domingo, 24 de março de 2013

OBSERVATÓRIOS

Recebido por e-mail:

( ELES  SÃO OS CHULOS QUE ETERNIZARÃO, COM ESTE SISTEMA, A GARANTIA DOS TACHOS. )


É DEMAIS!!!
OS POLÍTICOS DEVEM TER FICADO TODOS CEGOS OU ENTÃO TÊM LÁ GRANDES INTERESSES....................TUDO SE VAI SABENDO. NÃO SE PODE ILUDIR MAIS O POVO !!!! BASTA!!!!
Depois das fundações, tínhamos esquecido os observatórios...

Observatório dos medicamentos e dos produtos da saúde
Observatório nacional de saúde
Observatório português dos sistemas de saúde
Observatório da doença e morbilidade
 (...se só para a saúde são 3 para a doença 1 é pouco!!!)

Observatório vida
Observatório do ordenamento do território
Observatório do comércio
Observatório da imigração
Observatório para os assuntos da família
Observatório permanente da juventude
Observatório nacional da droga e toxicodependência
Observatório europeu da droga e toxicodependência
Observatório geopolítico das drogas
 (...mais 3 !!!)

Observatório do ambiente
Observatório das ciências e tecnologias
Observatório do turismo
Observatório para a igualdade de oportunidades
Observatório da imprensa
Observatório das ciências e do ensino superior
Observatório dos estudantes do ensino superior
Observatório da comunicação
Observatório das actividades culturais
Observatório local da Guarda
Observatório de inserção profissional
Observatório do emprego e formação profissional
 (...???)

Observatório nacional dos recursos humanos
Observatório regional de Leiria
(...o que é que esta gente fará ??)

Observatório sub-regional da Batalha (...deve observar o que o de Leiria deveria fazer ??)
Observatório permanente do ensino secundário
Observatório permanente da justiça
Observatório estatístico de Oeiras
 (...deve ser para observar o SATU !!!)

Observatório da criação de empresas
Observatório do emprego em Portugal
  (...este é mesmo brincadeira !!!)

Observatório português para o desemprego  (...este deve ser para "espiar" o anterior !!!)
Observatório Mcom
Observatório têxtil
Observatório da neologia do português
(...importante para os acordos "Brasilaicos-Portuenses" e mudar a Estória deste Brasilogal !!!)

Observatório de segurança
Observatório do desenvolvimento do Alentejo
 (...este deve ser para criar o tal deserto do Sr. "jamé" !!!)

Observatório de cheias (...lol...lol...)
Observatório das secas (...boa...)
Observatório da sociedade de informação
Observatório da inovação e conhecimento
Observatório da qualidade dos serviços de informação e conhecimento
(...mais 3 !!!)

Observatório das regiões em reestruturação
Observatório das artes e tradições
Observatório de festas e património
Observatório dos apoios educativos
Observatório da globalização
Observatório do endividamento dos consumidores
 (...serão da DECO ??)

Observatório do sul Europeu
Observatório europeu das relações profissionais
Observatório transfronteiriço Espanha-Portugal
  (...o que é estes fazem ???)

Observatório europeu do racismo e xenofobia
Observatório para as crenças religiosas
  (...gerido pelo Patriarcado com dinheiros públicos ???)

Observatório dos territórios rurais
Observatório dos mercados agrícolas
Observatório dos mercados rurais
 (...espetacular)

Observatório virtual da astrofísica
Observatório nacional dos sistemas multimunicipais e municipais
(...valha-nos a virgem !!!)

Observatório da segurança rodoviária
Observatório das prisões portuguesas
Observatório nacional dos diabetes
Observatório de políticas de educação e de contextos educativos
Observatório ibérico do acompanhamento do problema da degradação dos povoamentos de sobreiro e azinheira
 (lol...lol...)

Observatório estatístico
Observatório dos tarifários e das telecomunicações
 (...este não existe !!! é mesmo tacho !!!)

Observatório da natureza
Observatório qualidade
 (...de quê??)

Observatório quantidade (...este deve observar a corrupção descarada)
Observatório da literatura e da literacia
Observatório nacional para o analfabetismo e iliteracia
Observatório da inteligência económica
 (hé! hé!! hé!!!)

Observatório para a integração de pessoas com deficiência
Observatório da competitividade e qualidade de vida
Observatório nacional das profissões de desporto
Observatório das ciências do 1º ciclo
Observatório das ciências do 2º ciclo
 (...será que a Troika mandou fechar os do 3º, 4º e 5º ciclos)

Observatório nacional da dança
Observatório da língua portuguesa
Observatório de entradas na vida activa
Observatório europeu do sul
Observatório de biologia e sociedade
Observatório sobre o racismo e intolerância
Observatório permanente das organizações escolares
Observatório médico
Observatório solar e heliosférico
Observatório do sistema de aviação civil
 (...o que é este gente fará ??)

Observatório da cidadania
Observatório da segurança nas profissões
Observatório da comunicação local
(...e estes ???)

Observatório jornalismo electrónico e multimédia
Observatório urbano do eixo atlântico
 (...minha nossa senhora !!!)

Observatório robótico
Observatório permanente da segurança do Porto
 (...e se cada cidade fosse criado um !!!)

Observatório do fogo (...que raio de observação !!)
Observatório da comunicação (Obercom)
Observatório da qualidade do ar
(...o Instituto de Meteo e Geofisica não faz já isto ???)

Observatório do centro de pensamento de política internacional
Observatório ambiental de teledetecção atmosférica e comunicações aeroespaciais
 (...este é bom !!! com o nosso desenvolvimento aero-espacial !!!)

Observatório europeu das PME
Observatório da restauração
Observatório de Timor Leste
Observatório de reumatologia
Observatório da censura
Observatório do design
Observatório da economia mundial
Observatório do mercado de arroz
Observatório da DGV
Observatório de neologismos do português europeu
Observatório para a educação sexual
Observatório para a reabilitação urbana
Observatório para a gestão de áreas protegidas
Observatório europeu da sismologia
 (...o Instituto de Meteo e Geofisica não faz isto também ???)

Observatório nacional das doenças reumáticas
Observatório da caça
Observatório da habitação
Observatório Alzheimer
Observatório magnético de Coimbra



Pergunta: O que é que toda esta gente observa? Tornou o País melhor???

Os negócios obscuros do banco Secreto do Vaticano


Para quem não sabe, o Vaticano, um país soberano dos mais ricos que há no Mundo, é um offshore, vive acima de tudo de um sistema bancário que fornece sigilo bancário a depositantes com resmas de dinheiro que querem a sua identidade sob anonimato e secreta, bem como as origens do seu dinheiro. Pode ser dinheiro de corrupção, tráfico de seres humanos, tráfico de armas e droga, da máfia...não interessa todo o dinheiro é bem vindo e armazenado secretamente no Banco do Vaticano que serve assim como uma mega lavandaria de dinheiro sujo.
Se o Vaticano desse os milhões que guarda nos seu banco poderíamos alimentar o mundo e as crianças esfomedas.
Chega de hipocrisia! Como pode haver ainda quem respeite esta instituição tão nojenta e hipócrita?
Não sei! Em todo o caso deixo-vos com excertos de uma reportagem sobre o Banco Secreto do Vaticano que saiu na revista Sábado nº 4425 em Junho de 2012 pela jornalista Isabel Lacerda.

COMO FUNCIONA O BANCO MAIS SECRETO DO MUNDO?

Tem ligações à máfia, à política e às ilhas Caimão.
Os titulares das contas são anónimos e tudo o resto é segredo.
Uma das poucas coisas que se sabe é que aceita depósitos em barras de ouro.
O papa é o único dono do mais obscuro banco do Mundo, que nunca, em 70 anos, foi auditado.
O Banco do Vaticano não entra sequer no relatório de contas anual da Santa Sé. mas todos os anos os seus lucros são entregues ao Papa.

O que se sabe:
*Tem contas encriptadas com nomes de código ou apenas números.
*Oferece taxas de juro que podem ir até aos 12%.
*Permite transferências e levantamentos avultados sem levantar questões.
*Nunca é auditado interna ou externamente.
O que não se sabe:
*Como descobrir quem são os titulares das contas mais secretas.
*Quem tem os milhões de euros que muitos religiosos levantam em dinheiro.
*Qual é o seu activo ou o seu lucro anual.
*Porque destrói todos os registos de 10 em 10 anos.


Os últimos meses, particularmente, têm revelado vários padres apanhados a usar contas no Banco da Vaticano para depositar fundos de origem alegadamente duvidosa (tráfico de droga e outras operações mafiosas) e com fins ilegais (subornos, fuga fiscal, lavagem de dinheiro).Muitos tornaram-se conhecidos com a recente divulgação de documentos secretos e correspondência privada para Bento XVI - alguns começaram a aparecer na imprensa italiana em Janeiro, outros forma publicados no livro Sua Santità, Le carte Segrete di Benedetto XVII (Sua Santidade, as cartas secretas de Bento XVI), que saiu no mês passado e rapidamente se tornou um sucesso de vendas. Na sequência destas fugas de informação, no dia 23 de Maio a polícia encontrou centenas de documentos privados de bento XVI em casa do seu mordomo. Paolo Gabriele está detido desde então.
[..]É claro para os especialistas em assuntos religiosos que a falta de transparência do banco só permanece porque a Cúria (ou alguém lá bem colocado) quer.  Em vários processos que chegaram a tribunal, os acusados (mafiosos, traficantes, políticos, empresários) que usaram contas no Banco do Vaticano para lavar fundos provenientes ou destinados a actividades ilegais revelaram o que ganha a Igreja em ser conivente com estes crimes: muito dinheiro. Os religiosos envolvidos nos esquemas ficam com parte do montante branqueado, para si ou para as suas instituições.
"Não nos toca a nós investigar a origem do dinheiro", afirmou em 2005 um bispo mexicano a propósito de um escândalo que ficou conhecido como "narcoesmolas". "Não é por a origem do dinheiro ser má que o devemos queimar. Há que o transformar em dinheiro bom (...). Já conheci casos em que se purificou", declarou Ramón Godínez.
O mais recente escândalo envolve o chefe da Cosa Nostra. Em Maio, procuradores italianos da brigada antimáfia pediram ao Vaticano que revelasse detalhes da conta do padre Ninni Treppiedi, pároco de 36 anos que liderava a paróquia mais rica da Sicília. Além de várias transacções imobiliárias suspeitas, entre 2007 e 2009 a conta de D.Ninni movimentou quase 1 milhão de euros, que as autoridades acreditam corresponder ao branqueamento de dinheiro de Matteo Massina Denaro. O mafioso, com paradeiro desconhecido desde 1993, é um dos 10 criminosos mais procurados pelo FBI. As questões da polícia italiana e dos indícios apresentados) foram suficientes para que a Santa Sé suspendesse o padre e o bispo de quem ele dependia, mas não para que entregasse os registos bancários à Justiça.
O Banco do Vaticano é dos mais secretos e obscuros do Mundo. Como pertence a uma cidade-estado independente, não pode ser alvo de auditorias externas. E também não é auditado internamente. Os seus funcionários ou dirigentes não podem ser detidos nem sequer interrogados fora da Santa Sé. Os seus responsáveis já afirmaram em mais de uma ocasião que, de 10 em 10 anos, destroem todos os registos do banco. E nunca publicam os resultados anuais da instituição. Tudo o que se passa dentro do banco é oculto. Calcular, por exemplo, quanto será o seu activo é um mero exercício de adivinhação, mas alguns banqueiros internacionais fazem uma estimativa: 5 mil milhões de euros.
Quando entidades internacionais (normalmente italianas, as mais atentas às pouco claras transacções do Banco do Vaticano) desconfiam de que uma operação viola as normas antibranqueamnto de capitais, só podem fazer uma coisa: enviar uma carta rogatória a pedir explicações sobre a origem, o destino e o titular do dinheiro transaccionado. esses pedidos ficam invariavelmente sem resposta.
 O banco do Papa funciona como um autêntico offshore no coração de Itália - e da Europa. 
[..]
Os juros concedidos são altíssimos, entre os 4% e os 12% líquidos, porque o banco não paga impostos; e há total discrição nas operações e até em relação a quem as faz. Muitas contas são absolutamente confidenciais, mesmo dentro da instituição: nos documentos internos têm apenas um número e nenhum nome associado. Nem o presidente consegue saber quem está por detrás delas. recentemente, o líder do banco, o italiano Gotti Tedeschi, amigo pessoal do papa, exigiu saber os nomes de todos os depositantes misteriosos. Com isso, abriu uma guerra da instituição e acabou demitido no fim de Maio, depois de apenas dois anos e meio em funções. Nos últimos meses, começou a recear ser assassinado e contratou segurança pessoal.
No livro Vaticano S.A, editado em Portugal pela Presença, Gianluigi Nuzzi explica que as contas encriptadas começaram em 1987 com a 001-3-14774-C, aberta com 494.4000.00 liras (cerca de 500 euros nos dias de hoje) depositadas em dinheiro a uma taxa de juro de 9% ao ano. A operação foi feita pelo prelado do Instituto para as Obras da Religião, monsenhor Donato de Bonis, e a conta estava em nome da "Fondazione Cardinale Francis Spellman" - uma fundação que simplesmente não existia. duas pessoas estavam autorizadas a movimentar o dinheiro: uma era de Bonis, a outra Giulio Andreotti, primeiro-ministro italiano. Cinco anos depois, a conta da fundação imaginária continha 26 biliões de liras (mais de 26 milhões de euros), carregadas para o banco pelo próprio prelado em malas cheias de notas. De uma só vez, chegou a ser depositado, em dinheiro vivo, o que hoje corresponde a mais de 500 mil euros [..] Durante a sua prelatura, De Bonis chegou mesmo a transferir o correspondente a milhares de euros de uma conta com o dinheiro que os fiéis doam para a celebração das missas santíssimas, para uma outra em nome "IOR Beneficenza", que o monsenhor movimentava, fazendo grandes levantamentos em dinheiro para uso próprio. Chegando a operar sobre 17 contas, De Bonis criou o verdadeiro "paraíso fiscal" em que o banco se transformou até hoje, explica Gianluiggi Nuzzi, e onde "as somas entregues para beneficência por católicos ricos são, por vezes, desviadas para contas pessoais."
Nem sequer é certo que estas contas clandestinas entrem no balanço que todos os anos é feito, em Março, quando os lucros do banco são comunicados ao Papa, para que deles disponha como entender. O valor é um segredo guardado por um grupo restrito de pessoas dentro da Santa Sé e nunca foi oficialmente revelado. Mas havia um número impressionante no arquivo monsenhor Renato Dardozzi, uma das figuras mais importantes da gestão financeira da Igreja até ao fim dos anos 90, ao qual Nuzzi teve acesso. numa carta para João Paulo II, o então presidente do banco, Angelo Caloia, informava-o de quanto colocava à sua disposição nesse ano de 1994: 72,5 biliões de liras, cerca de 72 milhões de euros a preços de hoje.
Encostada ao palácio apostólico, com vista para a janela do quarto do Papa, a torre Nicolau V, que na Idade Média serviu de calabouços e hoje é sede do banco, tem paredes que chegam aos nove metros de espessura e uma entrada sem qualquer identificação. Lá dentro, é necessário passar por um detector de metais e  alguns degraus antes de chegar a um balcão semicircular, atrás do qual se sentam alguns dos cerca de 130 funcionários que tratam das mais de 40 mil contas abertas no banco.
Todos os depósitos são feitos por transferência, em dinheiro ou barras de ouro. Ao contrário do que normalmente acontece nos bancos, o do Vaticano não se preocupa com as disposições internacionais antibranqueamento de capitais que recomendam a investigação de qualquer transacção superior a 15 mil euros.

Como só tem um balcão, para fazer circular os seus fundos e conseguir estar presente em quase todo o mundo o banco acaba por abrir contas noutras instituições financeiras. É a partir dessas contas que pode realizar várias operações, já com cheques e cartões de débito. E sempre com o mesmo titular: o próprio Instituto para as Obras da Religião. Todas as transacções são, por isso, feitas em nome da Santa Sé, independentemente de quem seja o verdadeiro dono do dinheiro. Quando as polícias estrangeiras procuram saber quem são os titulares das contas, o Vaticano não responde. É por isso que a cidade-Estado não consta de nenhuma lista de países fiáveis no que toca contra o branqueamento de capitais. E pela primeira vez, em Março deste ano, os Estados Unidos classificaram-na como "potencialmente vulnerável" à lavagem de dinheiro, no relatório anual de Estratégia de Controlo Internacional de Narcóticos.
Com o objectivo de limpar a imagem do seu banco (o Papa é o único dono da instituição), em Dezembro de 2010 Bento XVI emitiu uma norma para a prevenção e combate às actividades financeiras ilegais e criou a Autoridade de Informação Financeira (AIF) da Santa Sé, uma espécie de banco central, cujo papel é supervisionar as actividades do Instituto para as Obras da Religião e garantir a sua transparência. A nova lei entrou em vigor em Abril de 2011, mas em Janeiro deste ano uma outra norma, impulsionada pelo secretário de Estado Tarcisio Bertone, retirou os poderes de inspecção ao presidente da AIF, o cardeal Attilio Nicora, e atribuiu-os a si próprio.
Essa decisão, tal como os últimos escândalos, deverá ser fatal para o grande objectivo pessoal do Papa: colocar o Vaticano na lista de países que o Conselho da Europa considera de confiança a nível financeiro.

O facto de, em Março, um dos maiores bancos de investimento norte-americano ter simplesmente encerrado a conta que o Vaticano tinha aberto no seu balcão de Milão não deverá ajudar. O JP Morgan considerou sistematicamente insuficientes as explicações dadas sobre as elevadas e rapidíssimas transferências de dinheiro. No fim de cada dia útil, a conta da santa Sé deveria ser esvaziada e o montante total transferido para a Alemanha. o que acontecia aí não se sabe. Mas sabe-se que, no ano e meio em que esteve operacional, passaram pela conta número 1365 de Milão 1,5 mil milhões de euros. Mais difícil ainda de explicar é a ligação do Vaticano às Ilhas Caimão, na estrutura da igreja Católica, as ilhas sempre estiveram integradas na diocese de Kingston, a capital da vizinha Jamaica. Mas no ano 2000 isso mudou. O Vaticano decidiu isolar este reconhecido paraíso fiscal e decretá-o missão sui iuris, ou seja, independente. As ilhas ficaram sob controlo directo da Santa Sé, respondendo exclusivamente a um cardeal: Adam Joseph Maida, um dos membros da Comissão Supervisão do banco do Vaticano.

A hora do planeta


-Hoje assinala-se a hora do planeta.
-A hora do planeta?
-Sim, é uma iniciativa que consiste em desligar as luzes durante 60 minutos, numa tomada de posição contra as mudanças climáticas.
-E depois?
-Então, depois volta-se a ligar as luzes e continua-se a mudar o clima.

Crise no Chipre



"O episódio do Chipre só parece estar a acrescentar desorientação a uma realidade europeia marcada pelas forças de desagregação[...]
A primeira questão que se coloca é simples: por que é que os bancos não podem ir à falência? se todos os negócios podem correr mal, porque é que se criou a convicção que o negócio dos bancos nunca pode correr mal?porque é que se fala de "perigo sistémico", ou de acrónimo TBTF - too big to fail - e se esquece o peso que implica para os contribuintes salvarem os bancos mal geridos (ou criminosos como bem conhecemos?), a segunda questão também é simples: por que motivo hão-de os contribuintes europeus, incluindo os portugueses, suportar os custos de um baillout a bancos que eram lavandarias de dinheiro sujo? por que motivo hão-de sacrificar os contribuintes que pagam 28% de imposto sobre juros dos seus depósitos (como pagam os portugueses) para salvar dinheiro de depositantes (como sucede no Chipre) que estão isentos de impostos?" Manuel Fernandes in Publico 22 de Março

A escumalha
Por:Francisco Moita Flores, Professor Universitário in CM Jornal
"Nunca acreditei muito nos especialistas que gerem países, regiões, imensas comunidades, como é o caso da União Europeia, transformando as pessoas em números secos, em percentagens impessoais, num jogo lógico de descidas e subidas, manipulado num qualquer computador, sem alma, sem dimensão humana, sem uma emoção.
Os homens são antes do mais a expressão da sua própria emoção. Dos seus afetos, dos sonhos, das expectativas em relação à sua vida e dos seus filhos. Somos lágrimas, sorrisos, prantos, abraços. A racionalidade organizada é adquirida, emerge desta dimensão afetiva mas constrói-se com o crescimento, com a escola, com a aprendizagem. Não existe computador nem máquina de calcular que apreenda esta complexidade maior e densa que estrutura a nossa existência.
Aquilo que se passou no Chipre com o confisco parcial das contas bancárias dos cipriotas, medida decidida pela troika, cobardemente aceite pelo governo, corajosamente repelida pelo parlamento daquele país, expressa bem a noção que estes tecnocratas têm das pessoas. Não existimos. Somos números. Números fiscais, números de contribuintes, números de contas bancárias, números de identificação. Não somos mais do que escumalha para estes novos ditadores que arruínam povos, velhos e novos, e ignoram a vida, as dificuldades para que se construa, a maioria das vezes com muito sofrimento. O congelamento a eito das contas bancárias no Chipre foi a primeira experiência. Não tenho dúvidas de que vai ter a segunda e a terceira tentativas até conseguirem esmifrar o pouco que resta das economias familiares. Para engordar a imensa riqueza dos mais poderosos. Nem me espantou a desilusão do ministro das Finanças alemão. O saque dos países mais pobres chegou a uma ausência de escrúpulos que até os sistemas bancários do sul da Europa são descredibilizados. Nem os eternos aliados se salvam.
Não somos mais do que números, servos de sistemas que engordam até à explosão dos próprios ventres prenhes de números. Pelo caminho que a demência predatória desta gente está a trilhar, não admira a revolta. Esses tecnocratas que só conhecem os números não sabem até onde vão as paixões dos homens. Talvez se lixem."



União Europeia morreu em Chipre
"Quando as tropas norte-americanas libertaram os campos de extermínio nas áreas conquistadas às tropas nazis, o general Eisenhower ordenou que as populações civis alemãs das povoações vizinhas fossem obrigadas a visitá-los. Tudo ficou documentado. Vemos civis a vomitarem. Caras chocadas e aturdidas, perante os cadáveres esqueléticos dos judeus que estavam na fila para uma incineração interrompida. A capacidade dos seres humanos se enganarem a si próprios, no plano moral, é quase tão infinita como a capacidade dos ignorantes viverem alegremente nas suas cavernas povoadas de ilusões e preconceitos. O povo alemão assistiu ao desaparecimento dos seus 600 mil judeus sem dar por isso. Viu desaparecerem os médicos, os advogados, os professores, os músicos, os cineastas, os banqueiros, os comerciantes, os cientistas, viu a hemorragia da autêntica aristocracia intelectual da Alemanha. Mas em 1945, perante as cinzas e os esqueletos dos antigos vizinhos, ficaram chocados e surpreendidos. Em 2013, 500 milhões de europeus foram testemunhas, ao vivo e a cores, de um ataque relâmpago ao Chipre. Todos vimos um povo sob uma chantagem, violando os mais básicos princípios da segurança jurídica e do estado de direito. Vimos como o governo Merkel obrigou os cipriotas a escolher, usando a pistola do BCE, entre o fuzilamento ou a morte lenta. Nos governos europeus ninguém teve um só gesto de reprovação. A Europa é hoje governada por Quislings e Pétains. A ideia da União Europeia morreu em Chipre. As ruínas da Europa como a conhecemos estão à nossa frente. É apenas uma questão de tempo. Este é o assunto político que temos de discutir em Portugal, se não quisermos um dia corar perante o cadáver do nosso próprio futuro como nação digna e independente." Viriato Soromenho Marques

segunda-feira, 18 de março de 2013

Quem me dera...

Só vou estar em paz comigo mesmo no dia em que emigrar daqui para fora com um bilhete só de ida e sem retorno, no dia em que deixar toda esta vida, todas estas memórias e todas estas pessoas para trás. Quem me dera que esse dia já tivesse chegado!

sábado, 16 de março de 2013

E ainda tem dúvidas se deves ou não emigrar?




Nem li a notícia, bastou-me ver a primeira capa do DN de hoje:
"Gaspar anuncia futuro negro: "ajustamento terá de continuar durante décadas e exige o esforço de uma geração".
"Portugal com o anterior governo duplicou a sua dívida pública. Em apenas seis anos. Agora dizem que precisamos de 20 a 25 anos para fazer regressar essa dívida aos valores que tínhamos antes do desvario. É austeridade para uma geração, e estou a ser optimista" José Manuel Fernandes in Público de 22 de Março

Décadas de austeridade, miséria, desemprego? O esforço de uma geração? ou mais...
Já sabes o que te espera se ficares aqui jovem, se trabalhares vais ser um escravo da dívida para pagar juros exorbitantes de uma dívida contraída por uma geração anterior à tua (não muito anterior atenção, só tenhamos em mente que durante a ditadura de Salazar Portugal não tinha dívida externa (eu sou de esquerda e abomino o Salaazar, não vem que não tem), só para dizer com isto que é bem capaz de ter sido a geração dos pais dos jovens que deu cabo do país, e com consciência que as obras inúteis e gastos faraónicos "seriam pagos no futuro...". Bela herança: dívida e juros.
Eu quero e vou emigrar porque quero, não gosto de Portugal, nunca gostei, nunca me senti que pertencesse a este colectivo de pessoas letárgicas, não gosto da comida (sou vegetariana), passo bem sem este Sol (e há muitos países para aí com Sol) o que que quero é um futuro decente, cheio de aventura, um futuro fora daqui. E recomendo vivamente aos jovens que se aventurem e emigrem...pode até correr mal, não será um mar de rosas, mas ao menos arriscaram, experimentaram, viveram. O meu pai sempre se lamuriou de não ter conseguido ter emigrado por causa das raízes...as raízes são empecilhos dos sonhos, e eu não quero acabar como uma pessoa chata de meia idade a lamuriar-se "se fosse mais novo eu é que não ficava aqui!". Obrigado a todos, nunca (mas NUNCA) me fizeram acreditar que tinha futuro neste país, ficar aqui nunca foi opção, espero terminar o curso e ir de vez sozinha pelo desconhecido, sem medos. Tenho pena, tristeza, mágoa, raiva do que aconteceu aqui mas mais mágoa e tristeza tenho de NUNCA NUNCA ter acreditado que este era o país onde iria viver, mas sim o país do qual tinha de me ver livre.
É triste um país outrora tão glorioso ser reduzido a isto...mas que dirão os gregos? O expoente máximo da civilização ocidental humilhado? 
Jovem, a única coisa que digo é emigra...ou paga!
Ou então recusem-se a pagar e façam uma revolução...mas isso será pedir muito, não?   

P.S: Já agora, acima tudo que emigravam mas é os tansos que só votam PS, PSD, CDS...se calhar cada povo tem o que merece e este povo parece que gosta de ser enterrado por estes coveiros.

porque quero emigrar
Emigração: o último a sair que apague a luz


.......

"Em Portugal os custos directos e indirectos de cada suicídio ascendem aos 300 mil euros...os custos económicos distinguem-se os directos (que incluem despesas dos serviços de saúde e de emergência, ou os funerais, por exemplo) e os indirectos (associados a perda de riqueza"- "suicídio significa que os indivíduos perdem a oportunidade de contribuir para a economia")".

in  Publico de 14/3/2013

Mas que raio de país é este afinal? Não se pode trabalhar, não se pode sobreviver, não se pode viver...e nem se pode morrer?

Andámos a viver aquém das nossas possibilidades

Excelente texto de Rui Tavares, no Jornal Público de 25 de Fevereiro:

"Temos andado a viver claramente aquém das nossas possibilidades democráticas. A nossa democracia vive muito aquém das suas possibilidades políticas- ou seja, das possibilidades de nos dar novos possíveis.
Quiseram convencer-nos de que o nosso grande problema foi termos andado vários anos a viver além - acima, para lá- das nossas possibilidades. É mentira, raios! Foi precisamente o contrário que aconteceu: andámos anos e anos a viver aquém das nossas possibilidades enquanto portugueses, enquanto europeus e enquanto cidadãos. Fomos governados abaixo das possibilidades de transparência, de justiça e de progresso. Abaixo das necessidades, é certo. Abaixo do que seria desejável, e é da vida. Abaixo do que merecíamos, presumimos nós. mas o grande problema é que foi abaixo - aquém -das nossas possibilidades. Isso é verdadeiramente trágico.
O nosso debate público está aquém das suas possibilidades de informação, de esclarecimento e de abertura. A nossa justiça está aquém das suas possibilidades, a nossa economia aquém das suas possibilidades, os nossos políticos a muito aquém das suas possibilidades.
Por isso há jovens e adultos que todos os dias pensam se devem abandonar o país -recusam conformar-se a uma vida vivida sempre aquém das suas possibilidades. Por isso há tanta gente que ama este país e teme não conseguir aguentá-lo.
A democracia, a inteligência e a vida dão-nos mais que isto. É preciso começar a viver de acordo com essas possibilidades. Elevar o grau de exigência sobre a nossa política, trazer uma reforçada cultura cívica para o debate público está nas nossas possibilidades. Iniciar a democracia europeia e reiniciar a democracia portuguesa está nas nossas possibilidades. Está nas nossas possibilidades, acima de tudo, fazer o correcto diagonóstico do que nos está acontecer - sem o qual nunca recuperaremos. Isto já não é uma crise. Isto é uma depressão, ou seja- nas pessoas como nas nações e nas economias -, uma permanente vida mal vivida, prolongadamente aquém das possibilidades que a vida tem. Nós podemos melhor do que isto."

IV Reich



"No I Forum Portugal-Alemanha são reveladas as linhas de força seguidas pelo Governno de Merkel para a construcção de uma Europa que só terá possibilidades de sobreviver sob a batuta da disciplina alemã[...]
A política de Berlim tem sido a criação de fundos de resgate que são apresentados como acto de generosidade de Berlim e aliados, quando na verdade visam proteger os interesses das exportações alemãs, tendo os países resgatados de aceitar medidas duríssímas, sem discussão democrática para obterem esse auxílio. A Olímpica ausência de referência às instituições europeias, mostra que a Alemanha está contente com uma Europa exclusivamente intergovernamental, em que ela manda e os outros obedecem[...]O factor chantagem e do terror sobre os mercados parte da estratégia da hegemonia de Merkel, retirando os prisioneiros da água a um segundo antes do afogamento, tem lesado dezenas de milhões de vida na periferia da Europa[..]240 mil portugueses (2% da população) saíram de Portugal em busca de trabalho, em dois anos, 200 mil empregos foram destruídos em 18 meses, o PIB caiu 3% em 2012, e vai cair mais 2,4% em 2013, com mais 80 mil postos de trabalho destruídos. As empresas públicas rentáveis (EDP, ANA, TAP, CP, CTT) estão a ser vendidas. Em 2014 a viabilidade do país estará ameaçada pelo aumento exponencial da pobreza, da desigualdade e do niilismo. Mesmo como província de uma Europa Alemã, Portugal não teria futuro. Num século, a Europa já se curou duas vezes dessa febre recorrente da hegemonia germânica. Nada indica que não o faça outra vez, com o inevitável mar de escombros."

por Soromenho Marques, in Radar Ensaio, revista Visão

FANTASMAS

"Na entrevista que deu domingo a este jornal, Belmiro de Azevedo contou uma história interessante. Um dia, Helmut Schmidt, quando era ainda (suponho) chanceler da Alemanha, resolveu deixar as coisas claras: "Vocês...", disse ele, "não andam depressa...Não tenham dúvidas de que o nazismo na Alemanha está em hibernação." E acrescentou que a Alemanha precisava de ser integrada na Europa custasse o que custasse. de que "nazismo", falava Schmidt? Não com certeza do "nazismo" de Hitler, com um estado policial e o plano de conquistar a Europa, incluindo a Rússia, pela guerra e exterminação. Ele sabia com certeza que a Alemanha, sem a força económica e o poder militar de 1939, não iria longe contra  oposição conjunta da América e da URSS e também da Inglaterra (com um exército de Reno) e da França, que De Gaulle armara com um arsenal nuclear.
E, no entanto, custa a admitir que o Schmidt falasse por falar ou só para impressionar Belmiro de Azevedo, que nunca ninguém tomou como um homem muito impressionável. De resto, a semana passada, Jean Claude Juncker, uma das grandes personagens de Bruxelas e antigo presidente do Eurogrupo, avisou o mundo que a situação actual é "arrepiantemente" parecida com a de 1913 e que quem julgar "que a eterna paz na Europa já não é um risco" se engana "redondamente". E o próprio chefe do grupo parlamentar SPD (Partido socialista da Alemanha), Bernhard Rapkay, se indigna quando vê cartazes com a sra Merkel de uniforme nazi. Ainda mais revelador, em Portugal, Rui Rio achou conveniente prevenir que há "fantasmas" que dormem e e recomendou as maiores "cautelas".

Que significa isto? Significa que desde o fim do século XIX existiram duas correntes no imperialismo alemão: uma, donde veio o nazismo, que favorecia a construção de um império clássico fundado na força; outra que preferia um império económico, que a Alemanha regeria através de estados clientes, embora aqui e ali com uma ocasional intervenção armada. A primeira hipótese acabou com a hegemonia absoluta da América, da Rússia e, agora, da China. A segunda, dentro de certos limite, continua a ser em 2013 uma possibilidade na Europa e os sinais não são confortadores. Basta pensar na Grécia, na Irlanda, em Portugal e no papel do Sr. Monti em Itália. E, sobretudo, na deslocação da política externa de Barack Obama da Europa para a Ásia e no desinteresse (temporário?) de Putin pelo ocidente. Que sucederá aos 27 sem a tutela dos "grandes"?"

Vasco Pulido Valente in Publico 15/Março/2013

A SOLUÇÃO ALEMÃ, POIS CLARO !

"Sabia que a Alemanha já teve uma dívida tão grande quanto a da Grécia?
Ao fim de mais uma avaliação da aplicação do memorando da Troika estamos piores em todos os aspetos e as previsões para o futuro são ainda mais assustadoras. Tivemos um ano de 2012 terrível - 25 falências por dia/17 desempregados por hora; taxa de desemprego média de 15,7%; queda do PIB de 3,2%; dívida aumentou, só em 2012, 51 milhões de euros por dia quebrando a fasquia dos 200 mil milhões de euros - atingiu 203,4 mil milhões, isto é, 122,5% do PIB.
Tudo a pior e ao contrário dos objetivos do Memorando de Entendimento.
Para 2013 as previsões, para além da dura realidade do maior aumento de impostos, são ainda piores.
O Ministro das Finanças prevê que o PIB vai voltar a cair 2,3% e que o desemprego vai aumentar para 19%. Foi negociado que as indemnizações por despedimento passam para 12 dias para os novos contratos. E os cortes de 4 mil milhões de euros nas despesas sociais do Estado ainda não foram concretizados...
E a grande novidade - vamos poder fazer tudo isto com um pouco de mais tempo - mais um ano!
Entretanto surge uma nova modalidade de assalto com a tentativa de criação duma taxa sobre depósitos no Chipre, inicialmente prevista para todos, mas agora parece que apenas para os depósitos de mais de 100 mil euros, mandando ao ar a confiança no sistema bancário europeu.
Com os planos de austeridade mais ou menos prolongados ou com as novas modalidades de assalto, o que é facto é que o remédio prescrito só tem agravado a doença e impedido a cura!
Mas existe cura para os problemas das dívidas com outro tratamento.
Sabia que a Alemanha já teve uma dívida tão grande quanto a da Grécia?
Sabia que essa dívida a cerca de 70 Países, contraída pela Alemanha em parte antes e em parte depois da guerra, atingia mais de 30 mil milhões de marcos?
Sabia que foi encontrada uma solução positiva para a questão dessa dívida no Acordo de Londres de 1953?
Esse Acordo adotou 3 princípios fundamentais:
- Perdão/redução substancial da dívida;
- Reescalonamento do prazo da dívida para um prazo longo;
- Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.
O pagamento devido em cada ano não podia exceder a capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afetos ao serviço da dívida não poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram moderadas variando entre 0 e 5%.
Este acordo foi o pilar do chamado "milagre económico" alemão. Metade das suas dívidas foram perdoadas e como as prestações estavam condicionadas ao valor das exportações, era de todo o interesse dos credores comprarem mercadoria alemã. E assim se reergueu a Alemanha que ainda por cima teve nova ajuda europeia na fase da reunificação...
Porque não seguir, com as devidas adaptações, este exemplo de sucesso na solução da crise de endividamento dos Países que o fizeram por orientação da Comissão Europeia e de Durão Barroso como resposta à crise do subprime de 2007/2008 oriunda dos EUA e que consistiu em apelar aos Estados para se endividarem ou para "auxiliarem" a Banca ou para investirem em outras atividades?
Este exemplo de sucesso caíu no esquecimento dos líderes alemães. Dizem eles que não se podem comparar as situações. E têm razão! Não se pode comparar o endividamento dum País que pôs a Europa a "ferro e fogo" numa ânsia de domínio imperial causando dezenas de milhões de vítimas, com Países que foram aconselhados a endividarem-se como resposta à crise financeira de 2008.
Caso os Líderes Europeus continuem a insistir numa política de austeridade que não é mais do que o roubo de todos os avanços laborais e sociais para entregá-los aos apetites sem fim da finança a qual, convem nunca esquecer, está por detrás das grandes crises de 2007 e da atualidade, torna-se evidente que pretendem excluir milhões de cidadãos dos benefícios da civilização europeia e reduzi-los ao que de mais atrasado ainda existe no Mundo.

por Paulo Martins

Artigo publicado no jornal “Diário de Notícias”
do Funchal em 20 de março de 2013




"O perigoso senhor Schauble

Daniel Oliveira in Expresso.pt 2 de abril de 2013

"Sempre foi assim. É como numa classe, quando temos os melhores resultados, os que têm um pouco mais de dificuldades são um pouco invejosos". A frase é de Wolfgang Schauble, o todo-poderoso ministro das finanças alemão.Como bem defendeu Miguel Sousa Tavares, não é bem inveja que os povos da Europa sentem em relação à Alemanha. É mais ressentimento. Nascido não apenas de uma Europa destruída e do Holocausto, mas do crónico problema que a Alemanha tem com a sua própria identidade que a levou a ter dificuldades em conviver com os seus vizinhos europeus.
Não, os alemães não têm de passar séculos a pagar por crimes que cada um deles não cometeu e que aconteceram quando a maioria nem era nascida. Mas, quando se relacionam com os outros, têm de ter conta que há uma história. Quando Schauble compara a Europa a uma sala de aulas e trata os demais parceiros europeus como alunos cábulas e a Alemanha como o aluno brilhante não pode deixar de perceber, até pela sua idade avançada, os sinais de alarme que as suas declarações criam na Europa, sobretudo nos povos que estão a sofrer tanto com esta crise. Até porque estas declarações são coerentes com um comportamento arrogante, autoritário e sem respeito pela reserva que estadistas devem ter quando se referem a assuntos internos de outros países.
Depois da II Guerra, a Europa e os EUA, para consolidar a paz e não repetir os erros da guerra anterior, foram generosos com a Alemanha. Não a obrigaram a pagar pelos seus crimes de guerra. Ajudaram à sua reconstrução e democratização. Atiraram para o baú do esquecimento as responsabilidades de muitos muitos alemães por um dos maiores crimes que a humanidade até hoje conheceu. Os parceiros europeus dividiram, na prática, os encargos da reunificação. Criaram uma moeda única cedendo, e mal, como agora se vê, a todas as exigências da Alemanha, que sempre resistiu ao euro. Fecharam os olhos à violação dos limites ao défice, que os alemães, tão intolerantes com as falhas dos outros, foram, com os franceses, os primeiros a não cumprir.
Na realidade, a sala de aula foi feita para a Alemanha se sentir lá bem. E, para isso, os interesses de outros foram esquecidos. Todas as suas falhas foram ignoradas. Mas nem é isso que interessa agora. O que interessa é que o ministro Schauble, e não os povos da Europa, está a fazer tudo para reavivar fantasmas antigos. Alguns, os portugueses, pela sua posição oportunista durante a guerra, nem compreendem bem. Mas eles resultam de feridas tão profundas, que 70 anos não chegam para os fazer esquecer. Foram, a bem da paz e do projeto europeu em que ela se sustentou, ignorados durante décadas. Mas basta que a União Europeia se desmorone, como se está a desmoronar, e que o senhor Schauble ou outro responsável político alemão repita mais umas frases infelizes para que eles regressem. Como se tudo tivesse acontecido ontem.
Willy Brandt, Helmut Schmidt e Helmut Kohl sabiam que a única forma da Alemanha conseguir regressar, como era seu direito, à comunidade internacional e europeia, era conseguindo que o resto da Europa acreditasse que ela seria capaz de conviver com os restantes Estados europeus tratando-os como iguais. A ignorância política, a insensatez, o populismo ou a estupidez de Merkel e Schauble estão a criar, entre os europeus, um desconforto crescente. Há cada vez mais gente que se pergunta se é possível ter, em simultâneo, uma Europa próspera e cooperante e uma Alemanha forte. Se esta desconfiança não for travada a tempo, os alemães serão, mais uma vez, como no passado, as principais vítimas da sua arrogância. Porque eles são, de todos os europeus, os que mais precisam desta União que, com alguma preciosas ajudas, estão a destruir."




Novidades: Merkel: “Sabemos que vai haver vítimas em muitos países” mas este é o caminho para um crescimento sustentável."(ler: jornaldenegocios).
pode ser que no fim das vitimas, pela teoria de selecção natural de Darwin, fique uma raça superior..tipo a ariana estão a ver?



Mais:merkel-diz-que-paises-do-euro-devem-estar-preparados-para-ceder-soberania
É impressão minha ou até há bem pouco tempo estas afirmações equivaleriam a uma declaração de guerra?

Há umas boas décadas um tipo chamado Adolfo disse algo parecido...
Parem os alemães antes que eles vos parem a vocês...é pena, mas esta gente não se consegue enquadrar numa Europa de Estados, a menos que sejam eles a mandar, liderar, comandar, decidir por sua única e exclusiva vontade própria.
Para mim, está TUDO dito! 

o-surgimento-do-iv-reich
O problema alemão

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terça-feira, 5 de março de 2013

Os merceeiros da Forbes


Para este tal Belmiro então o ideal seria os portugueses nem terem ordenado...mas desse modo conseguiriam fazer compras nas suas mercearias?
E se deixássemos de fazer compras nas mercearias deste Sr e dos outros merceiros fachos seus amigos e começássemos a fazer compras no comércio tradicional e dinamizar e ajudar as pequenas e médias empresas?
Assim talvez se resolvesse a miséria de muitos portugueses...não me venham dizer que criam muitos postos de emprego...é que nestes empregos, ao  trabalhar numa mercearia destes fachos, recebe-se o ordenado mínimo ou caso seja produtor é obrigado a produzir produtos abaixo do preço de produção para estes avarentos que possuem o monopólio da distribuição em Portugal e estão na revista Forbes como os mais ricos do Mundo...e pagam impostos na Holanda porque sai-lhes mais barato!
E se fizermos todos compras na mercearia do bairro...será que estes srs aguentam? Ai aguentam, aguentam!

Pingo Amargo
1 de Maio: dia do consumidor