quarta-feira, 16 de maio de 2012

Carros dos juízes do Tribunal Constitucional


(recebido por e-mail):
Como pode progredir um País assim saqueado permanentemente pelas pessoas que deviam dar o exemplo de seriedade?
Em quem podemos confiar quando os mais altos responsáveis dão estes exemplos de saque?
É indigno!!...Aqui vai mais um bom exemplo:
O Tribunal Constitucional é um tribunal de nomeação politica e, por esse facto, resolveram comprar automóveis de Luxo e Super Luxo para cada um dos 'Juízes' ( de nomeação política ). Estes carros são utilizados pelos Juízes - num total de 13 Juízes - para todo o serviço, precisamente como acontece nas grandes Empresas.
1- O Presidente tem um BMW 740 D
 (129.245 € / 25.849 contos)
2- O Vice-Presidente: BMW 530 D 
(72.664 € /14.533 contos)
3- Os restantes 11 Juízes têm BMW 320 D 
( 42.145 € /8.429 contos, cada )
 Portanto, uma frota automóvel no valor de 665.504 €/ 133.101 contos ( muito mais de meio milhão de Euros?!!!)
É o único Tribunal Superior Europeu (se calhar mundial) onde os Juízes têm direito a carro como parte da sua remuneração (automóvel para uso pessoal). 
E DEPOIS QUEREM-NOS COMPARAR AOS PAÍSES DO NORTE
A que propósito? Pura ostentação!
 Ninguém se indigna? Quem é que autorizou este escândalo?
Ao mesmo tempo que o Governo sobrecarrega os portugueses em geral compra justamente as viaturas mais caras, superluxo.
Não é aceitável, não se pode compreender...
Repassem e incomodem...
É por isso que a desobediência civil é necessária para mostrar a estes ladrões que não andamos a dormir!!



Mais posts:
A "Constituinte"
Casos pós 25 de Abril em que a Justiça nada fez ou foi impedida de actuar

Quando a Ponte 25 de Abril se chamava Ponte Oliveira Salazar


Esta ponte de todos conhecida, é caracterizada por algo muito estranho incomum.
 ü      Foi construída dentro do prazo dentro do orçamento.
 ü      Ou melhor dizendo, não custou três vezes mais do que o previsto não demorou o dobro do tempo a ser feita.
ü      Com a sua construção ninguém enriqueceu, nem subitamente foram feitos depósitos nas Bahamas.
ü      O Ministro das Obras Públicas da altura, quando saiu do governo, não foi para presidente do conselho de administração da empresa da ponte. 
De facto, eram tempos muito estranhos!
(recebido por e-mail)
E pensar que nos tempos de censura e ditadura havia muito menos roubalheira! Mas foi assim mesmo o 25 de Abril deu-nos liberdade de expressão e aos políticos liberdade de extorsão.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Lições de Economês





Troika: palavra russa que significa uma carruagem ou "grande trenó" puxado por três cavalos. Na crise do euro a carruagem dos pacotes de assistência financeira é puxado a três: Banco Central Europeu (BCE),Fundo Monetário Internacional (FMI) e Comissão Europeia (CE). A troika empresta dinheiro e em troca pede dieta forçada e reformas estruturais. Apesar da má fama, o FMI é o cavalo bom - os outros dois são mais duros.
FMI=Fundo Monetário Internacional: O FMI é o "equivalente dos tipos que nos vêm partir as pernas em nome dos credores", explica o antropólogo David Graeber, no livro "Debt". O FMI é o fundo para o qual contribuem vários países (EUA lideram) e que empresta dinheiro e receitas económicas durasa países que perdem acesso ao financiamento. A preocupação principal é assegurar que o país paga aos seus credores (e ao FMI que nunca ficou a arder num empréstimo). Para isso o FMI dietas orçamentais e reformas duras para relançar o crescimento [???]. Nos dias que correm o FMI suavizou a receita - é o membro com a abordagem mais flexível entre os que compõem a troika.
Austeridade: severidade e rigor são sinónimos deste palavrão cada vez mais em voga. Em economês significa contenção nos gastos do estado, das famílias e empresas.
Memorando de Entendimento (MoU): a sigla MoU dá o nome ao "contrato" assinado entre as autoridades portuguesas e a troika. Nele estão os compromissos que Portugal assume em troca do dinheiro que recebe. O cumprimento é avaliado de 3 em 3 meses. Quando o governo decide ser mais duro do que as medidas do MoU diz-se que "está a ir além da troika".
Mercados: Mercados da dívida é composto pelo primário (em que quem pede emprestado é um país ou empresa e pede só a investidores institucionais como bancos e fundos) e o secundário (no qual todos podem comprar e vender obrigações emitidas no primário). Se todos venderam porque desconfiam do devedor, os juros sobem para níveis insustentáveis. Foi o que aconteceu a Portugal. por isso saiu dos mercados, para os braços da troika. O objectivo é voltar.
Leilões de dívida: mecanismo usado pelo Estado para se financiar. Os leilões são virtuais, têm data e hora marcada e demoram minutos. De um lado está quem pede emprestado (em determinados prazos de pagamento), do outro quem empresta (bancos, fundos de investimento). portugal só faz leilões para dívidas a pagar a curto prazo (até 11 meses) - nas restantes está fora dos mercados.
Juros da dívida (Yields): Há três anos Portugal financiava-se quase ao mesmo preço que a sólida Alemanha. Os juros da dívida englobem duas coisas distintas: os juros fixos a pagar pela dívida e o desconto feito aos credores (emprestam 90 mas recebem 100 de volta, mais juros). os de Portugal estão em níveis incomportáveis - por isso foi preciso sair dos mercados e pedir assistência à troika.
Reestruturar: Eufemismo para não pagar uma dívida na totalidade. Há várias formas de o fazer: aumentar o prazo de pagamento, diminuir juros ou eliminar juros, cortar simplesmente o valor da dívida, tudo com ou sem acordo dos credores.
Eurobond: Título de dívida que seria emitido com a garantia de vários países, não foi aprovado mas se fosse os países do euro pediriam emprestado em conjunto e depois o dinheiro seria canalizado para quem precisasse dos países mais ricos pagariam mais juros e os mais pobres menos.
Agências de Rating: Empresas privadas que atribuem notas (rating) a quem pede emprestado nos mercados de dívida, sejam países ou empresas. As maiores - as três irmãs - são por esta ordem as norte-americanas Standard&Poors, Moody's e Fitch. São alvo de escassa supervisão e são muitas criticadas por negligência  antes da crise de 2008 e por zelo depois da crise de 2008 (nas notas dadas a devedores da zona euro).
Lixo: lugar onde repousa a reputação de Portugal como devedor. tradução directa do termo "junk" dos mercados financeiros para classificar devedores (ou empréstimos) cuja probabilidade de incumprimento é considerável (acima de 15%). Quem decide que a reputação vale lixo são as agências de rating.
PIGS: sigla pejorativa forjada na linguagem darwiniana dos mercados para designar o grupo de economias mais fracas da zona euro: Portugal, Itália, Grécia e espanha. Com o colapso irlandês o "I" passou a ser a Irlanda (h´ainda os PIIGS).
Merkozy: Frankenstein político - 75% Merkel e 25% Sarkozy, juntos tomaram decisões na crise do euro seguidas pelo resto do rebanho. [Esperemos que a era Merklande (Merkel+Hollande) seja diferente...e que Merkel desapareça deste cenário brevemente].
Desalavancagem: é o acto de os bancos reduzirem o peso que os empréstimos têm nos seus recursos. A ideia é reduzir o risco dos bancos, aumentando recursos ou cortando no crédito. Menos vilipendiada que a prima direita "austeridade", "desalavancagem" tem um efeito potencial devastador para a economia.
Spreads: Não são os do empréstimo à habitação mas a lógica é a mesma - o spread é a diferença entre a taxa de juro praticada e uma taxa de referência. No caso das casas a referência é a Euribor. Para os países do Euro a referência é a Alemanha, o país mais sólido. Quanto maior o spread (diferença) entre juros da dívida pública de Portugal e Alemanha, mais negativa é a percepção dos mercados sobre o risco de Portugal.
PEC (I, II, III, IV):é sigla de Programa de Estabilidade e Crescimento usada aquando o governo de Sócrates, o governo actual chama-lhe Documento de Estratégia Orçamental (DEO) ao PEC, uma finta para desdramatizar a carga pejorativa sem mudar a austeridade.
Taxa Social Única (TSU): Contribuição dos empregadores (23,75% sobre o salário) e dos trabalhadores (11%) para a Segurança Social.
CDS: são seguros de crédito (credit default swaps) contra risco de incumprimento da dívida. Quando o preço dos CDS sobe - como aconteceu aos portugueses - é mau sinal sobre a qualidade da dívida que estão a segurar.Mas há mais. Se alguém comprar um CDS está a contribuir para aumentar o valor do seu CDS - até Novembro podia fazer isto sem sequer ter um título da dívida para vender, arrecadando dinheiro com o CDS. Nos mercados (quase) tudo é possível.

por Bruno Lopes e Filipe Cardoso
Fonte: O melhor jornal independente de Portugal o "i" nr 940

Ler mais:
A Economia não existe
A Economia é anti-económica

Obras-Fantasma custam milhões ao Estado





O estado desperdiçou 200 milhões de euros nas grandes obras adiadas, como o novo aeroporto e o TGV. Um valor que pode ultrapassar os 500 milhões se contarmos com os pedidos de indemnização.
São obras-fantasma porque nunca saíram do papel, apesar de terem custado centenas de milhões de euros aos contribuintes. Só em estudos e projectos, realizados, em alguns casos, ao longo de décadas, foram gastos cerca de 150 milhões de euros. O comboio de alta velocidade, vulgo, TGV, representa a maior fatia: 90 milhões de euros investidos nos preparativos para o desenvolvimento da rede, valor que cresce quase 30 milhões de euros se somarmos os custos operacionais e custos com pessoal.. No caso do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) terão sido desembolsados cerca de 60 milhões de euros para estudar a melhor localização.
Tudo somado, o erário público suportou despesas de 200 milhões de euros com os projectos do novo aeroporto e do comboio de alta velocidade. É uma ínfima parte do investimento previsto para estas duas grandes obras que, em conjunto, ultrapassaria os 11,5 mil milhões de euros (cerca de 7% do PIB nacional) mas tendo em conta que tiveram a existência apenas no papel, parece muito...
Novo Aeroporto de Lisboa: custo total= 80,3 milhões de euros
TGV: custo total 119 milhões de euros
Novas auto-estradas: 16,5 milhões de euros
Terminal de contentores de Alcântara: 15 milhões de euros
Estas obras foram classificadas como sendo de rentabilidade duvidosa e de imediato suspensas ou adiadas...é o preço do despesismo e Estado e irresponsável que agora temos de pagar.


por Clara Teixeira na Visão nr999


Ler na Visão



Portugal não é a Grécia







"Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma

indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma 


decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e 


que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se 


em paralelo, a Grécia e Portugal"

(in As Farpas) Eça de Queirós 1872



“Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.” Eça de Queiroz, in 'Distrito de Évora” (1867) 
Ler no Jornal de Negócios: O vaticínio de Eça de Queirós

Tão antigo e tão actual!
Mas de referir que, se calhar, nós até estamos piores que os gregos já que o salário mínimo era de 751 euros e mesmo agora com uma redução de 22% do salário mínimo este ano o ordenado mínimo fixou-se em 586 euros...mais 100 euros que em Portugal (485euros).
Antes da crise os gregos tinham até o 15º mês e reformas antes de 60 anos para uma centena de profissões e o nível de vida era similar a Portugal...
Gregos somos nós!
Mas numa coisa não somos gregos não, eles ao menos demonstram descontentamento e revolta (e não, não estou a falar de vândalos que partem tudo sem respeito por ninguém com cara tapada e que ninguém sabe quem são, mas pensa-se que são enviados do regime usados como forma de dispersar manifestações pacíficas...e isso quase que ia acontecendo aqui este ano numa manifestação da greve geral, lembram-se do polícia português à paisana que inexplicavelmente começou à batatada? aliás isto é um mecanismo conhecido e usado pelos regimes, assim as pessoas não se manifestam por medo de vândalos e repressão policial).


Geração Egoísta

Hoje, a propósito das aulas de economia durante as quais o professor faz questão que metamos na cabeça a frase de Adam Smith "o Homem é um ser egoísta" eu e um colega meu (que antes até tinha relativamente em boa conta) discutimos se seria mesmo verdade a frase do professor (segundo disse o meu colega) "lucro e ética são incompatíveis em economia e dinâmica empresarial".  Para mim ambas as frases anteriores são falsas, para o meu colega são verdadeiras pois só espelham a realidade. Sem dúvida, até podem mostrar a realidade mas há cada vez mais empresas que não estão viradas só para o lucro líquido e sem ética com as empresas de fair trade (comércio justo) que pagam ordenados justos aos trabalhadores e respeitam os seus direitos laborais e são amigas do ambiente permitindo assim um consumo sustentável e mais ecológico permitindo criação de empregos e subsequente melhoria das condições de vida das comunidades como construção de escolas e hospitais (algumas empresas chegam a financiar a sua construção com parte dos lucros). E ainda bem que há empresas, são elas que geram riqueza e permitem desenvolvimento social e humano...isto claro dentro de parâmetros sustentáveis, não meramente capitalistas e consumistas.
A realidade está a mudar, porque cada vez mais pessoas estão a mudar!

Qual a definição de empresa no livro de gestão?
"É um conjunto de actividades humanas, colectivas e organizadas, regidas por um centro regulador com a finalidade de adoptar constantemente os meios disponíveis aos objecticos predeterminados tendo em vista a produção/ comercialização de bens e serviços. A empresa insere-se na sociedade não só como célula base da economia mas também como factor influente na evolução das condições de vida humana e produção do bem comum.
A empresa vai rentabilizar os recursos nela investidos mas os benefícios empresariais não têm de ser exclusivamente financeiros. Todas as empresas têm uma dupla responsabilidade: criação de benefícios económico e social. Ou seja, é preciso saber quanto se ganha (benefício económico) e como se ganha (benefício social)."
A título de exemplo:
Empresas sem ética: McDonalds e KFC
Empresas que ganharam ética devido à pressão dos consumidores (através de organizações ambientais como a Greenpeace): Mattel e Nestlé
Mas para o meu colega todas as palavras do professor são entranhadas...fala a voz da experiência não é? a experiência de toda uma geração egoísta e consumista que está a deixar cicatrizes profundas no planeta Terra? sem dúvida! Mas os tempos têm de mudar, a nossa atitude tem de mudar, esta geração tem de ser diferente da anterior! Senão? senão a vida na Terra está tramada e consequente a continuação da civilização humana...valerá a pena substituir lucros fáceis e imediatos por uma dívida impagável que é a destruição da vida? talvez pensem "já não estou cá (morri)" e assim aproveitem a pilhagem de bens para terem a vida confortável e repleta de luxos que querem mas não levarão para a cova (fica cá tudinho)...egoísmo! Mas a verdade é que a História mostra-nos as coisas de outro modo, o que fez as sociedades avançarem, o que fundou países, culturas, grandes feitos humanos foi a cooperação inter-pessoal...não a competitividade selvagem e egoísta! Mais uma vez só cooperação nos tirará desta situação quase que apocalíptica.
Mas para o meu colega, nada vai mudar e a par de muitos seguirá o rumo da cegueira egoísta: "se não podes vencê-los junta-te a eles" e lá se juntam ao rebanho.
E como senão fosse já suficiente grave as parvoíces que ouvi veio mais ainda: " os melhores gestores do mundo (de empresas e bancos) são assim [egoístas]". Melhores?melhores como? se são esses mesmos gestores que levam bancos à falência e fazem desaparecer as poupanças de milhões de famílias que perdem a sua casa? (como aconteceu nos EUA em 2008) se são esses gestores que causam crises? a resposta do colega "por isso mesmo: eles fazem mal mas é para os outros, eles saem-se bem!", eles como indivíduos...para eles ficar com o dinheiro dos outros é bom negócio...não interessa se a sociedade é mergulhada no caos...para eles é para eles, é bom. São esse tipo de pessoas que estão no poder e são eles que recrutam"os melhores" (isto é pessoas como eles) para cargos de topo...são esse tipo de pessoas que formam os lobies a que a suposta democracia se verga e obedece...são eles que estão a destruir as sociedades, os Estados, famílias, vidas e o meio ambiente ...são eles que têm de ser varridos de lá e não mantidos impunes de modo a recrutarem mais exércitos de cegos gananciosos.
Sobre esta temática perguntei-lhe se tinha visto o documentário "Inside Job" sobre a temática da crise de 2008 que teve como pano de fundo enriquecimento ilícito e especulação...ele disse que viu...sim, os idiotas também são gente informada e não desculpável com mera ignorância...os idiotas reais gostam de ser idiotas.
Egoístas, monstros, cínicos, hipócritas, vigaristas, mentirosos, gananciosos não podem estar no poder, não podem ser tolerados e nós não lhes pudemos obedecer!
Mas a ovelhinha do meu colega diz que não pode mudar o mundo e que tem que se "ajustar à realidade" é uma "questão de sobrevivência". E até "contratava um fulano daqueles para gerir a sua fortuna, caso a tivesse", coitadinho dele o mais provável seria ficar sem a tal fortuna...
Uma questão final definiu então toda a essência idiota daquele ser: " e se te dissessem que ganhavas milhões e milhões com uma multinacional gigante cujo preço de lucro daria na destruição do planeta Terra dentro de 50 anos [valor propositado, ajustado à esperança média de vida do indivíduo], aceitavas?". resposta: "senão tivesse outra opção, alinhava!". Definir o que é opção para o sujeito foi algo como:se toda a gente o estivesse a fazer aquilo ele apanhava boleia...não teria opção (que sujeito mais ovelha!).Pergunto-lhe sobre os filhos e netos que deixaria aqui (puxando do seu egoísmo nato), se ele não teria peso na consciência por lhes deixar um inferno como herança...não percebi a reacção, não houve resposta, talvez tenha sido o "tanto me faz".
Atenção isto tudo de uma pessoa que estuda  Ambiente...está explicado o mistério de não ter amigos na faculdade ...mas antes estar só do que perder mais tempo com estes idiotas...o que me preocupa é haver neste mundo muitos idiotas...o suficiente para provocar estragos.
O meu pai admirado exclama: "será possível acabares o curso sem fazeres um único amigo". Sim é possível e muito provável!

"Há riqueza suficiente no Mundo para as necessidades do Homem, mas não para a sua ganância" Mahatma Gandhi

Posts relacionados:
Vida de Universitário
Que futuro?
argumentacao-do-absurdo

domingo, 13 de maio de 2012

O continente nojento



Há um 7º continente no Mundo, feito de plástico, que flutua no meio do Oceano Pacífico.
Algures entre a Califórnia e o Japão encontra-se à deriva um aglomerado maioritariamente constituído por plástico de dimensões incrivelmente assustadoras!
Calcula-se que ocupa entre 1,7 e 3,4 milhões de quilómetros quadrados, o que significa uma área 18 a 37 vezes superior a Portugal!!
O explorador francês Patrick Deixonne liderou uma expedição à «ilha de lixo do Pacífico» a 2 de Maio para alertar o Mundo da ameaça que a produção irracional de resíduos e o seu despejo nos oceanos está a provocar nos ecossistemas marítimos.

O Milagre Argentino





A Argentina - outrora a «Suiça da América do Sul» - provou da pior maneira os excessos do capitalismo desregrado e neoliberal que durante anos privatizou numerosas empresas do serviço público. Depois, para acabar com a inflacção, equiparou-se, por lei o peso ao dólar privando a Argentina da sua soberania monetária (uma situação análoga à de Portugal em relação ao euro). Terminou na tragédia do «corralito» (uma corrida aos bancos, na sequência do congelamento das contas e poupanças em dólares) e da bancarrota de 2001. A Argentina ficou de joelhos (57% da população estava na pobreza, 27,5% na indigência, e o desemprego ultrapassava os 20%) e sob a garra do FMI parecia condenada a ficar assim por muitos anos. Mas a Argentina decidiu romper com o FMI após anos de duras negociações e pagar toda a dívida de uma vez só ao FMI e protelar os pagamentos aos restantes credores resultando numa posterior década de  crescimento sustentado e as taxas de crescimento económico cresceram de 6% a 9% ao ano - a excepção será para 2012 com apenas 3,5%. A pobreza desceu para os 11,3% e a indigência para os 3,8% e o índice de desigualdade desceu abruptamente - em 2001, os 5% mais ricos da população ganhavam 32 vezes mais que os 5% mais pobres e em 2010, essa diferença tinha caído para 17 vezes.

Post relacionado:

FMI-o carrasco da Europa
A ajuda do FMI
Lições de Economês
Lagarde manda pagar impostos mas ela não paga!
FMI out!
Let's make money!





FMI: o novo carrasco da Europa



O Fundo Monetário Internacional traça um quadro negro para Portugal ao mesmo tempo que elogia o desempenho do nosso país.
A única certeza que tenho é que onde quer que estiver o FMI os países intervencionados estarão pior, mergulhando numa espiral de pobreza que acentuará mais as diferenças entre mais ricos e mais pobres.
Todos os países que estiveram sob a mira do FMI só ficaram pior...e aqueles que os mandaram embora?
Dois exemplos muito emblemáticos são a Islândia que cresce 2,5% ao ano e a Argentina.

Posts relacionados:
Um ano de troika
Lições de Economês
A ajuda do FMI
Dívida Externa: vender Portugal?
Documentário: Let's make money
Austeridade é o suicídio da Europa
Como Goldman Sachs dirige o Mundo?
BCE explicado
Portugal na encruzilhada da Europa
Lagarde manda pagar impostos mas ela não paga!
FMI fora daqui

Exportações: a luz ao fim do túnel?



Em 2011, Portugal subiu no ranking das economias mais exportadoras do mundo: colocado na 54ª posição, no sector das mercadorias e na 33ª no sector dos serviços.
E as exportações portuguesas continuam a crescer a bom ritmo, contrariando todas as previsões anteriormente feitas pelo Governo (previsão de 2,1%), Banco de Portugal (previsão de 2,7%), OCDE, FMI e até pela troika. A verdade é que no último trimestre (dezembro de 2011 e fevereiro de 2012) as vendas ao exterior subiram 10,2%. Este comportamento das exportações conjugado com uma descida de 6% das importações permite a Portugal reduzir substancialmente em 3 meses o défice da balança comercial em 1,8 mil milhões de euros, uma das principais causas do endividamento do país.
Muitas empresas deixaram os mercados europeus tradicionais com baixo crescimento económico e viraram-se para países em desenvolvimento como Brasil, Angola, Médio Oriente e China.
As empresas estão a atingir o seu limite máximo de produção, necessitando de investir em meios produtivos para manter esta pujança de vendas ao exterior mas sem acesso ao crédito, muitas delas não poderão manter este ritmo de crescimento.
(fonte: Visão nr 998)
Ler: Jornal de Negócios