domingo, 13 de janeiro de 2013

olha os reformados!



sicnoticias

Publico

Ah e tal o Estado social é insutentável...com parasitas assim ai se é!

Mas de quem é afinal a culpa dos tão elevados gastos nas reformas? segundo o nosso amigo FMI é da grande generosidade portuguesa com as pensões mínimas! Está explicado, a culpa disto tudo é dos otários honestos que trabalharam a vida toda e chegam ao fim da vida com 200 euros de reforma claro está!

jornal de negocios

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

(In)justiça

Crónica de Rodrigo Guedes de Carvalho: Horror e Alternativa


"O horror não começou a visitar-nos este ano. Vem de longe, como infelizmente sabemos. Mas o ano que termina foi pródigo em crimes de maldade que ultrapassam qualquer razoabilidade. Nos crimes de sangue ou agressão não há, naturalmente, qualquer um que seja menos mau, mas há pormenores que nos conseguem revoltar para além do que pensaríamos suportar. Pouco antes do Natal, aquela mulher que pega fogo à casa com os dois filhos lá dentro, e que telefona à sogra a avisar que lhe matou os netos. Inacreditável. Mas ainda mais impensável a calma que demonstrou quando foi finalmente apanhada, a total falta de arrependimento, nem uma palavra de remorso. Já aqui o disse a propósito da violência doméstica, que continua a ser “resolvida” com campanhazinhas de sensibilização: a grande questão é saber o que fará a Justiça com ela, isto num caso que nem merece grande investigação, tão horrivelmente claros são os factos à nossa frente. Sim, a grande questão do crime horrendo em Portugal continua a ser a grande impunidade, castigos ou penas que não chegam aos calcanhares de uma ideia de justiça. Quer melhor (ou pior exemplo) do que o indivíduo que é mandado para casa após terem sido provadas as aberrantes agressões que fez a um... bebé? Uma criança de 2 anos, que teve de ficar internada quase quatro meses, pontapeado pelo padrasto, atirado contra a parede, queimado com cigarros nos olhos, lábios e boca?! O juiz aplica--lhe... pena suspensa. Como havemos de acreditar seja no que for? Mais a besta que atou um cão a um carro e andou a arrastá-lo pelo alcatrão, os monstros que atiram a matar sobre as mulheres que os resolvem deixar, muitas das vezes assassinadas à frente dos filhos? O que para aí vai de horror, para quem esteja minimamente atento, tem crescido a olhos vistos, e não há crise económica que o possa justificar. Sendo que, no aspecto meramente económico--financeiro, começa a ser claro que há responsáveis concretos, criminosos de colarinho branco, que deram golpadas tão grandes que conseguiram abalar toda a economia de um país, e, em consequência, deveriam ser responsabilizados pelos buracos que obrigam o Governo a fazer-nos pagar a todos. Todos estes crimes, diferentes na essência, mas todos igualmente graves, insultuosos e aberrantes, retiram a qualquer cidadão honesto qualquer esperança. A Justiça portuguesa, entretida com as suas reformas administrativas, que discute edifícios e comarcas, jurisdições e ordenados, ajudas de custo e promoções, com “revoltas” pontuais no sector, que têm tantas vezes a ver apenas com medo de perda de poder, melhor faria se desse aos cidadãos sinais de segurança, um conforto mínimo numa época em que tudo o mais parece fugir-nos debaixo dos pés. A lentidão e burocracia são exasperantes, mas não se comparam à enormidade dos resultados concretos de certas investigações ou julgamentos." 


Eu pergunto-me muitas vezes como é que é possível todos os anos entrarem em cursos de direito milhares de alunos e formarem-se outros tantos outros em direito e o país andar todo torto...mas o que é que esta gente estuda afinal?

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Brasil é o país mais violento do Mundo



De acordo com um Estudo da organização Law Center to Prevent Gun Violence, que tem por base o número de homicídios com armas de fogo todos os anos o Brasil é o país mais violento do Mundo com 34 678 mortes anuais, em 2º lugar está a Colômbia com 12 539 mortes, em 3º o México com 11 309 mortes, em 4º a Venezuela com 11 115m ortes por ano e em 5º os EUA com 9 146 mortes por ano.

O continente americano é bera mesmo!

Emigra pá!

A propósito de a única saída para uma vida melhor ser a emigração em massa recomendo este livro: "A máquina de fazer espanhóis "de Valter Hugo Mãe.

"É absolutamente cretino que um país seja feito com essa vocação exportadora de gente. Que é isso que este livro critica acerca de Portugal. Somos uma máquina de fazer estrangeiros, sempre fomos. Não há nada que seja mais violento do que um colectivo duvidar que quer ser um colectivo ou se quer pertencer ou se estaria melhor noutro colectivo" 

Que triste fado hã? sempre a ser escorrasados da nossa  própria terra porque não há como viver nela, uma terra abençoada por terra e mar mas cujo maior problema é a meu ver estar cheia de portugueses, que é como quem diz aldrabões individualistas que tentam enganar o próximo em prol de se saírem melhor que os outros, destruindo uma país com corrupção e criando milionários com dinheiros públicos, um país de ordenados humilhantemente baixos e chocantemente altos. Emigrar? sim sem dúvida, duvido muito que uma pessoa de bem, que preze ordem e respeito pelo próximo consiga viver bem num país assim, o pior é que depois só cá fica a escumalha a enterrar mais os outros e os que não podem sair cá ficam a penar enquanto uns chicos espertos multiplicam fortunas num país do faroeste sem lei nem justiça que valha.
É triste, mas não me sinto bem no meu país e não sinto nenhuma espécie de afecto pelo meu povo, se emigrasse, evitaria de todo os portugueses, basta ver as máfias portuguesas que enganam e exploram outros portugueses desesperados por um emprego que emigram à toa. É triste ver o meu país destruído por gente desta...gente portuguesa, e sim, muitas muitas vezes acho que se calhar era melhor termos sido espanhóis de raiz...uma única coisa posso dizer, se a História de Portugal for mesmo a daquela nação aventureira, valente e imortal, então somos a desonra da nossa História, e isso é doloroso de sentir, mas pois bem, é o que eu sinto.

Fantasmas

"Nunca uma situação se desenhou assim para o povo português: não ter futuro, não ter perspectivas de vida, social, cultural, económica, e não ter passado porque nem as competências nem a experiência adquiridas contam já para construir uma vida...fomos desposados do nosso presente . Temos apenas em nós e diante de nós, um buraco negro. O empobrecimento significa não ter aonde construir um fio de vida...o passado de nada serve, o futuro entupiu.
[..]O poder destrói o presente individual e colectivo  de duas maneiras: sobrecarregando o sujeito de trabalho, de tarefas inadiáveis, preenchendo totalmente o tempo diário com  obrigações laborais ou retirando-lhe todo o trabalho, a capacidade de iniciativa, a possibilidade de investir, empreender, criar. Esmagando-o com horários de trabalho sobre-humanos ou reduzindo a zero o seu trabalho...sem presente os portugueses estão a tornar-se fantasmas de si mesmos [.,. ] É a maior humilhação, a fantomatização em massa do povo português" José Gil in Visão

Números à portuguesa

*dívida Pública Portuguesa: 117,5% são 198136 mil milhões de euros
*19 814 euros,é  o que cada português "deve"
*19,6% percentagem da população portuguesa que vive abaixo do limiar da pobreza (com menos de 421 euros por mês por agregado), no total são cerca de 2 milhões de pessoas
*1 milhão de idosos vive com menos de 280 euros por mês
*ordenado mínimo: 485 euros por mês
*pensão de sobrevivência: 187,11 euros
*Rendimento Social de Inserção: 246,7 euros

...palavras para quê? os números falam por si. Que país miserável com tantos ricos e tantos pobres!

Reportagem sobre o caso BPN



Acerca da reportagem que o jornalista Pedro Coelho fez para a SIC sobre o caso BPN:

"Num país em que se discute como cortar 4 mil milhões de euros nos hospitais, nas escolas, nas pensões é imoral a distracção dos 5 a 7 mil milhões de euros que nos pode custar a fraude do BPN, e os mais de 3 mil milhões que já nos custou. Já conheciamos o retarato de um banco roubado por dentro num carrossel de compra e recompra das suas próprias acções através de uma rede de empresas sedeadas em paraísos fiscais. A reportagem de Pedro Coelho junta nomes e caras a esta descrição abstracta.
Claro, o próprio Rui Oliveira e Costa fez empréstimos a si mesmo no valor de 15 milhões de euros. A sua filha Iolanda recebeu 3,4 milhões de euros, o seu braço direito Luís Caprichoso, recebeu quase 1 milhão de euros, mas isto ainda não é nada. uma empresa de Duarte Lima recebeu 49 milhões de euros. Outro ex-dirigente do PSD, Arlindo Carvalho, junto com um do PS, José Neto, receberam no seu conjunto, pelo menos 75 milhões de euros. Outro do PSD, Joaquim Coimbra, recebeu 11 milhões. Almerindo Duarte, dono de uma empresa chamada Transiberica, recebeu 23 milhões. Um homem do futebol, Aprígio Santos, recebeu 140 milhões de euros. Uma empresa de cimentos do pelouro de Dias Loureiro  recebeu 90 milhões. Isto é dinheiro perdido, que acabaremos nós a apagar. Só em juros pagaremos todos os anos 200 milhões de euros, até 2020, por um empréstimo de 3,5 milhões do que foi realizado para tapar este buraco que não foi feito por um asteróide vindo do espaço, foi feito por esta gente, por esta cultura de promiscuidade, pela incúria de uma classe dominante em Portugal.
[..]Na prática o julgamento político deste caso nunca foi cabalmente feito. Que pensava esta gente? que pensavam eles quando lhes era proposto um negócio de acções que só poderia cheirara a esturro? Até o Presidente da República fez este negócio. Nunca tivemos uma explicação séria: o que sentiu? lembrou-se do país no momento em que fez este negócio? e os outros? como aceitaram dezenas e centenas de milhões de euros em troca de nada? Gente que foi ministro, deputado, conselheiro de Estado?Porque só os usaram em negócios fajutos? que meio de negócios este? que cultura de política esta?"

Rui Tavares in crónica Consoante Muda no jornal Publico de 26 de Dezembro

  Ver reportagem:

E o que dizer dos relacionamentos entre estes trafulhas e o excelentíssimo Presidente da República Cavaco Silva? "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!", querem ver que o PR não sabia de nada? A negociata que fez com as acções do BPN foi pura sorte só pode, até porque a única justificação que ele deu quanto a este colossal escândalo foi: "para serem mais honestos que eu têm de nascer duas vezes!". Tem razão, isso chegou porque os otários dos portugueses reelegeram-no para seu Presidente nas últimas legislativas,que terão pensado? Talvez: "sim senhor, ele diz que é um homem honesto eu acredito...teve lá aquelas más companhias, aqueles maus amigos mas enfim, isso é como toda a gente."


P.S: e agora querem fazer o mesmo com o Banif, mas desta não se diz que se nacionaliza, é injectar dinheiro do estado (leia-se você, contribuinte) nesse tal Banco Privado...porquê? esta e a minha interpretação:se calhar os Srs desse banco desviaram o $ para os seus paraísos fiscais e ligaram aos nossos ilustres governantes e disseram: "epah amigalhaço tirámos uns milhõezitos do Banco e agora não é que os nossos clientes querem o $ e não está lá? dêm-nos um jeitinho injectem aqui dinheiro desses otários para estar tudo sobre controlo, a gente arranja outros milhõezitos para vocês também vá. O que é que dizes a eles? epa digam que temos de recapitalizar o Banco para bem da economia é preciso salvar os bancos né?...como é que arranjas o dinheiro? epá arranja-se, tiras os subsídios de desemprego, natal, férias e abono de família e cortas nas Reformas deles e no rendimento de Inserção Social e cortas na Saúde e na Educação...ou então privatiza e a gente faz um negócio novo até patrocinamos novas faculdades e hospitais, é que esses  fulanos andaram a viver acima das possibilidades: ter educação e saúde gratuita? Nem pensar! Vá fazes-me esse jeitinho ó amigo, depois quando (des)governares o país a gente arranja-te um tachinho numa sucursal do banco ou podes até ser director geral ou adjunto ou qualquer coisinha...hã o que é que dizes? Assim é que é meu grande amigo!".
É MESMO ASSIM QUE EU ACHO QUE SE PASSAM ESTAS NEGOCIATAS EM PORTUGAL!
Portanto,
1 - O BANIF financia-se junto do estado;
2 - Nós pagamos os juros desse financiamento à TROIKA;
3 - Compram dívida do Estado;
4 - Nós pagamos os juros brutais da dívida do Estado;
5 - O lucros deste excelente negócio para o BANIF ficam no banco e até quem sabe são distribuídos pelos accionistas e nós continuamos com a corda no pescoço bem como as empresas portuguesas que não conseguem financiamento!
ACORDEM SÃO ESTAS TRAFULHICES QUE VOCÊS ANDAM A PAGAR!

Extorquir dinheiro sem risco




 A imoralidade do spread ou como extorquir dinheiro sem risco
 "O governo aprovou nos últimos meses vários decretos  que forma noticiados pela imprensa como visando "ajudar as famílias em dificuldades" a pagar empréstimos contraídos para compra de habitação própria.
A leitura das notícias permite a qualquer leigo compreender que o principal objectivo das medidas não é proteger os credores que se encontrem em risco de perder a casa devido a uma quebra dos seus rendimentos que os impeça de pagar as prestações da hipoteca (perda de emprego do emprego, por exemplo), mas sim a proteger os bancos, como é costume.
Entre essas medidas está a possibilidade de o banco subir o spread (ou seja: juro da dívida), unilateralmente, nos casos de divórcio, quando a hipoteca deixa de ser assumida pelo casal (e garantida por dois ordenados) e passa a  ser assumida apenas por um dos cônjugues (apenas com um salário). A lógica dos bancos é clara: as condições podem ser renegociadas porque o titular do empréstimo /hipoteca muda. deixa de ser A e B e passa apenas A. É outro contrato, outro empréstimo, outras condições. E o spread (a margem do banco) pode subir sempre que o novo credor apresnete uma situação financeira mais frágil do que o casal - o que se supõe que aconteça em 99,99% dos casos.
A posição é de facto clara, o que é uma raridade, quando se trata de bancos, mas é imoral, o que já está longe de ser uma raridade quando se trata de bancos.
A lógica do spread é simples: se você fo rico, o banco empresta-lhe dinheiro bararto, com um spread baixo. Se tiver pouco dinheiro o banco empresta-lhe dinheiro caro, com um spread alto. Parece-lhe iníquo?É, mas há um raciocínio na base desta iniquidade: os ricos representam um risco menor que os pobres, por isso os pobres têm de pagar um prémio de risco. Faz sentido? Vejamos.
Imagine que você é um assalariado com um baixo salário: E que negociou um empréstimo para comprar uma casa pelo qual o banco lhe pede um spread de 5%.
Quando pergunta a razão para um spread tão alto, o banco explica-lhe: o seu salário é baixo, a prestação que vai ter de pagar representa uma percentagem elevada dos seus rendimentos, você representa um risco elevado de incumprimento, o banco tem de proteger de si e das pessoas como você e para o afzer cobra um juro mais alto. Mas...e a garantia da casa hipotecada não chega para garantir o risco, pergunta você? O funcionário do banco finge que não percebe e o spread fica mesmo em 5%. Você aceita que o banco se queira proteger do seu risco de incumprimento mas tem uma carta na manga. Uma carta que você vai jogar daí a 25 anos.
No dia em que paga a última prestação do seu empréstimo, você vai ao banco e exige o reembolso do spread cobrado a mais durante os últimos 25 anos (4,5% porque você sabe que o seu primo abastado teve um spread de 0,5%). E explica: quando lhe emprestaram o dinheiro não sabiam se você ia cumprir o plano de pagamentos. Era natural que exigissem uma caução, mas você pagou sempre a horas, sem um atraso. Agora o banco sabe que você cumpriu. O que significa que o banco que lhe cobrou indevidamente esse spread anormalmente alto, do qual você pôde beneficiar durante 25 anos.

Agora você quere-o de volta. Como uma caução. Aí o bancário explica, uma gota de suor começa a formar-se na testa, que as coisas não são assim, que assim era se os bancos funcionassem de uma forma honesta, mas não é o caso. Ainda que você tenha pago a horas, há pessoas como você que não pagaram e, como o banco não se contentou em ficar com as casas delas, você precisa de pagar pelo risco delas. É uma questão de risco solidário, o seu grupo de credores tem um risco elevado e todos os membros do grupo pagam pelo risco de todos os outros. Você parece ter percebido, o bancário suspira. Aí você pergunta por que é que o seu primo não entrou no grupo para contabilização do risco. Pergunta porque é que , se querem mutualizar o risco, não fazem para o conjunto de clientes do banco. E pergunta se o banco não sabe que os spreads altos aumentam o risco de incumprimento e se tornam, de facto, profeciais auto-realizadoras para os cerdores com menos rendimentos. Explica quem se o spread fosse mais baixo para os mais pobres, estes cumpririam mais, o risco do banco seria mais baixo e todos poderiam ficar melhor.O bancário diz, com paciência, que assim os ricos teriam de pagar um spread mais alto e que issos eria complicado. Por isso criam grupos de ricos e grupos de pobres, com spreads diferentes. É que é mais fácil roubar aos pobres, explica. Fim da história.
A imoralidade do spread é uma das fundações da actividade das instituições de crédito, mas seria possível trabalhar de outra forma. Se o spread visa compensar o risco deve ser tratado como caução - e, quando não se verifica nenhhuma perda para o banco, deve ser devolvida a parte que excede o lucro devido. Em alternativa, o risco pode ser estimado para o conjunto dos clientes do banco, sem o recurso a critérios dualistas que apenas visam benefeciar ainda mais os ricos e extorquir ainda mais dinheiro aos pobres."

José Vítor Malheiros  in Público de 18-12-2012


"Melhor que roubar um banco é fundar um" Bertold Brecht

Ler mais:

Roubar aos pobres para dar aos ricos

Para os Bancos são milhões, para o povo só tostões

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

PAX Europea

Depois de uma atribuição escandalosa do Nobel da Paz ao presidente americano Barack Obama, antes mesmo de este ter mostrado provas de valor do que ia fazer, tendo depois demonstrado que como bom presidente americano que é, cumpre os lobies dos senhores da Guerra e apoia intervenções militares da NATO por interesses geostratégicos matando milhares de inocentes, eis mais um Nobel da Paz polémico:o Nobel da Paz à União Europeia??? Agora que a Europa está a um fio de descarrilar, que os povos se dividem entre credores e devedores, ricos e miseráveis, competentes e preguiçosos segundo dizem, e quando o povo em manifestações anti-austeridade é duramente reprimido por polícias armados até aos dentes, lembram-se de dar o Nobel da Paz à Europa para celebrar os anos de paz dó pós guerra e os anos de paz até agora???
Vamos por partes: este Nóbel deveria ter sido entregue há mais tempo, noutras circunstâncias, não nestas, e portanto deveria ter sido entregue a pessoas europeístas de valor, que fizeram o que puderam para unir um continente em estilhaços e amargurado pelas dores da destruição das duas Guerras Mundiais...por isso, não deveria ser o palhaço do Durão Barroso a recebê-lo, um homem que envergonha nãoos habitantes do país de origem como tdo o europeu que se preze.
Não se esqueçam daquele episódio pré-guerra no Iraque em que numa obscura reunião na Base das Lajes, nos Açcores, se reuniram o Sr Barrosos, o Sr Aznar o Sr Blair e o Sr Bush para discutir a invasão do Iraque, que estava tão cheio de armas de destruição em maciça e tão bem escondidas que nunca foram encontradas. Base das Lajes nos Açores, hã? Nem de propósito, de certeza que foi aquele indivíduo lambe-botas que propôs o local da reunião das mentiras, isto quando quase toda a Europa estava contra a intervenção militar da Europa no Iraque, lá vai aquele senhor receber alegremente o Nóbel da Paz, sem vergonha nenhuma naquela cara.
Este prémio Nóbel da PAz foi uma grande vergonha para academia.
E para além disso, a Europa esteve sempre muito longe de significar paz, não se esqueçam dos genocidios nos Balcãs há poucos anos atrás que ocorreram à vista de todos tendo sido aceites e tolerados pela tal Europa da paz.
Para além disso, a Europa produz armas, entre os maiores produtores de armas contam-se a Alemanha, a França, o Reino Unido e até a Suécia.
Este Europa está muito longe de merecer um Nobel da Paz!

Crónica:
ESTE DURÃO DO NOBEL DA PAZ É O MESMO DA CIMEIRA (DE GUERRA) DOS AÇORES?

Por Tiago Mesquita. do blogue 100 Reféns

"É irónico assistir à atribuição do prémio Nobel da Paz e, ainda que institucionalmente se justificasse, vê-lo passar pelas mãos de Durão Barroso. É estranho e difícil de entranhar. Não consigo esquecer-me do outro lado de Durão. Um lado menos continental, mais salgado e atlântico. O lado açoriano de Barroso.
 Quando Thorbørn Jagland, presidente do Comité Nobel da Noruega, afirmou durante a entrega do prémio que "a União Europeia ajudou a construir a fraternidade entre nações e a promoção da paz que Alfred Nobel deixou como legado", não falava certamente do contributo do presidente da Comissão Europeia. Não estaria a referir-se ao apoio que este, em nome próprio e não dos portugueses, deu para que a Guerra do Iraque tivesse vindo a ser uma triste realidade, com os resultados que sabemos. Uma coligação de países cuja atuação foi sustentada e desencadeada em mentiras dignas do argumento de um filme de Hollywood, como veio a confirmar-se, e que envergonha todos os envolvidos.
 Os fins, na altura, justificaram todos os meios. Os protagonistas, os Bush e Blair desta vida, bem como os que se puseram em bicos dos pés para terem visibilidade na fotografia circunstancial de família, foram cúmplices de uma das maiores farsas da política internacional. Em janeiro de 2012, contabilizavam-se cerca de 162 mil vítimas, 80 por cento delas civis, desde o início da invasão em 2003, de acordo com a ONG britânica Iraq Body Count (IBC). Que Paz é esta?
 "O antigo porta-voz de Tony Blair considerou "longo e pomposo" o discurso de Durão Barroso na cimeira dos Açores, em 2003, realizada, no arquipélago, tanto quanto se "recorda", por "ideia" do então primeiro-ministro português, disse hoje à Lusa Alastair Campbell. "Presumo que a ideia foi sua", afirmou, referindo-se ao antigo primeiro-ministro Durão Barroso sobre a escolha do arquipélago português para a realização do encontro que reuniu o Presidente dos Estados Unidos, George Bush, e os chefes de governo do Reino Unido, Tony Blair, e de Espanha, Jose Maria Aznar." (Expresso, Maio de 2009)
 O 'mordomo' da cimeira 'de guerra' dos Açores 2003 ostentou um prémio Nobel da Paz em 2012. O mundo é uma anedota."

"O 'mordomo' da cimeira 'de guerra' dos Açores 2003 ostentou um prémio Nobel da Paz em 2012. O mundo é uma anedota."
 


TAP vale menos que o passe do guarda redes do Sporting

Não consigo expressar a incredulidade de mais um negócio ruinoso para o país.
Com a desculpa da crise, há uma certa corja de poderosos a deitar mão ao país e fazer negócios chorudos para eles mesmo em detrimento do país.
Tratam as empresas públicas como se fossem seus negócios de família, apoderam-se de património estatal e multiplicam fortunas. Decidem vender o país a preço de saldo, desculpam-se com a dívida que não existe, vendem património inestimável por trocos só para terem uma posição de sucesso e agradar aos seus ovos sócios. Vendem o país para terem um tacho. Decidem este tipo de coisas sem ponderação, sem participação dos cidadãos, decidem, está decidido, "Não há aletrnativa". Mas o certo é que foi este povo que votou troika, e se por acaso, se tivessem dado ao trabalho de se informar sobre o programa da troika (que no fundo é que foi eleito) teriam visto que o que ficou acordado foi a privatização da EDP, da REN, da ANA, da TAP e das Águas de Portugal..e isto tudo para quê? para pagar juros a bancos e aos mercados.
Lá premiaram os carascos, serão executados.
Se este negócio e mais outros se seguirem não tenham dúvidas que este país se tornará absolutamente mais pobre, epriférico e subdesenvolvido. Talvez tenhamos de apanhar ãviões a partir de AMdrid, e coitados daqueles que vivem nos Açores ou Madeira.
Mas mais chocante que isto tudo ainda consegue ser o preço absolutamente chocante a que se quer vende ra TAP; autênticos trocos: 20 milhões de euros, é o valor pelo qual um senhor estrangeiro (com vários passaportes) de índole duvidosa quer comprar a TAP (único comprador).
100 milhões de euros: valor que a TAP põe nos cofres estatais em IRS
25 milhões de euros: custo do passe do Rui Patrício (guarda-redes do Sporting)
A TAP vale até muito menos do que a casa de luxo em Paris do multimilionário actor Gérard Depardieu: 150 milhões de euros.
Para o Sr ilustre e muito inteligente ministro das finanças Vítor Gaspar a TAP vale menos que o passe do guarda-redes do Sporting?
Isto é um escândalo! Continuem a premiar os vossos carrascos!

 Ler mais: http://expresso.sapo.pt/tap-uma-proposta-inaceitavel=f77309

Sobre a TAP:
Este texto pretende desmistificar algumas ideias que existem quanto à TAP, que nascem de rumores ou opiniões menos esclarecidas, numa altura em que se fala na privatização da maior companhia aérea portuguesa.
Assim sendo, vamos esclarecer alguns pontos:

1- A TAP não é um buraco financeiro!Antes de mais é preciso salientar que desde 1994 que o Estado não pode injectar dinheiro em qualquer companhia aérea, pelo que a TAP não vive à conta de todos os contribuintes!
O lucro que da TAP (vôos e manutenção) é absorvido pelos prejuízos das empresas que a TAP assumiu ao comprar a falida empresa brasileira de manutenção de aviões VEM (que pertencia à companhia brasileira VARIG), agora TAP Manutenção e Engenharia Brasil.
Ou seja, a TAP tem à sua frente Fernando Pinto, o gestor público mais bem pago (cerca de 420 mil euros/ano), que fez com que a TAP comprasse um "BPN da aviação", e portanto impede o grupo de ter lucro.

A privatização da TAP significa vender-se a preço de saldo uma empresa preponderante na economia do país, e que se bem gerida pode ser rentável!

2- A TAP tem um papel fundamental na estratégica macro-económica do país!


A TAP é a maior exportadora nacional, e desempenha um papel muito importante no fluxo de pessoas e mercadorias na economia nacional.

Colocar a TAP nas mãos de capitais privados significa tirar de Portugal um dos mais importantes meios de transporte. Hoje, aponta-se como principal candidato o grupo IAG, que nasceu da fusão entre a British Airways e a Iberia. Isto significa que Lisboa pode deixar de servir de base entre a Europa e a América do Sul ou África. Os interesses privados vão colocar-se à frente dos interesses nacionais.

Levanta-se a questão: Vamos passar a ter de ir a Madrid para seguir para destinos na América do Sul ou África? Só aumentaria custos de passageiros e mercadorias.

A privatização da TAP significa que Portugal abdica de uma "empresa de bandeira", considerada em Dezembro de 2011 a melhor companhia aérea da Europa.

A privatização da TAP vem prejudiar as relações com os países lusófonos, e com os emigrantes que ascendem a 5 milhões pelo mundo fora.


3- Os trabalhadores da TAP não são a administração da companhia!

Muito se confunde a administração da TAP com os seus trabalhadores, que ascendem a 13 mil . A opinião pública é intoxicada com ideias de que os trabalhadores da TAP recebem todos ordenados estratósfericos, e é preciso desfazer este mito.

Os prórpios trabalhadores da TAP criticam os salários exorbitantes da sua admnistração (já em 2009)

As tripulações foram reduzidas, pelo que os comissários e assistentes de bordo estão a trabalhar mais.

As tripulações estão a fazer vôos que excedem os limites horários previstos no AE, o que põe em causa a segurança dos passageiros.

Os salários dos trabalhadores da TAP já foram reduzidos em Março de 2011, tal como os dos funcionários públicos.

Ora, é preciso salientar que nas empresas como a TAP as caracteríticas de empresa privada ou pública são evocadas em função do que dá jeito ao Governo ou Administração, por exemplo: na redução de salários, os trabalhadores são considerados função pública e levaram os cortes de Março de 2011, contudo não têm direito a ADSE.

E se por um lado, os funcionários da TAP viram os seus ordenados reduzidos logo em Março de 2011, por outro, a despesa com as remunerações do conselho de administração executivo da TAP ascenderam a 1,82 milhões (em 2008).

Mais um exemplo de uma Administração que vive à grande à custa da empresa, mas depois quando a empresa está em dificuldades, cortam nos funcionários.
E, numa altura em que se distutem salários de funcionários sabe-se que a Administração da TAP vai poder manter vencimentos.

Ou seja, mais um exemplo de quem paga a crise: não é a administração que tomou decisões ruínosas (como a compra da VEM), mas são os trabalhadores que veêm os seus direitos e salários reduzidos, e simultaneamente aumentos na carga e horário de trabalho.

A privatização da TAP significa que os seus trabalhadores vão sofrer despedimentos e cortes salariais.


Por todas estas razões: ESTAMOS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA TAP!

PS: Felizmente a TAP não foi vendida (ainda, e por aquele preço ridículo), agora querem vender a ANA, empresa que permite a mobilidade de 30 milhões de passageiros por ano nos aeroportos...apetecível, não?