sábado, 24 de novembro de 2012

O que é a Alemanha?



"O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, surgem como marionetas da chanceler alemã, Angela Merkel, num mural pintado perto das Amoreiras, em Lisboa.
"Quanto mais tempo querem ficar a assistir a este show. A 'nossa' dívida continua a aumentar!" é a mensagem que acompanha o mural pintado por Nomen, Slap e Kurtz, nos dias 20 e 21 de outubro.
"Este mural foi realizado sem ajuda externa", escreveram ainda os três artistas, que pintaram, num local considerado legal para o efeito, a chanceler Angela Merkel a segurar os fios das marionetas de Pedro Passos Coelho e de Paulo Portas, em cima de um palco."


Esteve cá a Sra Merkel [...] Recordo, a propósito, um livro que volta a ter hoje o maior interesse. Trata-se da Correspondência de um Diplomata [português] no III Reich. Veiga Simões: ministro acreditado de Berlim, de 1933 a 1940, da autoria de Lina Alves Madeira (ed. Mar da Palavra]. O livro de cerca de 40 telegramas diplomáticos enviados para Lisboa pelo nosso embaixador em Berlim, Alberto da Veiga Simões, que ali chegou em Setembro de 1933- ano da nomeação de Hitler como chanceler - e onde se manteve até ao início da II Guerra Mundial. Pode dizer-se que ele - um republicano liberal - foi o nosso embaixador em Berlim nos oito anos e meio de paz, que o nazismo apesar de tudo manteve, sendo substituído por um «germanófilo» no início dos seis anos de guerra impostos pela demência de Hitler.
   Para quem conheça a ideologia nazi, esta correspondência não traz novidades no plano das ideias; mas trá-las, e muitas, no campo dos factos políticos, económicos e sociais, bem como  no aspecto do discurso oficial do Poder Nacional-Socialista. Mostrando, em Berlim, os seus notáveis dotes diplomáticos, Veiga Simões nunca escondeu, nos seus telegramas, as críticas que lhe merecia o novo regime político implantado na Alemanha pelo Partido único, dito «Nacional Socialista».
   Recomendo aos meus leitores, vivamente, que consultem este livro, e meditem bem nele. Talvez não fiquem surpreendidos pela brutalidade dos métodos nazis, de que já por certo ouviram falar. Por certo se lembrarão dos grandes objectivos políticos de Hitler: nacionalismo ariano; o racismo (antijudaico, mas também antieslavo, e por isso antiploaco), a reinvidicação de um maior «espaço vital» para o povo alemão, quer na Europa, quer nas antigas colónias africanas, quer ainda no «fantástico celeiro» da Ucrânia; e, por último, mas não em último lugar, a ambição hegemónica sobre toda a Europa e contra a Rússia comunista.

Tudo isto estava já anunciado no Mein Kampf desde 1925-27. Mas há um aspecto menos conhecido: à esperança suscitada em muitos setores do povo alemão (sobretudo entre os desempregados) pela subida ao Poder do grande orador que era Hitler, seguiu-se um primeiro período de quatro anos  (1933-37) de «políticas de austeridade», que os alemães aceitaram bem, por espírito patriótico; mas quando, em setembro de 1937, no congresso partidário anual de Nuremberga, Hitler anunciou «mais quatro anos de austeridade», todo o regime entrou em crise, porque começou rapidamente a perder apoio popular. Assim, a guerra iniciada em 1939 não foi só a consequência lógica de expansionismo germânico: foi também a opção oportuna pelo instrumento clássico de salvação dos regimes em queda livre, que é a guerra contra os inimigos exteriores à Pátria e, por isso, a necessidade de uma forte unidade nacional.
A este propósito, são notáveis os telegramas de 14-9-1936, de 25-4-1937 e de 22-10-1937, onde o nosso embaixador tudo informa, tudo explica, e chega a prever (no último texto), com dois anos de antecedência (!), que Hitler desencadeará (!), uma guerra.
 Ouçamos algumas das suas lúcidas palavras, um ano antes de mentira de Munique (30-9-1938):

«O estado Alemão, não pode ter por finalidade o cada vez maior sacrifício da população dentro (das) fronteiras, arranca-lhe sacrifícios na mira de uma acção para além delas. E, no estado atual da Europa, essa acção só pode ter por instrumento- a guerra (...). A guerra ofensiva.». 
Para que a Alemanha «dê leis ao mundo, se não mesmo para que se 'civilize' o mundo, à sua imagem e semelhança.»
 E lucidamente, remata:  
«para civilizar o mundo (o Império) irá ocupar mercados que sejam verdadeiras colónias, aliados que sejam verdadeiros servos«(pp. 154-155).

Seria este embaixador português apenas um grande talento, que captou aquele momento singular, ou um autêntico génio, que percebeu como poucos a intemporalidade do Deutschland übber alles?"

 Diogo Freitas do Amaral na crónica de opinião "O que é a Alemanha?" in Visão nr 1028

É assustador, como o que aconteceu antes da 2ª Guerra Mundial em termos económicos parece estar a acontecer de novo! E a História ensina-nos que a dívida e o desemprego carregam o fim dos regimes democráticos, depois a fome, e finalmente a Guerra!

"A Alemanha esqueceu as lições dos anos de 1930, quando a obsessão pelo equilíbrio orçamental agravou a depressão que os conduziria, por fim, à Guerra. Dá sermões aos vizinhos, pede-lhes que a imitem mas Merkel esquece que os seus excedentes são os défices dos outros"

Joseph Stiglitz, laureado com o Nóbel da Economia em 2001, vice-presidente e economista-chefe do Banco Mundial, autor de livros como "O triunfo da Ganância", "A Grande Desilusão", "Um outro Mundo" ou "O preço da Desigualdade".
 Recentemente disse numa entrevista relativa à crise que "a austeridade é o suicídio da Europa".

"A rainha das dívidas do século XX foi, afinal, a Alemanha. Esteve insolvente pelo menos três vezes", garantiu o historiador Albert Ritschl ao jornal alemão Der Spiegel. O milagre alemão deve-se, sustenta ele, às generosas injecções de capital norte-americano, ao perdão das dívidas astronómicas e ao facto de o país não ter pago os custos da guerra, deixando-os para os países vítimas de ocupação". [li numa Visão de Novembro]

Da Alemanha partiram as três Guerras Mundiais (I, II e Guerra Fria) que acabaram na divisão da Europa por 4 décadas. Como foi possível a um país, que nas primeiras décadas era o mais produtivo e vanguardista nas ciências e nas artes, na técnica , na filosofia e nas letras, cair, democraticamente , na mais abjecta das barbáries?

Vidas alemãs e vidas portuguesas
Alemanha e a Europa dos contrastes
Visita de Merkel a Portugal
Zona Euro ou Zona Marco?
Ingratidão e falta de memória
Alemanha hipoteca Europa
Estados (des)unidos da Alemanha
Berlim quer ocupar Atenas e talvez Lisboa
A Europa Nazi está de volta?
Pacto de Redenção
resposta alemã à crise grega: vendam as vossas ilhas!
Vá ao Lidl arredondar o défice externo
os submarinos alemães
Porque é que Portugal está à rasca?
sobre a austeridade:
o suicídio colectivo da austeridade
Austeridade: o suicídio da Europa





terça-feira, 20 de novembro de 2012

Vidas alemãs e vidas portuguesas


Vidas Alemãs: Helga ganha 2800 euros por mês e quer vir de férias a Portugal
Helga tem 37 anos e uma filha de 7, vive em Berlim, trabalha como assietnte social cerca de 35 horas por semana (a média nacional). Esta personagem de ficção tem um salário de 2800 euros e o marido de 3500 euros (os salários médios de mulheres e homens na Alemanha). Pagam 650 euros de renda por um T2. E não prescinde do ginásio, que fica por 160 euros aos dois. Na hora de entregar a declaração fiscal conjunta, o casal paga uma taxa de IRS de 42% (rendimentos anuais acima de 52882 euros), mais uma taxa de solidariedade de 5,5%. Por mês, cada um desconta 14,9% para terem acesso ao sistema de saúde público. Se Helga tivesse dado ouvidos à tradição alemã, depois de a filha ter nascido devia ter deixado o emprego e passado a ser mãe a tempo inteiro. De acordo com a proposta do Governo de Merkel (que  não tem filhos), a partir de 2013 será concedido aos pais um subsídio especial para manter as crianças em casa com a mãe até aos 3 anos. Se optar por ser mãe de novo, de acordo com a nova lei de protecção parental em vigor desde 2007, terá direito a 14 semanas de licença pagas a 100%, com opção de estender esse período por mais 14 meses (dois gozados pelo pai) por 67% do ordenado, até um limite de 1800 euros. Um cenário que teme é o desemprego. Num país onde existem 2,7 milhões de desempregados inscritos nos centros de emprego, o que corresponde a uma taxa de dedesempregados inscritos nos centros de emprego, o que corresponde a uma taxa de desemprego de 6,5% se ficar sem trabalho receberá 67% do seu salário bruto (até um máximo de 2964 euros em 2012) durante um período equivalente a metade do tempo que fez descontos. A Portugal gostava de vir, passar férias com a família e conhecer as praias do Algarve.

Fontes: Eurostat, Destatis -German Federal Statistical Office

 Vidas Portuguesas: Maria ganha 989 euros e quer emigrar para a a Alemanha
Maria tem pela frente um enorme aumento de impostos. É casada, dois filhos pequenos. Não tem a vida desafogada com que sonhou, mas o dinheiros chega para os bens essenciais.
Para 2013, a palavra de ordem é "popança máxima". Uma história portuguesa em que apenas as personagens são de ficção. Trabalha num escritório de contabilidade em Lisboa (mais do que as as 40 horas semanais estipuladas) e todos os meses recebe 968 euros, salário médio feminino em Portugal: chega para pagar o empréstimo da casa ao banco (650 euros graças à baixa dos juros). Leva almoço de casa para o trabalho. O marido é informático e, tal como a maioria dos homens, ganha mais do que a mulher: 1500 euros . Em conjunto, o orçamento familiar fica equilibrado, mas atira o casal para um escalão de IRS mais elevado em 2013 e para um ataxa de de 37% (rendimentos anuais entre 20 e 40 mil euros). Pelo contrário, as despesas com a casa, saúde e educação dos filhos valerão menos, podendo o casal deduzir até um limite de 1200 euros (mais 10% por cada filho). No escritório de contabilidade correm rumores de despedimentos. O sonho de voltar a ser mãe está posto de parte. Dos dois filhos (em 2008 e 2011) optou por uma licença de maternidade de 150 dias com 80% de vencimento bruto. Esteve em casa os primeiros cinco meses de vida de cada um, que depois ficaram na creche para a mãe voltar ao trabalho. Com o inverno à porta, Maria está já a poupar para as idas ao médico: 20 euros por cada urgência, mais 5 pelas consultas no centro de saúde. Emigrar para a Alemanha? Sim, já lhe passou pela cabeça.

Fontes: Boletim Estatístico de julho de 2012 do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, Portal de Finanças, IEFP.

(retirado do Jornalde Notícias de 12-11-2012)

Por fim, finalizo com o video português sobre a crise e o projecto europeu que a Alemanha censurou (censura no século XXI!) no entanto, numa Era da informação, ignorância é uma escolha que se faz, e os alemães lá sabem o que querem decidir:



Ler mais:
Alemanha e a Europa dos contrastes
O que é a Alemanha?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Porque os cães valem mais que as pessoas

Ao intrepretar esta imagem vejo um cão morto ou quase e morto e um cãozinho ao seu lado, seu amigo. Parece que o cão foi atropelado e há sangue na estrada...enquanto as pessoas desprezam (mesmo se fosse uma criança atropelada como o caso da bebé chinesa atropelada por dois carros e ignorada por quem passava) o amigo cão fica do seu lado até ao fim...
Já para não falar dos cães abandonados que ficam meses ou até anos no mesmo local, fielmente convictos que o dono que os abandonou os vai buscar de novo (ler: cão- o fiel amigo)
.

Por isto, isto é inaceitável:
Ajudem os cães coreanos
Sem palavras

Ajudem os cães coreanos!



Os países asiáticos, entre outras coisas, são conhecidos pelo seu povo frio e maus tratos tanto a pessoas com animais, a ponto de comer cão e gato ser natural.
Isto não deve ao acto de haver fome, mas sim a uma questão cultural, um hábito nojento e selvagem instalado nessas culturas..curiosamente culturas essas onde se pensa que terá começado a domesticação de cães e gatos...
Já no blogue tinha falado sobre o comércio de carne de cão na Tailândia. Desta vez, falo do mesmo assunto, desta feita na Coreia, onde os cães são frequentemente cozidos vivos e escaldados para facilitar a remoção da pele.Olhem o desespero deles na foto acima!!!
Por favor assinem a petição para ajudar os actvistas a acabarem com este horror, são precisas 1 milhão de assinaturas!
https://www.change.org/petitions/
http://koreandogs.org/

Porque é que os cães valem mais que as pessoas:
sem-palavras
cão: o fiel amigo

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ingratidão e falta de memória



Crónica no jornal i por Sérgio Soares, publicado em 18 Fev :
INGRATIDÃO E FALTA DE MEMÓRIA
(É sempre bom recordar)

"A Alemanha regista a pouco honrosa distinção de ter entrado em bancarrota em 1920 e em 1953. Da última vez, Berlim contou com a ajuda financeira da Grécia.

A ingratidão dos países, tal...
como a das pessoas, é acompanhada quase sempre pela falta de memória. Em 1953, a Alemanha de Konrad Adenauer entrou em default, falência, ficou Kaput, ou seja, ficou sem dinheiro para fazer mover a actividade económica do país. Tal qual como a Grécia actualmente.

A Alemanha negociou 16 mil milhões de marcos em dívidas de 1920 que entraram em incumprimento na década de 30 após o colapso da bolsa em Wall Street. O dinheiro tinha-lhe sido emprestado pelos EUA, pela França e pelo Reino Unido.

Outros 16 mil milhões de marcos diziam respeito a empréstimos dos EUA no pós--guerra, no âmbito do Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs (LDA), de 1953. O total a pagar foi reduzido 50%, para cerca de 15 mil milhões de marcos, por um período de 30 anos, o que não teve quase impacto na crescente economia alemã.

O resgate alemão foi feito por um conjunto de países que incluíam a Grécia, a Bélgica, o Canadá, Ceilão, a Dinamarca, França, o Irão, a Irlanda, a Itália, o Liechtenstein, o Luxemburgo, a Noruega, o Paquistão, a Espanha, a Suécia, a Suíça, a África do Sul, o Reino Unido, a Irlanda do Norte, os EUA e a Jugoslávia. As dívidas alemãs eram do período anterior e posterior à Segunda Guerra Mundial. Algumas decorriam do esforço de reparações de guerra e outras de empréstimos gigantescos norte-americanos ao governo e às empresas.

Durante 20 anos, como recorda esse acordo, Berlim não honrou qualquer pagamento da dívida.

Por incrível que pareça, apenas oito anos depois de a Grécia ter sido invadida e brutalmente ocupada pelas tropas nazis, Atenas aceitou participar no esforço internacional para tirar a Alemanha da terrível bancarrota em que se encontrava.

Ora os custos monetários da ocupação alemã da Grécia foram estimados em 162 mil milhões de euros sem juros.

Após a guerra, a Alemanha ficou de compensar a Grécia por perdas de navios bombardeados ou capturados, durante o período de neutralidade, pelos danos causados à economia grega, e pagar compensações às vítimas do exército alemão de ocupação. As vítimas gregas foram mais de um milhão de pessoas (38 960 executadas, 12 mil abatidas, 70 mil mortas no campo de batalha, 105 mil em campos de concentração na Alemanha, e 600 mil que pereceram de fome). Além disso, as hordas nazis roubaram tesouros arqueológicos gregos de valor incalculável.

Qual foi a reacção da direita parlamentar alemã aos actuais problemas financeiros da Grécia? Segundo esta, a Grécia devia considerar vender terras, edifícios históricos e objectos de arte para reduzir a sua dívida.

Além de tomar as medidas de austeridade impostas, como cortes no sector público e congelamento de pensões, os gregos deviam vender algumas ilhas, defenderam dois destacados elementos da CDU, Josef Schlarmann e Frank Schaeffler, do partido da chanceler Merkel. Os dois responsáveis chegaram a alvitrar que o Partenon, e algumas ilhas gregas no Egeu, fossem vendidas para evitar a bancarrota.

“Os que estão insolventes devem vender o que possuem para pagar aos seus credores”, disseram ao jornal “Bild”.

Depois disso, surgiu no seio do executivo a ideia peregrina de pôr um comissário europeu a fiscalizar permanentemente as contas gregas em Atenas.

O historiador Albrecht Ritschl, da London School of Economics, recordou recentemente à “Spiegel” que a Alemanha foi o pior país devedor do século xx. O economista destaca que a insolvência germânica dos anos 30 faz a dívida grega de hoje parecer insignificante.

“No século xx, a Alemanha foi responsável pela maior bancarrota de que há memória”, afirmou. “Foi apenas graças aos Estados Unidos, que injectaram quantias enormes de dinheiro após a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, que a Alemanha se tornou financeiramente estável e hoje detém o estatuto de locomotiva da Europa. Esse facto, lamentavelmente, parece esquecido”, sublinha Ritsch. O historiador sublinha que a Alemanha desencadeou duas guerras mundiais, a segunda de aniquilação e extermínio, e depois os seus inimigos perdoaram-lhe totalmente o pagamento das reparações ou adiaram-nas. A Grécia não esquece que a Alemanha deve a sua prosperidade económica a outros países. Por isso, alguns parlamentares gregos sugerem que seja feita a contabilidade das dívidas alemãs à Grécia para que destas se desconte o que a Grécia deve actualmente."


E já agora sabiam que a Grécia está cheia de petróleo? qualquer coincidência da crise e das privatizações gregas com este facto é mera coincidência! (ler: O grande jogo do petróleo grego

"GRÉCIA PODERÁ RECLAMAR MAIS DE 150 MIL MILHÕES DE EUROS DE DIVIDAS À ALEMANHA

A história é no mínimo irónica e fez eco este fim de semana na imprensa grega e alemã. Um relatório de uma comissão de peritos do Ministério das Finanças helénico, supostamente secreto, dá conta de uma dívida que data do período da segunda guerra mundial de mais de 150 mil milhões de euros da Alemanha à Grécia.

As fugas de informação relativas ao documento de 80 páginas foram publicadas pelo jornal grego To Vima que é citado este fim de semana pelo Der Spiegel online.

A versão em linha do semanário alemão não publica números exatos, mas cita várias organizações gregas que falam de um montante de 54 mil milhões de euros em empréstimos que o regime nazi obrigou Atenas a conceder e outro de 108 mil milhões que corresponde ao valor estimado da reconstrução do país. O montante total ascende a 162 mil milhões de euros.

Parece pouco provável que a Alemanha esteja disposta a pagar de um dia para o outro as dívidas à Grécia, mas parece óbvio que as conclusões do relatório não deverão acalmar o sentimento antialemão dos gregos, razão pela qual o executivo helénico tentou mantê-las no segredo dos deuses."

Visita de Merkel a Portugal

à medida que a Europa do Sul é transformada num imenso campo de concentração da dívida faz-se alusão ao slogan nazi. "o trabalho liberta!", "neste caso "poupar liberta" como diz o letreiro do cartoon há que trabalhar para pagar a dívida tanto com dinheiro do trabalho como a dor, pobreza e miséria de quem já nada ganha...se a alusão ao regime nazi é escusada? talvez, mas realemnte é o que faz lembrar
Primeira observação, já ouvi dizer que o mal da política é não haver mais mulhres que com mulhreres isto estava melhor, claro que sim! Merkel, Thatcher, Condoleeza Rice, Christine Lagarde...
Homens ou mulheres de pouco interessa, a humanidade é a maior podridão e hipocrisia do Universo, uma força demononíaca cuja maior concentração está exactamente na corja política.
De resto, tenho pouco a dizer, já disse muito relativameente à hegemonia alemã no meu blogue, já muito disse quanto aos vendidos da Nação que vendem o país aos retalhos. Não atiro de modo algum as culpas à Merkel ou à Alemanha, os portugueses são os seus maiores carrascos, mercenários que querem ser mais espertos que os outros, prestes a destruir o seu povo para ganhar uns tostões e um povo vencido pelo conformismo que em vez de lutar contra toda  a podridão em que o país se tornou quer também umas migalhas do sistema podre que corrompe o país, uns tachos ali, umas cunhas ali...
Mas não haja as mínimas dúvidas, Merkel não veio por bem, ela veio mostrar que ela é que manda, ela simboliza os interesesses económicos mais obscuros, os especuladores, os banqueiros, é o rosto da ausetridade é uma boa serva do mundo financeiro provavelmente porque tem e teve uma vida triste de frustrada e agora usa o poder para talvez libertar as suas frustrações.
Para verem a classe desta mulher mantém o nome do ex-marido com quem casou há décadas quando tinha 23 anos...coitado do homem, a quantidade de vezes o seu nome foi usado para voiceferar impropérios!
A continuar assim é mesmo a 3ª vez que a Europa se suicida com a Alemanha no posto de comando...e de a Europa se esfrangalhar agora não será certo que volte alguma vez a ser esse oásis de paz e solidariedade nunca mais...e se isso acontecer é lamentável termos permitido isso com o nosso silêncio ou resignação.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Como a sociedade funciona realmente


"A Elite Global, os poucos que decidem os rumos do mundo e da humanidade, estão no topo de uma pirâmide de manipulação. Quase todas as organizações de hoje estão estruturadas na forma de uma pirâmide. No topo você tem a elite diminuta que sabe tudo sobre a organização, sabe qual a sua agenda verdadeira e o que se deseja realmente alcançar. Quando você vai descendo do pico, você vai encontrando mais
e mais pessoas que sabem cada vez menos da agenda verdadeira. Isto é chamado de compartimentalização. Aqueles no topo se certificam que todos abaixo, na pirâmide, tenham conhecimento apenas de suas contribuições individuais para a organização, companhia, sociedade secreta, etc. Como resultado, a maioria deles pensam que seus trabalhos são totalmente inocentes, não sabendo que seus trabalhos se encaixam com outros da pirâmide, para criar um padrão que não é nada inocente. Os maçons e outras sociedades secretas são óbvios exemplos deste método, com os seus níveis de iniciação. Cada nível não tem idéia do conhecimento existente nos níveis acima de si. A maioria dos maçons não progride acima do terceiro nível, apesar de existir outros 30 níveis acima [e mais outros 13 níveis não oficiais, chamados de níveis Illuminati]. Quando é dito que a rede maçônica participa de uma conspiração, as pessoas ficam com a falsa idéia de que você está dizendo que todo maçon está procurando controlar o mundo. Isso é simplesmente ridículo. As sociedades secretas, como todas as demais, consistem de líderes [uns poucos] e dos liderados [o resto].

Dentro da pirâmide global estão as organizações [também com estruturas piramidais] que controlam nossas vidas – o sistema bancário, o sistema político, a rede de corporações multinacionais, a mídia, a “educação” [doutrinação], as agências de inteligência, as forças armadas e por aí afora. Os picos dessas pirâmides individuais se fundem formando o pico da pirâmide global, controlado por pouquíssimas pessoas, que eu chamo de Elite Global. Neste nível da Elite, todos os bancos, partidos políticos, jornais e meios de difusão, agências de inteligência, companhias multinacionais e sociedades secretas, são propriedade e controladas pelas MESMAS pessoas. O mito da escolha é difundido para nos enganar dizendo que somos livres.

O verdadeiro poder em uma pirâmide está na sua base, não no topo, mas a raça humana tem sido condicionada para acreditar no oposto.

Toda Zona Livre de Embaraços é uma pirâmide com os ditadores religiosos, políticos e econômicos sentados no topo, impondo suas vontades sobre o resto. Eles conseguem isto porque aqueles abaixo na pirâmide aceitam fazer o que o pico diz, e acreditam na propaganda enviada pelo pico, que condiciona seus pensamentos e percepções da vida, para si e para os outros. É possível uma pessoa passar a vida inteira sem ter um único pensamento original. Viver na cadeia é segurança? Ter a sua vida controlada e seu futuro ditado é segurança? Nós somos robôs!"

Foto por : PEACEMAKER


Fonte: Facebook da página: ANTI - NWO (Nova Ordem Mundial)


"Ninguém é mais irreversivelmente escravizado do que aqueles que falsamente acreditam ser livres.” Johan Wolfgang von Goethe

sábado, 3 de novembro de 2012

Os Europeus ainda mandam na Europa?

"Quase ninguém nota que os países europeus já não são regidos por instituições avalizadas pela legitimidade democrática, mas por uma série de siglas que as substituíram: o FEEF, o MEEE, o BCE, a ABE e o FMI assumiram o comando.  Só os iniciados decifram estes acrónimos, só os iniciados percebem quem faz o quê na Comissão Europeia e no Eurogrupo. Todos estes organismos têm um ponto em comum: não derivam de nenhuma constituição e não envolvem os eleitores nas tomadas de decisão. A indiferença com a qual os habitantes do nosso pequeno continente aceita que lhe seja retirado o seu poder político causa arrepios.
Que os tratados não são respeitados não é surpresa para ninguém, as regras existentes, como o princípio da subsidiaridade definido pelo tratado de Roma ou Claúsula de não resgate caem no esquecimento quando necessário...a abolição do Estado de Direito aparece de forma clara no Tratado que institui o MEE (Mecanismo Europeu de Estabilidade). As decisões dos pesos-Estados desta sociedade de resgate entram imediatamente em vigor no Direito Internacional sem aprovação dos parlamentos. Denominam-se governadores, como noas antigos regimes coloniais, e, tal como estes últimos, não têm justificações a dar à opinião pública. Em contrapartida não podem comunicar qualquer informação, o que faz lembrar  o omerta (Lei do Silêncio) do Código de Honra da Máfia. Os nossos "padrinhos" estão isentos de controlo judicial ou legal e desfrutam de um privilégio que nem um chefe da Camorra (máfia napolitana) tem- imunidade penal absoluta (em conformidade com os artigos 32 a 35 do tratado do MEE). A Espoliação política do cidadão começou com o euro, ou mesmo antes. Esta moeda e fruto de negócios políticos ilícitos que não tiveram em conta as condições económicas necessárias.


Jornal Der Hauptstadbrief Berlim por Hans Magnus Enzensberger na Courrier Internacional de Novembro, crónica: "Os Europeus ainda mandam na Europa?"

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Os Neoliberais

O que é o Neoliberalismo?
"É tempode voltar a analisar as ideologias - que, para o bem ou para o mal, não morreram. Até 1980-90, os conservadores eram de direita (moderada), os liberais reformistas e os democratas - cristãos autênticos eram do centro, e os socialistas ou sociais-democrtas (propriamente ditos) eram de esquerda.
Com as doutrinas de Hayek e de Friedman, postas em prática pela dupla Reagan-Thatcher, bem como em consequência da globalização, do comércio livre, dos hedge funds em paraísos fiscais - e também da extinçção da URSS - o mundo virou à direita: os neoconservadores tornaram-se mais radicais, os liberais e os democratas - cristãos passaram a conservadores, e os socialistas democráticos procuraram uma «terceira via» que, pelas mãos de Blair/ Brown e de Bill Clinton se afirmou capitalista pro-rich, abandonando a sua tradição socialista e pro-poor. Tudo isto, porém ocorreu no quadro da democracia pluralista, sem nunca ultrapassar «pelo menos na Europa, EUA e Japão» - a fronteira que separa a direita democrática do fascismo (Marie Le Pen não é neoliberal).
Aconteceu, entretanto, que a ala mais à direita do Partido Republicano, dos EUA (com Bush filho, Romney, Tea Party, etc) se transformou muito rapidamente num movimento radical, quase.revolucionário, que se tem afirmado como politicamente «neoconservador» e economicamente «neoliberal». Tal transformação transmitiu-se á Europa: Merkel e Sarkozy, Berlusconi, Aznar e Rajoy, passos Coelho /Paulo Portas (com os respectivos ministros, como Victor Gaspar ,e principalmente assessores, como António Borges).

Procuremos caracterizar a corrente neoliberal, profundamente elitista, que manda na Europa actual:
a) Crença absoluta no mercado e desconfiança total em relação ao Estado (bit e-government).
b)Proteção legal aos mais ricos, sobretudo através da redução dos respectivos impostos, na convicção de que só eles investem, criam empregos e, assim, impulsionam o crescimento económico;
c)Prática constante, e progressiva, de cortes substanciais nas despesas sociais, por se entender que o Separe Sakateé uma ilusão perigosa; e que os mais pobres, tornando-se subsídio-dependentes, prejudicam o interesse nacional e não merecem protecção (ou não merecem senão uma protecção mínima).
O ódio de classe- que Marx considerava ser a ira justa dos pobres contra os ricos-mantém-se, mas de pernas para o ar: é agora a raiva profunda dos ricos contra os pobres, os inúteis, os incapazes que só sabem viver à mesa do Orçamento, à custa dos impostos dos ricos, sendo estes os únicos que dão emprego a quem verdadeiramente quer trabalhar.
Não há, por estas razões, nenhum governo neoliberalque não baixe significativamente a carga fiscal e parafiscal (T.S.U) dos empresários e que não suba, tanto quanto possível, a dos trabalhadores, apesar de nunca conseguirem diminuir o défice e a dívida. Todos os filósofos gregos- Platão, Xenofonte, Aristóteles- chamavam a isto uma forma de governo «oligárquica» cuja degeneração externa era a «plutocracia» (o governo do dinheiro).
Comparemos agora esta tão atual doutrina neoliberal com o pensamento arcaico (?) do «fascista» Oliveira Salazar, em 13 de Abril de 1929. Escreveu ele: a reforma tributária (então publicada) guia-se, entre outros, pelo princípio da quase uniformidade das taxas dos vários impostos, «com as excepções que favorecem, todos os países civilizados, os rendimentos provenientes só do trabalho do contribuinte» (A reorganização financeira, Coimbra Editora, 1930, p.102).
Problema insolúvel da ciência política: como pode um democrata neoliberal de hoje situar-se mais à direita do que um ditador «fascista» de há 80 anos?!..."
Diogo Freitas do Amaral in Visão nr 1022

"Neoliberais de merda. O Estado não deve meter-se na vida das grandes empresas, a não ser para, a mínima dificuldade, lhe enfiar pazadas de dinheiro pela goela abaixo. Depois, se o Estado precisar seja do que for, não tem direito a exigir nada. Não tem o direito de interferir na liberdade dos mercados. Se calhar, temos de ser nós a ensinar-lhes que é o trabalho que cria riqueza e não aqueles que vendem o trabalho dos outros" José Luís Peixoto in Visão nr 1023

"Esta é uma crise do capitalismo selvagem, diferente da última grande crise de 1929, que originou a II Guerra Mundial. Esta é uma crise muito mais complexa, porque começando por ser financeira - baseada nos mercados usurários e numa economia virtual - passou a ser económica, dada a recessão a que muitos Estados estão sujeitos; política na medida em que está a pôr em causa as democracias pluralistas do passado e o respeito pelos Direitos Humanos; social, dado que as conquistas sociais estão a ser implacavelmente destruídas; ambiental, visto que em virtude dos egoísmos nacionais estamos a ignorar os estragos que os homens fazem sobre a natureza, e mesmo civilizacional porque tudo se apresenta para haver um recuo imenso. Porquê? Porque a ideologia neoliberal comanda e considera os mercados - e o dinheiro, portanto - muito acima das pessoas, que não contam desde que não sejam ricos, diria mesmo, muito ricos. os mercados comandam os Estados e os políticos ou são negocistas e estão feitos com os mercados, ou então não contam. Daí o descrédito de que os políticos - e a política- são objecto, incapazes de evitar o abismo em que podemos cair"
Mário Soares in Visão nr 1022

"O que é precso é que não se toque nos fundamentosdeste novo liberalismo depurados nas melhores escolas das novas elites tecnocratas. Porque, no fim, parece rezar esta bíblia, espera-nos um novo mundo, com gentinha modesta mas honesta, trabalhadora e consciente do seu lugar, um mundo gerido pelos melhores e mais bem pagos, caapzes de dirigir através de modelos econométricos, um mundo limpo de todas porcarias criadas ao longo de décadas por um Estado social e democrático que tudo desbaratou com gente que não vale o investimento nem garante retorno. "
Pedro Camacho in "Uma fé que já não é de Direita" na Visão nr  1022

 "Uma espécie de Governo Sombra: O comentador Miguel Soisa Tavares escreveu no jornal Expresso de 22 de Setembro explicando aos portugueses que há um "quintento de terroristas económicos" (Vítor Gaspar, Carlos Moedas, António Borges, Braga de Macedo e Ferraz da Costa) que aconselha o Primeiro-Ministro e que quer «mudar o paradigma económico, mesmo que para tal tenha de destruir o país, como, aliás, estão a fazer». Sousa Tavares mostra.se preocupado com o facto deste quintento - «saído da economia de direito para a economia»-desconhecer de que é feito o tecido empresarial português e escreve que, «no fim do 'ajustamento', ficarão apenas as grandes empresas financiadas por baixos salários ou isntaladas nos antigos monopólios públicos com lucros garantidos e uma multidão de emigrantes ou desempregados. O perigo está à vista, estamos a assistir a uma revolução total no País e ao desmatelamento das pequenas e médias empresas."


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Andámos a viver acima das nossas possibilidades, agora toca a pagar

A culpa é do polvo

Por:Paulo Morais, Professor universitário in CM
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugues

es merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.

Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes sentir raiva e exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia.

Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes sentir raiva e exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia.