garantia de depósitos aos credores estrangeiros, o país acabará por pagar. Na realidade já estão a caminho de pagar 30%
Os governos da Holanda e Reino Unido pagaram o fundo de garantia aos seus cidfadãos que abriram contas online no Landsbanki islandês, transformando uma dívida privada de 4 mil milhões de euros em dívida entre países. Uma condenação poderia poderia levar os governos britânicos e holandês a pedirem nos tribunais da islândia o pagamento de juros e de uma penalização adicional que pode ir até 10%.
"A decisão dos referendos [que rejeitaram duas propostas de negociação] foram um risco, uma aposta de que ainda não sabemos o resultado" , assume o ministro islandês do Estado Social.
Pelo menos, a Islândia teve a coragem de deixar cair os bancos criminosamente geridos, juntamente com os credores, certo? "Nós não escolhemos, foi uma questão de força maio", responde o ministro." Os bancos cresceram até serem dez vezes maiores que a nossa pequena economia - era impossível resgatá-los" explica. O "too big to fail", o lema atrás da salvação dos bancos dos EUA e Irlanda, deu lugar na Islândia ao "too big to save".
Ao todo a Islândia cortou 7% em educação e 17% em saúde mas mesmo assim o governo conseguiu negociar com o FMI a expansão do subsídio de desemprego de 3 para 4 anos e o aumento dos apoios sociais para os grupos mais fragilizados Para compensar, aumentou os impostos para a classe média, os mais ricos, as empresas e os bancos. A taxa de pobreza manteve-se das mais baixas da Europa.
Os islandeses estão a pagar um preço alto- não há ajustamentos fáceis-mas a sociedade é mais igualitária e rica que, por exemplo, a portuguesa. O nível salarial médio para trabalhadores não qualificados é de 1500 euros e o subsídio de desemprego mínimo de 1100 euros. "
Fonte jornal i nr 993 de 28/29 de Abril de 2012
Reportagem da Revista do Jornal Expresso de 5 de Maio de 2012: "A Ressaca Islandesa", por Daniel de Oliveira
Apesar de isolados e agora em crise profunda apenas 17% dos islandeses defende a adesão à União Europeia.
Após a bolha ter rebentado e o país ter ficado na bancarrota o novo governo eleito preparava-se para, como os restantes, pagar a sua conta,mas o presidente Olaf Grimsson fez o impensável: marcou um referendo. E nunca um político pareceu tão isolado como então: "todos os governos europeus, todas as instituições financeiras e quase todas as forças com poder no meu próprio país, incluindo o governo e a maioria parlamentar estavam contra a minha decisão". Os avisos vieram: "ficaríamos isolados durante décadas, seríamos a Cuba do Norte. Nunca mais ninguém quereria fazer negócios connosco. Nada disso aconteceu. Três anos depois da crise estamos no caminho da recuperação.
Por isso, só o presidente Grimsson escapa ao descontentamento geral com os políticos, foi ele que optou por referendar salvar a banca ou não. Grimsson estava determinado: "Não vamos ter um sistema onde os bancos podem funcionar como querem. Se tiverem sucesso, os banqueiros recebem enormes bónus e os seus accionistas recebem o lucro mas se falharem a conta será entregue aos contribuintes. Porque serão os bancos tão sagrados para lhes darmos mais garantias do Estado do que qualquer outra empresa?"
Os islandeses foram votar e nem o establishment político teve coragem de enfrentar a fúria popular. O resultado foi esmagador: 98 votaram "NÃO".Nascia assim o perigoso exemplo islandês. Como reacção o Reino Unido aplicou uma lei antiterrorista para acabar com todas as transacções com a Islândia pondo-a numa infame lista, ao lado da Al-Qaeda.
Apesar dos dramas de milhares de famílias endividadas, o desemprego anda próximo de 7%, alto para a Islândia mas muito baixo para a generalidade dos países em crise [15% em Portugal, 24% Espanha, Grécia 22%, 10% França]. O crescimento do ano passado foi de 3%, o deste ano andará pelos 2,5%. O FMI já se foi embora com contas fechadas e mais nada para fazer.
Apesar de aos bancos sobrarem casas (já ficaram com cerca de 3 mil) não arrendam mais barato, nem vendem, para não fazer cair o preço e perderem assim o valor do seu património. Como a procura aumentou, arrendar é ainda mais caro. A solução? vão, como muitos, para a Noruega.
"É verdade que muita gente gastou dinheiro que não tinha", diz Sveinn um islandês, "mas a maioria foi enganada porque a mensagem que os bancos passavam para oda a gente era: GASTEM!".
Concluindo, a Islândia foi dos poucos países a recusar-se a pagar com dinheiro dos contribuintes a dívida de um banco. Um ex-primeiro ministro foi julgado e vários outros responsáveis também aguardam julgamento. O desemprego está abaixo da maioria dos países atingidos pela crise e tem um crescimento económico acima dos restantes países europeus. O FMI já se foi embora e o Estado Social foi, no essencial, poupado. Tudo isto, três anos depois de a Islândia ter vivido a maior crise financeira de que há memória no mundo ocidental.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Eleições na Grécia e sua repercussão na Europa
O povo grego é soberano e decidiu castigar os dois partidos que têm alternado o seu parlamento há décadas (tal como aqui os portugueses só votam em dois há décadas) e que o conduziram aquela calamidade (tal e qual como aqui) e que fizeram? varreram os partidos da troika. Que significa isto? Os gregos não suportam mais a austeridade!
Os mercados financeiros estão furiosos e ameaçam baixar-lhes o ranking para bancarrota.Que medo! Que medo da ditadura dos mercados que foi o que nos levou a esta situação!
Mas que raio de ameaça! Não chega mais de roubar não? Os gregos estão fartos de mentiras, de ser humilhados pelos alemães (que chegaram a sugerir que os gregos lhes vendessem as suas ilhas e subjugados à vontades dos mercados essas personificações do demónio financeiro moderno, estão fartos de serem sugados, estão fartos de verem o seu país destruído e não acreditam mais nas histórias da craochinha do FMI, BCE e UE...até agora só têm ficado pior.
O povo grego pronunciou-se: não querem mais austeridade nem especuladores, chega de roubo!
Mas preferem continuar na União Europeia e no Euro...é preciso uma nova Europa!
O que se depreende é que os gregos usaram o poder do voto para se vingarem nos políticos responsáveis pelo actual estado calamitoso do país e provocaram uma revolução cujas consequências ainda estão por apurar...em boa verdade até correm o risco de ter de repetir eleições porque os gregos não se entendem em matéria de governação pois não houve maioria absoluta e os partidos que se podem coligar não querem.
No entanto, dos 9,9 milhões de eleitores registados, apenas 34,91% foram votar...um recorde de abstenção histórico!
A esquerda radical radical Syriza é a 2ª força política e tem como lema: "não pagamos" e defendem o cancelamento imediato de todas as medidas que empobreçam ainda mais os gregos e ponham em causa os direitos laborais e propõem a investigação aos bancos gregos e a publicação da auditoria feita ao sector bancário.
Mas ascenderam pela 1ª vez ao parlamento grego dois partidos de ascendência xenófoba como os "gregos independentes"e o partido neonazi "amanhecer dourado" que têm como prioridade infernizar a vida dos imigrantes na Grécia, pôr minas na fronteira com a Turquia e retirar o direito de voto e impedir o acesso a cargos públicos de todos os que mesmo tendo nascido na Grécia não sejam filhos de gregos. O slogan do partido é inclusive "vamos livrar esta terra dos imundos"!
(um pequeno aparte a Alemanha está a enviar convites a descendentes germânicos para regressarem às origens...)
Esta chegada ao parlamento grego de um partido neonazi e outro com uma agenda claramente xenófoba demonstra que as forças políticas estão a ganhar terreno no Velho Continente. E não deixa de ser irónico que um partido grego que se propõe romper os ditames da troika que impõe os interesses germânicos é ao mesmo tempo o partido que perfilha uma ideologia alemã que pensávamos já ter perecido perante os horrores da guerra de há 7 décadas atrás...
Mas de facto, infelizmente, a extrema-direita é uma força em ascensão na Europa, quer em França com os Le Penn e Sarkozy contra os imigrantes e ciganos e muçulmanos, quer nos países nórdicos que sempre tiveram a fama de "não gostarem de misturas" englobando todos quer da Dinamarca, à Suécia, à Finlândia (com a ascensão de um partido de seu nome "verdadeiros finalndeses" sendo a Finlândia um país anti-imigração assumido) quer na Noruega onde um louco anti-imigração matou 77 pessoas que defendiam ideologias de esquerda e outros tantos também sem culpa nenhuma ou relacionados com política...
Mikis Theodorákis, compositor e político grego já nos tinha alertado para isto quando disse:
"Se os povos da Europa não se levantarem, os bancos trarão o fascismo de volta"
Post relacionado:
Cavalo de Troi(k)a
C'est fini Sarkozy!
Finalmente o bandalho do Sarkozy saiu de cena e Hollande é o novo presidente de França e visto como também uma nova esperança tanto para a França como para toda a Europa asfixiada em austeridade sob a lógica absurda germânica.
" A vitória de Hollande pode modificar as lógicas em que a Alemanha meteu a Europa toda, ao impor (aos outros) austeridade em cima de austeridade, deixando exaustas as economias dos países mais frágeis e mais pequenos, ao ponto de já haver repercussões na Áustria e na Holanda tradicionalmente ricos."
Eduardo Oliveira e Silva in Editorial do Jornal i 7-5-2012
E pensar que Sarkozy disse que Hollande ia falir a França quando ele é que vivia à grande e à francesa no Eliseu com dinheiros públicos!
Agora Sarkozy o defensor de anti-imigração é só um descendente húngaro casado com uma descendente italiana a viver em França.
O novo presidente, François Hollande,pode ser uma nova força de esperança já que quer obrigar os bancos a separar a sua actividade financeira especulativa da comercial e de poupança. Assim esperemos! Os bancos mais não fizeram que impôr-nos uma ditadura de dívida absurda e sem sentido à medida que fazem lucros astronómicos e apostas de risco nos casinos das Bolsas especulativas...
Finalmente findou a era Merkozy, resta esperar que a França não se vergue mais pelos alemães para seu próprio bem e para bem da Europa.
" A vitória de Hollande pode modificar as lógicas em que a Alemanha meteu a Europa toda, ao impor (aos outros) austeridade em cima de austeridade, deixando exaustas as economias dos países mais frágeis e mais pequenos, ao ponto de já haver repercussões na Áustria e na Holanda tradicionalmente ricos."
Eduardo Oliveira e Silva in Editorial do Jornal i 7-5-2012
E pensar que Sarkozy disse que Hollande ia falir a França quando ele é que vivia à grande e à francesa no Eliseu com dinheiros públicos!
Agora Sarkozy o defensor de anti-imigração é só um descendente húngaro casado com uma descendente italiana a viver em França.
O novo presidente, François Hollande,pode ser uma nova força de esperança já que quer obrigar os bancos a separar a sua actividade financeira especulativa da comercial e de poupança. Assim esperemos! Os bancos mais não fizeram que impôr-nos uma ditadura de dívida absurda e sem sentido à medida que fazem lucros astronómicos e apostas de risco nos casinos das Bolsas especulativas...
Finalmente findou a era Merkozy, resta esperar que a França não se vergue mais pelos alemães para seu próprio bem e para bem da Europa.
domingo, 6 de maio de 2012
FELIZ DIA DA MÃE
"Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais... os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento. " (Charles Darwin)
Todas as mães independentemente da sua espécie cuidam e amam as suas crias, estão dispostas a tudo para as proteger até dar a sua vida por elas...o mesmo para com a maioria das mães humanas...sem dúvida temos bastante a aprender com os animais as criaturas mais puras, dóceis, amáveis e gentis do mundo.
Feliz dia da mãe para todas as mães!
AMAZÓNIA: um ícone sem o qual não poderemos viver
.
Toda a gente adora o Brasil! O sol, a música, as danças, o futebol, a natureza - é sem dúvida um país que inspira milhões à volta do Mundo todo. E é por isto que o Brasil vai acolher a próxima Copa do Mundo, os Jogos olímpicos em 2016 e a próxima Cimeira da Terra no próximo ano, um encontro internacional para tomar medidas de modo a parar a morte lenta do nosso planeta.
O nosso amor desmedido pela Amazónia é desmedido: a Amazónia é vital para a vida na Terra - 20% do oxigénio e 60% da água no mundo provém desta magnífica floresta. E é por isso que é tão crucial protegê-la. Ma o Brasil é também um país que está a desenvolver-se economicamente rapidamente, lutando para tirar dezenas de milhões de pessoas da miséria e a pressão para o corte de áreas florestais e extracção mineira é intensa do lado dos líderes políticos, e é por isso que estão estão perto de sabotar (ainda mais) as protecções ambientais e activistas locais estão a ser assassinados, intimidados e silenciados!
Muitos de nós já viram nos seus próprios países como o crescimento desmedido, irresponsável e desmedido pode fazer-se à custa da poluição de águas, terras ar levando à perda do nosso património natural e à morte das nossas florestas.Mas para o Brasil ainda há uma alternativa, os antecessores políticos de Dilma Roussef (como Lula da Silva) reduziram massivamente a desflorestação e cimentaram a reputação internacional como líder ambiental ao mesmo tempo que o conseguiram conciliar um notável crescimento económico.
As mudanças ao Código Florestal têm como objectivo permitir o abate de mais áreas florestais (inclusive as que estavam protegidas como as da área do rio Xingú) o que vai deixar ainda mais vulneráveis as comunidades de índios e a vida selvagem da maior floresta do Mundo que já perdeu 18% da sua área florestal!
Estima-se que 79% dos brasileiros defendem que a presidente devia de vetar a lei e querem que a Floresta continue a ser protegida...então os brasileiros não podem permitir que este crime contra a natureza seja"legalizado".
De referir que para além da extracção mineira a desflorestação tem por base a criação de gado para exportar especialmente para a Europa e China (mais o vegetarianismo surge como forma de ética, de estar na vida e de respeito pelos animais, natureza e ambiente).
Por isso assine a petição da Greenpeace para pedir à Presidente Dilma Roussef que vete o Código Florestal e também a a petição da Avaaz
Obrigada!
Florestas tropicais: o tesouro do Mundo
Salvar a Amazónia
A Amazónia está à venda?
Xingú Vivo
Barragem de Belo Monte
Parar com o comércio de carne de cão na Tailândia
Comer carne de cão é amplamente considerado como incivilizado, inumano e cruel em todo Mundo mas os asiáticos são pessoas completamente perturbadoras que gostam (não é só uma questão de necessidade porque não têm mais nada que comer, é mesmo uma questão de gosto) de comer as coisas mais nojentas que conseguirem comer, desde cães, a gatos, a escorpiões, a cobras...
Cheguei a ouvir na TV este ano, numa entrevista à comunidade chinesa residente em Portugal, um chinês a admitir com toda a naturalidade do Mundo que na China há regiões em que comem carne de cão e é o equivalente a comer-se aqui em Portugal cabrito! Eu sou vegetariana, sou contra a comer-se animais ponto, mas comer cães e gatos? eles são os nossos animais de estimação, os nossos melhores amigos! Por isso mesmo, eu nunca vou a restaurantes chineses, japoneses, tailandeses ou qualquer outro restaurante asiático (excepto restaurantes indianos que têm opções vegetarianas). E conheço muitas pessoas que adoram comida chinesa e lá vão pedir galinha grelhada, e depois têm o desplante de me admitir que comeram aquilo mas que aquilo de certeza não era galinha...e eu pergunto: "então o que era?", e elas: "não sei nem quero saber!"...NÃO QUEREM SABER? podem estar a comer carne de cão ou gato e não querem saber?
Sobre os cães que são mortos, cozinhados e comidos na Tailândia não nos devia de surpreender uma vez que é nos países asiáticos onde são cometidas as mais diversas atrocidades contra os animais (por exemplo no Vietname +e tradição cortar-se brutalmente ao meio um porco com a maior violência possível e imaginária...só por diversão! ler: brutal, inaceitável, revoltante).
Na Tailândia, apesar de tudo, comer carne é amplamente considerado hediondo e repugnante também, mas oscontrabandistas do Nordeste Tae Rae exportarm aproximadamente 30 000 cães para o Vietname todos os meses ao preço de 10 dólares por cabeça. No Vietnmae o preço de carne de cão grelhada é vendida a um preço três vezes superior ao da carne de porco.
Todos os dias cães vadios são encurralados e amontoados em gaiolas de arame antes de serem contrabandeadas ilegalmente através de fronteiras fluviais. Embora a maioria dos cães sejam exportados para o Vietname a maioria são mortos como carne para talho e vendidos como carne me mercados abertos da Tailândia. Habitantes locais queixam-se da práctica revoltante, Wit, o chefe de um grupo que colecta cães vadios para os proteger dos açougues, os activistas têm de pagar aos polícias para deixarem os activistas e os cachorros.
Exportar cães vadios para o mercado de carne ou vender carne de cão nos mercados locais é cruel, ilegal e perturbador para a maioria dos residentes tailandeses.
Por isso por favor assine a petição para encorajar as autoridades de Tae Rae a reprimir o comércio de carne de cão (já que pelos vistos os consumidores do Vietname e outros países asiáticos parecem não ter compaixão nenhuma e continuam a querer comer carne de cão).
E pensar que o cão foi um animal domesticado há milhares de anos atrás na Ásia...
![]() |
Ler mais: Ajudem os cães coreanos!
Canadá: parem com a caça às focas uma vez por todas!
Bem pensei que tínhamos resolvido isto já (ler: longa vida às focas) mas pelos vistos não: o Canadá continua a querer caçar focas por desporto! Todos os anos o governo canadiano subsidia a caça de 400 000 focas bebés que são mortas à cacetada. Mesmo agora que o comércio de peles de foca é proibido e todos os demais produtos derivados de foca tenham sido banidos da Europa, Rússia e EUA simplesmente porque as pessoas não querem compactuar com esse massacre e conseguiram fazer com se torna-se ilegal o comércio que alimentava essa sangrenta indústria!O preço de peles de foca desceu 80% nos últimos 6 anos e a caça às focas já não é economicamente viável porque simplesmente as pessoas não querem esses produtos!
No entanto o Canadá não parece querer desistir da caça e é ridículo que um país que se diz tão desenvolvido como o Canadá recorra ao uso de tanto dinheiro dos contribuintes canadianos para continuar com a matança destes animais indefesos. No topo das prioridades do governo canadiano está a luta contra as leis da União Europeia que baniram os produtos de foca perante a OMC (Organização Mundial de Comércio).
Por isso por favor assinem a petição, que do que dá para ver excdeu grandemente o objectivo de 50 00 assinaturas ainda já em mais de 62000 o que demonstra realmente que as pessoas não querem que continue a existir a caça à foca!
Por isso Canadá: acabem de vez com a caça às focas, o Mundo não quer!!!
Subscrever:
Mensagens (Atom)












