"Em Portugal os custos directos e indirectos de cada suicídio ascendem aos 300 mil euros...os custos económicos distinguem-se os directos (que incluem despesas dos serviços de saúde e de emergência, ou os funerais, por exemplo) e os indirectos (associados a perda de riqueza"- "suicídio significa que os indivíduos perdem a oportunidade de contribuir para a economia")".
in Publico de 14/3/2013
Mas que raio de país é este afinal? Não se pode trabalhar, não se pode sobreviver, não se pode viver...e nem se pode morrer?
sábado, 16 de março de 2013
Andámos a viver aquém das nossas possibilidades
Excelente texto de Rui Tavares, no Jornal Público de 25 de Fevereiro:
"Temos andado a viver claramente aquém das nossas possibilidades democráticas. A nossa democracia vive muito aquém das suas possibilidades políticas- ou seja, das possibilidades de nos dar novos possíveis.
Quiseram convencer-nos de que o nosso grande problema foi termos andado vários anos a viver além - acima, para lá- das nossas possibilidades. É mentira, raios! Foi precisamente o contrário que aconteceu: andámos anos e anos a viver aquém das nossas possibilidades enquanto portugueses, enquanto europeus e enquanto cidadãos. Fomos governados abaixo das possibilidades de transparência, de justiça e de progresso. Abaixo das necessidades, é certo. Abaixo do que seria desejável, e é da vida. Abaixo do que merecíamos, presumimos nós. mas o grande problema é que foi abaixo - aquém -das nossas possibilidades. Isso é verdadeiramente trágico.
O nosso debate público está aquém das suas possibilidades de informação, de esclarecimento e de abertura. A nossa justiça está aquém das suas possibilidades, a nossa economia aquém das suas possibilidades, os nossos políticos a muito aquém das suas possibilidades.
Por isso há jovens e adultos que todos os dias pensam se devem abandonar o país -recusam conformar-se a uma vida vivida sempre aquém das suas possibilidades. Por isso há tanta gente que ama este país e teme não conseguir aguentá-lo.
A democracia, a inteligência e a vida dão-nos mais que isto. É preciso começar a viver de acordo com essas possibilidades. Elevar o grau de exigência sobre a nossa política, trazer uma reforçada cultura cívica para o debate público está nas nossas possibilidades. Iniciar a democracia europeia e reiniciar a democracia portuguesa está nas nossas possibilidades. Está nas nossas possibilidades, acima de tudo, fazer o correcto diagonóstico do que nos está acontecer - sem o qual nunca recuperaremos. Isto já não é uma crise. Isto é uma depressão, ou seja- nas pessoas como nas nações e nas economias -, uma permanente vida mal vivida, prolongadamente aquém das possibilidades que a vida tem. Nós podemos melhor do que isto."
"Temos andado a viver claramente aquém das nossas possibilidades democráticas. A nossa democracia vive muito aquém das suas possibilidades políticas- ou seja, das possibilidades de nos dar novos possíveis.
Quiseram convencer-nos de que o nosso grande problema foi termos andado vários anos a viver além - acima, para lá- das nossas possibilidades. É mentira, raios! Foi precisamente o contrário que aconteceu: andámos anos e anos a viver aquém das nossas possibilidades enquanto portugueses, enquanto europeus e enquanto cidadãos. Fomos governados abaixo das possibilidades de transparência, de justiça e de progresso. Abaixo das necessidades, é certo. Abaixo do que seria desejável, e é da vida. Abaixo do que merecíamos, presumimos nós. mas o grande problema é que foi abaixo - aquém -das nossas possibilidades. Isso é verdadeiramente trágico.
O nosso debate público está aquém das suas possibilidades de informação, de esclarecimento e de abertura. A nossa justiça está aquém das suas possibilidades, a nossa economia aquém das suas possibilidades, os nossos políticos a muito aquém das suas possibilidades.
Por isso há jovens e adultos que todos os dias pensam se devem abandonar o país -recusam conformar-se a uma vida vivida sempre aquém das suas possibilidades. Por isso há tanta gente que ama este país e teme não conseguir aguentá-lo.
A democracia, a inteligência e a vida dão-nos mais que isto. É preciso começar a viver de acordo com essas possibilidades. Elevar o grau de exigência sobre a nossa política, trazer uma reforçada cultura cívica para o debate público está nas nossas possibilidades. Iniciar a democracia europeia e reiniciar a democracia portuguesa está nas nossas possibilidades. Está nas nossas possibilidades, acima de tudo, fazer o correcto diagonóstico do que nos está acontecer - sem o qual nunca recuperaremos. Isto já não é uma crise. Isto é uma depressão, ou seja- nas pessoas como nas nações e nas economias -, uma permanente vida mal vivida, prolongadamente aquém das possibilidades que a vida tem. Nós podemos melhor do que isto."
IV Reich
"No I Forum Portugal-Alemanha são reveladas as linhas de força seguidas pelo Governno de Merkel para a construcção de uma Europa que só terá possibilidades de sobreviver sob a batuta da disciplina alemã[...]
A política de Berlim tem sido a criação de fundos de resgate que são apresentados como acto de generosidade de Berlim e aliados, quando na verdade visam proteger os interesses das exportações alemãs, tendo os países resgatados de aceitar medidas duríssímas, sem discussão democrática para obterem esse auxílio. A Olímpica ausência de referência às instituições europeias, mostra que a Alemanha está contente com uma Europa exclusivamente intergovernamental, em que ela manda e os outros obedecem[...]O factor chantagem e do terror sobre os mercados parte da estratégia da hegemonia de Merkel, retirando os prisioneiros da água a um segundo antes do afogamento, tem lesado dezenas de milhões de vida na periferia da Europa[..]240 mil portugueses (2% da população) saíram de Portugal em busca de trabalho, em dois anos, 200 mil empregos foram destruídos em 18 meses, o PIB caiu 3% em 2012, e vai cair mais 2,4% em 2013, com mais 80 mil postos de trabalho destruídos. As empresas públicas rentáveis (EDP, ANA, TAP, CP, CTT) estão a ser vendidas. Em 2014 a viabilidade do país estará ameaçada pelo aumento exponencial da pobreza, da desigualdade e do niilismo. Mesmo como província de uma Europa Alemã, Portugal não teria futuro. Num século, a Europa já se curou duas vezes dessa febre recorrente da hegemonia germânica. Nada indica que não o faça outra vez, com o inevitável mar de escombros."
por Soromenho Marques, in Radar Ensaio, revista Visão
FANTASMAS
"Na entrevista que deu domingo a este jornal, Belmiro de Azevedo contou uma história interessante. Um dia, Helmut Schmidt, quando era ainda (suponho) chanceler da Alemanha, resolveu deixar as coisas claras: "Vocês...", disse ele, "não andam depressa...Não tenham dúvidas de que o nazismo na Alemanha está em hibernação." E acrescentou que a Alemanha precisava de ser integrada na Europa custasse o que custasse. de que "nazismo", falava Schmidt? Não com certeza do "nazismo" de Hitler, com um estado policial e o plano de conquistar a Europa, incluindo a Rússia, pela guerra e exterminação. Ele sabia com certeza que a Alemanha, sem a força económica e o poder militar de 1939, não iria longe contra oposição conjunta da América e da URSS e também da Inglaterra (com um exército de Reno) e da França, que De Gaulle armara com um arsenal nuclear.
E, no entanto, custa a admitir que o Schmidt falasse por falar ou só para impressionar Belmiro de Azevedo, que nunca ninguém tomou como um homem muito impressionável. De resto, a semana passada, Jean Claude Juncker, uma das grandes personagens de Bruxelas e antigo presidente do Eurogrupo, avisou o mundo que a situação actual é "arrepiantemente" parecida com a de 1913 e que quem julgar "que a eterna paz na Europa já não é um risco" se engana "redondamente". E o próprio chefe do grupo parlamentar SPD (Partido socialista da Alemanha), Bernhard Rapkay, se indigna quando vê cartazes com a sra Merkel de uniforme nazi. Ainda mais revelador, em Portugal, Rui Rio achou conveniente prevenir que há "fantasmas" que dormem e e recomendou as maiores "cautelas".
Que significa isto? Significa que desde o fim do século XIX existiram duas correntes no imperialismo alemão: uma, donde veio o nazismo, que favorecia a construção de um império clássico fundado na força; outra que preferia um império económico, que a Alemanha regeria através de estados clientes, embora aqui e ali com uma ocasional intervenção armada. A primeira hipótese acabou com a hegemonia absoluta da América, da Rússia e, agora, da China. A segunda, dentro de certos limite, continua a ser em 2013 uma possibilidade na Europa e os sinais não são confortadores. Basta pensar na Grécia, na Irlanda, em Portugal e no papel do Sr. Monti em Itália. E, sobretudo, na deslocação da política externa de Barack Obama da Europa para a Ásia e no desinteresse (temporário?) de Putin pelo ocidente. Que sucederá aos 27 sem a tutela dos "grandes"?"
Vasco Pulido Valente in Publico 15/Março/2013
A SOLUÇÃO ALEMÃ, POIS CLARO !
"Sabia que a Alemanha já teve uma dívida tão grande quanto a da Grécia?Ao fim de mais uma avaliação da aplicação do memorando da Troika estamos piores em todos os aspetos e as previsões para o futuro são ainda mais assustadoras. Tivemos um ano de 2012 terrível - 25 falências por dia/17 desempregados por hora; taxa de desemprego média de 15,7%; queda do PIB de 3,2%; dívida aumentou, só em 2012, 51 milhões de euros por dia quebrando a fasquia dos 200 mil milhões de euros - atingiu 203,4 mil milhões, isto é, 122,5% do PIB.
Tudo a pior e ao contrário dos objetivos do Memorando de Entendimento.Para 2013 as previsões, para além da dura realidade do maior aumento de impostos, são ainda piores.
O Ministro das Finanças prevê que o PIB vai voltar a cair 2,3% e que o desemprego vai aumentar para 19%. Foi negociado que as indemnizações por despedimento passam para 12 dias para os novos contratos. E os cortes de 4 mil milhões de euros nas despesas sociais do Estado ainda não foram concretizados...
E a grande novidade - vamos poder fazer tudo isto com um pouco de mais tempo - mais um ano!
Entretanto surge uma nova modalidade de assalto com a tentativa de criação duma taxa sobre depósitos no Chipre, inicialmente prevista para todos, mas agora parece que apenas para os depósitos de mais de 100 mil euros, mandando ao ar a confiança no sistema bancário europeu.Com os planos de austeridade mais ou menos prolongados ou com as novas modalidades de assalto, o que é facto é que o remédio prescrito só tem agravado a doença e impedido a cura!
Mas existe cura para os problemas das dívidas com outro tratamento.
Sabia que a Alemanha já teve uma dívida tão grande quanto a da Grécia?
Sabia que essa dívida a cerca de 70 Países, contraída pela Alemanha em parte antes e em parte depois da guerra, atingia mais de 30 mil milhões de marcos?
Sabia que foi encontrada uma solução positiva para a questão dessa dívida no Acordo de Londres de 1953?
Esse Acordo adotou 3 princípios fundamentais:
- Perdão/redução substancial da dívida;
- Reescalonamento do prazo da dívida para um prazo longo;
- Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.
O pagamento devido em cada ano não podia exceder a capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afetos ao serviço da dívida não poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram moderadas variando entre 0 e 5%.
Este acordo foi o pilar do chamado "milagre económico" alemão. Metade das suas dívidas foram perdoadas e como as prestações estavam condicionadas ao valor das exportações, era de todo o interesse dos credores comprarem mercadoria alemã. E assim se reergueu a Alemanha que ainda por cima teve nova ajuda europeia na fase da reunificação...
Porque não seguir, com as devidas adaptações, este exemplo de sucesso na solução da crise de endividamento dos Países que o fizeram por orientação da Comissão Europeia e de Durão Barroso como resposta à crise do subprime de 2007/2008 oriunda dos EUA e que consistiu em apelar aos Estados para se endividarem ou para "auxiliarem" a Banca ou para investirem em outras atividades?
Este exemplo de sucesso caíu no esquecimento dos líderes alemães. Dizem eles que não se podem comparar as situações. E têm razão! Não se pode comparar o endividamento dum País que pôs a Europa a "ferro e fogo" numa ânsia de domínio imperial causando dezenas de milhões de vítimas, com Países que foram aconselhados a endividarem-se como resposta à crise financeira de 2008.
Caso os Líderes Europeus continuem a insistir numa política de austeridade que não é mais do que o roubo de todos os avanços laborais e sociais para entregá-los aos apetites sem fim da finança a qual, convem nunca esquecer, está por detrás das grandes crises de 2007 e da atualidade, torna-se evidente que pretendem excluir milhões de cidadãos dos benefícios da civilização europeia e reduzi-los ao que de mais atrasado ainda existe no Mundo.
por Paulo Martins
Artigo publicado no jornal “Diário de Notícias”
do Funchal em 20 de março de 2013
"O perigoso senhor Schauble
Daniel Oliveira in Expresso.pt 2 de abril de 2013
"Sempre foi assim. É como numa classe, quando temos os melhores resultados, os que têm um pouco mais de dificuldades são um pouco invejosos". A frase é de Wolfgang Schauble, o todo-poderoso ministro das finanças alemão.Como bem defendeu Miguel Sousa Tavares, não é bem inveja que os povos da Europa sentem em relação à Alemanha. É mais ressentimento. Nascido não apenas de uma Europa destruída e do Holocausto, mas do crónico problema que a Alemanha tem com a sua própria identidade que a levou a ter dificuldades em conviver com os seus vizinhos europeus.
Não, os alemães não têm de passar séculos a pagar por crimes que cada um deles não cometeu e que aconteceram quando a maioria nem era nascida. Mas, quando se relacionam com os outros, têm de ter conta que há uma história. Quando Schauble compara a Europa a uma sala de aulas e trata os demais parceiros europeus como alunos cábulas e a Alemanha como o aluno brilhante não pode deixar de perceber, até pela sua idade avançada, os sinais de alarme que as suas declarações criam na Europa, sobretudo nos povos que estão a sofrer tanto com esta crise. Até porque estas declarações são coerentes com um comportamento arrogante, autoritário e sem respeito pela reserva que estadistas devem ter quando se referem a assuntos internos de outros países.
Depois da II Guerra, a Europa e os EUA, para consolidar a paz e não repetir os erros da guerra anterior, foram generosos com a Alemanha. Não a obrigaram a pagar pelos seus crimes de guerra. Ajudaram à sua reconstrução e democratização. Atiraram para o baú do esquecimento as responsabilidades de muitos muitos alemães por um dos maiores crimes que a humanidade até hoje conheceu. Os parceiros europeus dividiram, na prática, os encargos da reunificação. Criaram uma moeda única cedendo, e mal, como agora se vê, a todas as exigências da Alemanha, que sempre resistiu ao euro. Fecharam os olhos à violação dos limites ao défice, que os alemães, tão intolerantes com as falhas dos outros, foram, com os franceses, os primeiros a não cumprir.
Na realidade, a sala de aula foi feita para a Alemanha se sentir lá bem. E, para isso, os interesses de outros foram esquecidos. Todas as suas falhas foram ignoradas. Mas nem é isso que interessa agora. O que interessa é que o ministro Schauble, e não os povos da Europa, está a fazer tudo para reavivar fantasmas antigos. Alguns, os portugueses, pela sua posição oportunista durante a guerra, nem compreendem bem. Mas eles resultam de feridas tão profundas, que 70 anos não chegam para os fazer esquecer. Foram, a bem da paz e do projeto europeu em que ela se sustentou, ignorados durante décadas. Mas basta que a União Europeia se desmorone, como se está a desmoronar, e que o senhor Schauble ou outro responsável político alemão repita mais umas frases infelizes para que eles regressem. Como se tudo tivesse acontecido ontem.
Willy Brandt, Helmut Schmidt e Helmut Kohl sabiam que a única forma da Alemanha conseguir regressar, como era seu direito, à comunidade internacional e europeia, era conseguindo que o resto da Europa acreditasse que ela seria capaz de conviver com os restantes Estados europeus tratando-os como iguais. A ignorância política, a insensatez, o populismo ou a estupidez de Merkel e Schauble estão a criar, entre os europeus, um desconforto crescente. Há cada vez mais gente que se pergunta se é possível ter, em simultâneo, uma Europa próspera e cooperante e uma Alemanha forte. Se esta desconfiança não for travada a tempo, os alemães serão, mais uma vez, como no passado, as principais vítimas da sua arrogância. Porque eles são, de todos os europeus, os que mais precisam desta União que, com alguma preciosas ajudas, estão a destruir."
Novidades: Merkel: “Sabemos que vai haver vítimas em muitos países” mas este é o caminho para um crescimento sustentável."(ler: jornaldenegocios).
pode ser que no fim das vitimas, pela teoria de selecção natural de Darwin, fique uma raça superior..tipo a ariana estão a ver?
Mais:merkel-diz-que-paises-do-euro-devem-estar-preparados-para-ceder-soberania
É impressão minha ou até há bem pouco tempo estas afirmações equivaleriam a uma declaração de guerra?
o-surgimento-do-iv-reich
O problema alemão
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terça-feira, 5 de março de 2013
Os merceeiros da Forbes
Para este tal Belmiro então o ideal seria os portugueses nem terem ordenado...mas desse modo conseguiriam fazer compras nas suas mercearias?
E se deixássemos de fazer compras nas mercearias deste Sr e dos outros merceiros fachos seus amigos e começássemos a fazer compras no comércio tradicional e dinamizar e ajudar as pequenas e médias empresas?
Assim talvez se resolvesse a miséria de muitos portugueses...não me venham dizer que criam muitos postos de emprego...é que nestes empregos, ao trabalhar numa mercearia destes fachos, recebe-se o ordenado mínimo ou caso seja produtor é obrigado a produzir produtos abaixo do preço de produção para estes avarentos que possuem o monopólio da distribuição em Portugal e estão na revista Forbes como os mais ricos do Mundo...e pagam impostos na Holanda porque sai-lhes mais barato!
E se fizermos todos compras na mercearia do bairro...será que estes srs aguentam? Ai aguentam, aguentam!
Pingo Amargo
1 de Maio: dia do consumidor
ULTRA RICO ai aguenta aguenta
Bem escrevo aqui no blogue, para não me esquecer da declaração infeliz deste vampiro de seu nome Fernando Ulrich que disse: "Se o país aguenta mais austeridade? Ai aguenta aguenta!", e como senão bastasse para explicar esta declaraçãoi polémica ainda deu como exemplo infeliz a situação dos gregos que aguentam com uma taxa de desemprego de 25% e queda de PIB de 25% e dos sem-abrigos que aguentam, ainda estão vivos...
Da 1ª declaração polémica disse:
“Não gostamos, mas [Portugal] aguenta, e choca-me como há tanta gente tão empenhada, normalmente com ignorância com o que está a dizer ou das consequências das recomendações que faz, a querer nos empurrar para a situação da Grécia”
O presidente executivo do BPI deu assim exemplos da situação da Grécia, em que o desemprego “já está em 23,8%” e chegará aos 25,4% no próximo ano. Apesar disso, “os gregos estão vivos, protestam com um bocadinho de mais veemência do que nós, partem umas montras, mas eles estão lá, estão vivos”.
Quer-se dizer...não quer que isto vá pelo caminho da Grécia...mas se eles aguentam e ainda estão vivos com uma taxa de desemprego altíssima e uma queda do PIB violentíssima...
e se eles aguentam nós também aguentamos! Nós quem? Ele não de certeza, já que o seu banco recebeu dinheiro do Estado, e este abutre ganha feitas contas cerca de um salário mínimo (485 euros) de 10 em 10 minutos... (ler: Estado injecta dinheiro no BPI).
sicnoticias
se-os-sem-abrigo-aguentam-porque-e-que-nos-nao-aguentamos?
Ai aguenta aguenta
Da 1ª declaração polémica disse:
“Não gostamos, mas [Portugal] aguenta, e choca-me como há tanta gente tão empenhada, normalmente com ignorância com o que está a dizer ou das consequências das recomendações que faz, a querer nos empurrar para a situação da Grécia”
O presidente executivo do BPI deu assim exemplos da situação da Grécia, em que o desemprego “já está em 23,8%” e chegará aos 25,4% no próximo ano. Apesar disso, “os gregos estão vivos, protestam com um bocadinho de mais veemência do que nós, partem umas montras, mas eles estão lá, estão vivos”.
Quer-se dizer...não quer que isto vá pelo caminho da Grécia...mas se eles aguentam e ainda estão vivos com uma taxa de desemprego altíssima e uma queda do PIB violentíssima...
e se eles aguentam nós também aguentamos! Nós quem? Ele não de certeza, já que o seu banco recebeu dinheiro do Estado, e este abutre ganha feitas contas cerca de um salário mínimo (485 euros) de 10 em 10 minutos... (ler: Estado injecta dinheiro no BPI).
sicnoticias
se-os-sem-abrigo-aguentam-porque-e-que-nos-nao-aguentamos?
Ai aguenta aguenta
ex-bancário indignado com banqueiros indignados
Sobre esta notícia:
REFORMADO INTERROMPE APRESENTAÇÃO DO MOVIMENTO DOS REFORMADOS INDIGNADOS
«Vocês são uns tristes. Estão aqui a protestar porque 20 ou 25 mil euros não vos chegam por mês para viver?» Foi assim que um reformado abordou os organizadores do Movimento dos Reformados Indignados, liderados por Filipe Pinhal, ex-presidente do BCP.
«Há pessoas que ganham 300 euros por mês, há crianças com fome», atirou ainda Afonso Diz, reformado do Millennium bcp, que se encontrava na audiência, durante a conferencia de imprensa para apresentar o Movimento aos jornalistas.
O Movimento representa 70 reformados com pensões muito altas mas que se dizem prejudicados pela contribuição especial de solidariedade (CES), que chega a cortar até 90% das pensões mais elevadas. Os 70 membros têm pensões que vão dos 1.350 euros aos escalões mais elevados.
Perante as acusações, Filipe Pinhal ficou calado e não revelou o valor da sua pensão, que alguns jornais dizem chegar aos 70 mil euros. Filipe Pinhal saiu do BCP na sequência do escândalo das off shores e tem processos a decorrer em tribunal onde é acusado de prestação de informação falsa ao mercado.»
Na visão de 14 de Março de 2013: "Filipe Pinhal, banqueiro indignado ex-presidente do
BCP, aufere de uma pensão mensal bruta de 70 mil euros e líquida de 14 mil euros e é
acusado de ter deixado um prejuízo de 115 milhões de euros nos fundos de pensões do
banco.
Indignados preisdido porFilipe pinham um ex Presidente do BCP e actual beneficiário de
uma reforma de 70 mil euros mensais!!! Para além disso este Sr foi condenado a pagar
multas de 800 mil euros por deslizes financeiros a liderar pensionistas que tiveram cortes
de 1350... é no mínimo insólito!
Já não bastava termos um presidente da República que se queixava que 12 mil euros por
mês nem dava para pagar as despesas...Indignam-me estes gajos nojentos tão velhos que
estão quase na cova e mesmo assim gananciosos ao extremo...reformas de 70 mil euros
por mês não lhes chegam para encher o bandulho? o que é que estes velhadas fazem com
essas reformas! Só digo isto, é por isto mesmo, por vadiagem e ladroagem desta que a
segurança social vai à falência e esta geração não vai ter reformas! Pilharam o país e
fizeram uma grande festa e agora ainda têm a indecência obscena de se indignaram por
terem cortes nas pensões ultra-milionárias? É como diz o outro...aguentem aguentem! A
Troika que se vá embora a troika que vá é da maneira que não há tostões para pagar as
reformas desta vadiagem também...CHEGA! Pôr os europeus a pagar pelos gastos
faranóicos deste país de chulos...a TROIKA que se vá embora, ficamos na miséria pois
assim que fiquemos todos!
Parabêns a este senhor que interviu, grande homem! Agora é que ele viu bem a corja para
a qual trabalhou...sem dúvida que os banqueiros para além de terem de ser avarentos,
egoístas, gananciosos, vampiros têm uma certa inclinação para delírio psicopático...é
gente perigosa e que como disse este Sr "não interessam a ninguém"...são seres vazios
que julgam preencher-se com alguma coisa neste caso luxos, bens materiais e dinheiro...e
quanto mais melhor, pois se esta gente é infeliz e vazia por dentro com os cofres tão
cheios e tantas riquezas ao menos que os outros não tenham nada, que contem os tostões,
que passem fome, que morram em agonia e sem dignidade pois na visão deles se eles
com tanto não conseguiram ser felizes ao menos os outros que nem ousem tão pouco ter
os mínimos direitos de bem estar e dignidade que qualquer ser humano deveria ter!
A morte ao menos é democrática, rico e pobre morre e desfaz-se em pó e deixa cá todas
as riquezas que julgou em vão alguma vez terem estado em sua posse...ainda bem que a
morte existe porque senão o Mundo com ricos seriam ainda mais injusto e infernal, vivam
pois na ilusão de que algo vos pertence realmente, vivam acima das possibilidades dos
povos...um dia também vão morrer e é assim que a vida faz justiça.
Aproveitem pois velhos reformados indignados as vossas parcas reformas de milhares de euros...e já agora morriam era mais cedo que era menos dinheiro que a Segurança Social gastava convosco..mas pronto todos nós vamos ter a nossa horinha e ela até pode tardar mas não falha...e a morte não aceita subornos.
Um bom resto de vida pois então, rodeado de muito dinheiro,muito caviar, muitos carros topo de gama, muito luxo e de todas as demais futilidades fundamentais à qualidade da vossa muito nobre espécie: banqueiros.
Há pessoas tão pobres...a única coisa que têm é dinheiro!
olha-os-reformados
Cavaco está falido!
Diferença entre Presidente do Uruguai e Presidente de Portugal
desigualdade-de-reformas-em-portugal
Reformas de miséria
duplicaram-as-reformas-douradas
"Os banqueiros são a escória do capitalismo porque não produzem nada" Daniel Oliveira no programa "Eixo do Mal"
"Os banqueiros são como os piratas, roubam o ouro à malta, depois escondem-no em ilhas paradisíacas (as offshores), a única diferença é que os piratas têm perna de pau e os banqueiros têm cara de pau."
Jel, dos Homens da Luta no programa "Sábado há Luta"
Poortugal
[Este texto não foi escrito por mim, limitei-me a fazer copy past de um post aleatório que vi no facebook]:
"Ao contrário do que muitos crêem, Portugal tem riquezas naturais e principalmente um potencial geográfico enorme por explorar. Temos condições altamente propícias para todo o tipo de energias alternativas, desde as marés (energia cinética), às solarengas planicies alentejanas (solar), passando pelas zonas de alto relevo (eolica). Temos uma plataforma marítima das maiores do mundo por ser explorada, com um potencial de recursos ainda pouco conhecido. Temos excelentes condições geográficas e climáticas para a agricultura, pecuária e pescas.
Em suma, temos condiçoes de independência do exterior com as quais muitos países podem apenas sonhar!
Temos um clima óptimo e uma imensa variedade topográfica, o que possibilita os mais diversos tipos de turismos; desde as praias, lagos e rios às montanhas, florestas e bosques, sem esquecer as ilhas, de características únicas. Oferecemos todo um legado secular de História e de cultura diversa a conhecer, assim como monumentos e outras atracções históricas dispersas por todo o país. Temos vinicultura e gastronomia, ambas das mais apreciadas do mundo.
Tudo, TUDO desaproveitado, pior, DESTRUÍDO pelas políticas da classe que (des)governa.
ABRAM OS OLHOS, meus caros amigos, a classe política é que nos colocou na situação em que nos encontramos hoje. E, garanto-vos, não foi mera incompetência.
---
Abaixo adiciono um texto de Fernando Tavares, com dados acerca das reservas naturais de portugal, que considero serem um óptimo complemento ao que acima disse."
«O QUE O POVO DESCONHECE DESTE SEU "MISERÁVEL" PAÍS!
Por acaso sabe que o SEU “POBRE PAÍS” possui:
- A maior Zona Económica Exclusiva da UE....tão grande como todo o continente europeu?
- 80% de solo arável, quase em completo abandono?
- Invejável rede hidrográfica a nível mundial?
- Grandes reservas de água doce, em aquíferos subterrâneos....inesgotáve
- As maiores reservas de ferro, da UE, de excelente qualidade?
- As maiores reservas de cobre da Europa (segundas no mundo)?
- As maiores reservas de tungsténio (volfrâmio) da Europa?
- As maiores reservas de lítio da Europa?
- As segundas maiores reservas de urânio da Europa?
- Grandes reservas mineiras de ouro; prata e platina?
- Grandes reservas de carvão mineral de excelente qualidade?
- E as incomensuráveis riquezas que as águas do Atlântico escondem?
- Etc; etc; etc.
TUDO ISTO SUBAPROVEITADO OU ABANDONADO!!!
Em contraste, aquilo que nos levou ao abismo:
- Maiores reservas de ladrões do nosso bem estar e não só, da Europa!
- Maiores reservas de BOYS (cerca de meio milhão) da Europa!
- Maiores reservas de chulos; inúteis e parasitas da UE!
- Maiores reservas de pseudo-políticos da Europa e não só!
- Maiores reservas de burocracia da Europa e não só!
- Maiores reservas de desorganização em serviços públicos da Europa e não só!
Se duvida, informe-se em fontes fidedignas e verá que a realidade vai muito além!
Este é de longe O PAÍS MAIS RICO DA U E, na sua dimensão, levado à ruína por um bando de canalhas e traidores!
Pense como poderia ser a sua vida e a dos seus descendentes se este país tivesse UM VERDADEIRO GOVERNO, composto por gente honesta e competente!»
"A maior desgraça de um nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos" Mia Couto
segunda-feira, 4 de março de 2013
PARA QUÊ?
Para quê lutar?
Para que se preocupar?
Para quê se interessar?
Para quê votar?
Para quê comentar?
Para quê criticar?
Para quê opinar?
Para quê se manifestar?
Para quê reagir?
"Quem adormece em democracia, acorda em ditadura" (?)
Para que se preocupar?
Para quê se interessar?
Para quê votar?
Para quê comentar?
Para quê criticar?
Para quê opinar?
Para quê se manifestar?
Para quê reagir?
"Quem adormece em democracia, acorda em ditadura" (?)
domingo, 3 de março de 2013
A passos para o abismo
(Sobre o tal famoso estudo do FMI que afinal não era do FMI mas tinha sido encomendado pelos neo-fascistas no poleiro desejosos de destruir a nação):
O FUNDO
"O que o Governo pretendia quando encomendou este estudo não era um documento com um mínimo de qualidade técnica, mas um documento ideológico que defendesse a destruição do Estado com uma sobrecapa que dissesse FMI. O FMI não deverá ter levantado qualquer objecção. Imagino o técnico do FMI que recebeu a encomenda de Pedro Passos Coelho ("Oxalá todos os governos nos pedissem isto!", pensou). Foi por isso que tiveram o escrupuloso cuidado de não contactar alguém que pudesse pôr em causa os seus dados, os seus preconceitos, as suas conclusões...que o relatório não é sério já sabemos, que foi encomendado pelo Governo como uma conclusão prévia já sabemos. Que o FMI diz ter como exclusiva preocupação a estabilidade financeira mas que é, de facto uma organização ponta de lança do neoliberalismo, já sabemos...que as receitas preconizadas pelo FMI defendem a finança e destroem as pessoas, já sabemos, que o FMI acha que a democracia é uma praga social a erradicar, já sabemos, que as a maioria das medidas preconizadas no documento já tinham sido avançadas pelos lacaios mais servis da nossa praça, já sabemos.
Portugal está a ser não apenas objecto de uma intervenção, mas de uma ocupação por parte de uma entidade colectiva que, sob o pretexto da insolvência do estado português, sequestrou o Estado democrático e procede a pilhagem sistemática das riquezas das populações, com a conivência recalcitrante do CDS. Trata-se de dois partidos que, numa situação de emergência nacional, de dependência extrema dos credores internacionais , decidiram nem sequer tentar defender os interesses nacionais -em Portugal, na União Europeia ou outros foruns - e alinharam de armas e bagagens do lado do ocupante, colocando acima de tudo a satisfação das exigências desse ocupante, acima da lei, dos direitos, mesmo que para tal fosse necessário sacrificar a vida das populações, os serviços públicos construídos nas últimas décadas e a própria democracia. Chama-se a isto colaboracionismo. O PSD e o CDS são colaboracionistas activos ao serviço da execução da política da potência ocupante e da liquidação do Estado português."
José Vítor Malheiro, Público 15 de Janeiro
"Está em marcha um PREC ao contrário: a destruição de conquistas fundamentais que consideramos o legado da Revolução de Abril, como o Estado Social. Não tenhamos dúvidas de que estes senhores, se pudessem, acabavam com o Estado Social por decreto. A visão deles é um capitalismo selvagem, um individualismo extremo e uma selecção natural que deve executar-se para que as sociedades se desenvolvam .Mas o conceito de desenvolvimento deles nada tem a ver com o actual: um desenvolvimento sustentado com coesão social e solidariedade".
António Mega Ferreira
Ler:
john-perkins-portugal-esta-ser-assassinado-muitos-paises-terceiro-mundo-ja-foram
O que vai acontecer daqui para a frente
Li algures num jornal e guardei esta citação:
"O Constitucionalista Jorge Miranda disse que o retrocesso social em curso pode levar o país a níveis impensáveis, não existentes em 1974 mas os que vigoravam em 1986 quando Marcello Caetano chegou ao poder".
Retroceder 27 anos de avanços à custa da festança que foi roubar o povo e endividar o país na grande festa que foi o enterranço do país....bem possível.
O que vai acontecer daqui para a frente?
Ora como segundo Passos Coelho só se sai disto empobrecendo (não os amiguinhos dele, os banqueiros e grandes capitalistas), o país vai continuar a empobrecer e o desemprego a aumentar, para compensar as perdas fiscais vão continuar na obstinada austeridade e aumento de impostos exigida pelos manda chuva lá de fora, pois quem manda são os credores sem rosto, os especuladores de bolsa, as agências de rating, a sô Dona Merkell, os bancos alemães...Portugal não tem moeda própria e quase nenhuma soberania.
Eis este o ponto da situação: a troika é que manda nisto e se ficar cá é má mas se nos lixarmos para a troika também é mau...talvez a diferença seja que entre uma e outra é uma morte lenta e a outra mais rápida, mas continuando: esta ideologia de selecção natural em que só sobrevivem os mais aptos ou sortudos ao clima de austeridade não é justa e nem faz parte de uma sociedade solidária e desenvolvida, as medidas de austeridade são o agravamento do problema e não da solução (a dívida aumentou ainda mais do que era aquando da intervenção da troika), toda a gente sabe, mas há uns casmurros no Governo que parece que não percebem...esqueçam, eles percebem e muito bem, eles sabem que estão a destruir o país e a matar o doente aos poucos, mas pedem mais tempo, e dizem "isto vai funcionar, não sei o que se passou, errámos as previsões mas isso é normal, vai melhorar este é o caminho", não acreditem neles pois todas as intervenções do FMI dão em países mais miseráveis e com mais desigualdade social (para mim o Brasil é o melhor exemplo de todos), eles não estão preocupados com o futuro da nação, eles servem-se da nação e dos seus habitantes a seu belo prazer, clamam legitimidade por terem ganho eleições e mentir e chegam lá e dizem "eh pá o outro governo deixou isto de patanas, nós não tinhamos ideias que isto estava assim!" e vão cumprindo a ideologia PSD-CDS neo-fascista que culminará com o ajuste de contas com o 25 de Abril e os direitos dito "adquiridos".
Depois de destruirem tudo o que sobra do país e de venderem tudo o que há para vender, depois de de terem empurrado milhões para a miséria e outros milhões de sortudos para a emigração eles arranjarão grande tacho lá fora, será a gratidão dos credores aos seus pupilos, aí o país já estará expoliado de todas as riquezas e potencial humano pode falir de vez sozinho em agonia!
E este será quanto a mim o triste final...já para não falar que se a Europa insistir no mesmo países devedores e credores irão entrar em conflito que pode desencadear noutra possível Guerra.
E assim acaba a História e um país à mão de jotinhas?
Gostam do final? Senão gostam de ser humilhados e enxovalhados do vosso próprio país por um bando de vadiagem politiqueira é altura de ilegitimarem qualquer mentira, qualquer conformismo, qualquer corrupção, qualquer ilicitude...se se ficarem pelo "desenmerdanço" tão português, do "safa-se cada um como poder", têm o destino traçado. E isto é um aviso.
O tal merceeiro Soares dos Santos que paga impostos na Holanda bem disse que isto não vai lá com Grândolas...se calhar tem mesmo razão, cantiguinhas e cravos nas espingardas é demasiada complacência...
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