Informação retirada do livro: "A Troika e os 40 Ladrões" de Santiago Camacho
A situação económica que estamos a viver, e a sofrer actualmente, tem origens que remontam no tempo muito para além da crise actual. Tudo começou há muito tempo, com os acordos de Bretton Woods, que são as resoluções da Conferência Monetária e Financeira das Nações Unidas.
A reunião decorreu num ambiente paradisíaco, no exclusivo complexo hoteleiro Bretton Woods, em New Hampshire, entre 1 e 22 de julho de 1944.
O propósito da reunião de Bretton Woods era pôr fim às políticas de proteccionismo que caracterizaram o período que se iniciara em 1914 com a 1ª Guerra Mundial.
Considerava-se que para se chegar a paz e à prosperidade das nações era necessário implementar uma política livre-cambista.Foi ali que se estabeleceram as novas regras para as relações comerciais e financeiras mundiais, regras que, actualmente, ainda estão em vigor e são em grande medida a origem dos problemas actuais.
Entre outras medidas, em Bretton Woods foi decidida a criação das suas instituições: Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Também se estabeleceu o uso do dólar como moeda de troca nas transacções financeiras internacionais. Ambas as organizações começaram a funcionar em pleno em 1946.
A 2ª Guerra Mundial estava prestes a terminar e a clara hegemonia norte-americana depois da grande guerra traduziu-se num reordenamento financeiro internacional sob a batuta da emergente nova potência internacional, os Estados Unidos da América.
Foram eles que convocaram a reunião, para que no novo mapa que nascia do conflito não apenas se reflectisse no aspecto político e militar, mas também económico. Além disso, foi criado um código de conduta para as políticas económicas dos países com problemas de balança de pagamentos e foram institucionalizadas várias modalidades de empréstimo e mediação financeira entre os organismos criados.
Na reunião participaram apenas 44 países, realmente poucos, mas naquela época a maior parte dos países do Terceiro Mundo ainda eram colónias, muitos outros nem sequer tinham sido aceites nas Nações Unidas, e as potências derrotadas na Segunda Guerra Mundial não tinam, logicamente, voz nem voto de nenhum tipo e tinham de se conformar com o destino que os vencedores estavam a preparar para elas.
Tal como foi originalmente concebido em Bretton Woods, o FMI pretendia ser um organismo supracional, essencialmente dedicado a duas coisas: regular as taxas de câmbio das moedas entre os países-membros, e assegurar a estabilidade internacional através de empréstimos em tempos de crise.
Actualmente, as políticas do FMI afectam directamente as economias de 185 países. A sua influência é enorme e, muitas vezes, desastrosa. De facto, o Fundo é, provavelmente, a instituição não- governamental mais poderosa do Mundo, e não isenta de polémica.
Milhares de trabalhadores e estudantes manifestam-se quase diariamente contra o FMI, em muitos casos arriscando ou sacrificando as suas próprias vidas.
à primeira vista, parece uma reacção desproporcionada contra uma instituição que apenas oferece empréstimos a curto prazo aos países-membros que se encontram em situações de crise na sua balança de pagamentos. Contudo, o FMI é muito mais que isso. No início, segundo o acordo de Bretton Woods, as condições para os empréstimos do FMI aos países-membros consistiam simplesmente em oferecer «um programa eficaz para o estabelecimento ou manutenção da estabilidade da moeda». Com o passar do tempo, estas condições limitadas converteram-se em algo com muito mais alcance, chegando a regular de facto as políticas económicas do país solicitante.
Os governos que querem realmente ajuda (e quando recorrem ao FMI já estão desesperados), ficam obrigados adoptar um conjunto de políticas económicas e medidas fiscais baseadas no que o FMI pensa que irá promover a estabilidade económica, mas que, por acaso, acontece muito raramente.
Um exame crítico do que aconteceu até hoje sugere que o pagamento destes empréstimos produz-se à custa da economia do país devedor, recaindo, em especial , sobre os mais desfavorecidos.
As políticas sugeridas pelo FMI requerem quase sempre a redução ou eliminação de tarifas alfandegárias e barreiras às importações, o que tem como consequência directa o desaparecimento de milhares de postos de trabalho. Ao mesmo tempo, nesses mesmos países em que o desemprego começa a aumentar, impõem-se severos programas de austeridade que fazem cortes nos serviços sociais e públicos e eliminam as subvenções estatais que, entre outras coisas, mantêm os preços de alimentos baixos. Dito de forma resumida e fácil de compreender por todos, primeiro aumenta-se o número de pobres para logo a seguir se piorarem as condições em que estas pessoas têm de sobreviver. Desta forma, as pessoas com menos recursos económicos vêem-se obrigadas a pagar os empréstimos aos governos cujas políticas anteriores haviam sido consideradas erróneas pelos economistas do FMI e, em consequência, corrigidas com mão de ferro.
Com este panorama, não é de estranhar que os empréstimos do FMI se convertam então num foco de tensão que polariza as lutas sociais em muitas partes do Mundo. O caminho que levou aqui foi longo e complicado.. Ainda que pareça mentira, antes de se converter na entidade toda-poderosa que é actualmente, o Fundo teve uma época em que foi considerado como uma revolução para o Mundo, o que abriria a porta a uma nova era de prosperidade sem limites. Inclusivamente, até há pouco tempo, teve uma época em que foi considerada uma instituição supérflua em vias de extinção. Contudo, tudo isso mudou.
Fundado em 1955, o FMI começou a operar em 1947. Supõe-se que seja a principal instituição supracional que regula as finanças dos Estados. O seu ideário enquadra-se numa visão capitalista liberal clássica de como devem funcionar as economias.
Em teoria, o FMI enquadra-se na estrutura das Nações Unidas. É a instituição central do sistema monetário internacional, controlando as políticas económicas dos países-membros e actuando como um fundo de reserva que pode ser utilizado pelos países que necessitam de financiamento temporário para fazer frente aos seus problemas de balança de pagamentos.
O Fundo centra-se principalmente nas políticas macroeconómicas dos governos: os orçamentos do estado, a gestão do dinheiro, o crédito, o tipo de cambio e as políticas financeiras, incluindo a regulação e supervisão dos bancos e outras instituições financeiras.
O Conselho Executivo reúne-se três vezes por semana na sede do fundo em Washington.
Os cinco principais accionistas do FMI (EUA, Japão, Alemanha, França e Reino unido), juntamente com a China, a Rússia e a Arábia Saudita, têm o seu assento permanente no Conselho. Ou seja, a representação deste órgão inclina-se a favor dos países credores.
Dos 24 assentos disponíveis estão actualmente ocupados por países em desenvolvimento, ainda que colectivamente, pela ponderação de votos, apenas contem com 2,6% do poder decisório do órgão. Aqui não funciona «um homem, um voto», ou neste caso, «um país, um voto». Cada país tem um poder de voto estabelecido dentro do organismo, que é calculado dependendo do tamanho da sua economia (PIB), as suas reservas internacionais e outras variáveis económicas. As decisões devem ser tomadas com uma maioria de 70%, ainda que algumas decisões particularmente delicadas sejam tomadas com uma maioria de 85%.
Uma vez que os EUA possuem 16,47% dos votos, o sistema outorga-lhe praticamente o poder de veto sobre estas decisões, uma vez que os restantes países não chegam a 85%.
No total existem 24 directores-executivos eleitos entre os países membros do Fundo. Apenas os EUA, o Japão, a Alemanha, a França e o Reino Unido podem eleger um director sem a ajuda de nenhum país.
Graças à sua influência, a China, a Arábia saudita e a Rússia elegem um director cada uma. Os restantes 16 directores são eleitos por blocos de países. cada director tem um direito de voto que pode ir desde os 16,47% dos EUA aos 1,34% que os 24 países africanos juntos conseguiram a grande custo. Sem comentários!
A maior parte das decisões são tomadas por consenso. Quando não se consegue o consenso, uma simples maioria de votos resolve rapidamente a questão graças ao esmagador domínio dos países credores. Documentos e informações sobre as deliberações, sobre as deliberações do Conselho são preparados por pessoal do FMI, às vezes em colaboração com o pessoal do Banco Mundial. Até há pouco tempo, a organização tinha cerca de 2800 empregados contratados procedentes de 133 países, 2/3 do pessoal são economistas. A maioria trabalha em Washington, com a notável excepção de cerca de 80 representantes residentes, que vivem nos países-membros, de onde assessoram os governos sobre a política económica.
Os recursos financeiros do FMI procedem sobretudo das contribuições que os países pagam quando se juntam à organização ou depois das revisões periódicas, quando as quotas são aumentadas. O dinheiro total procedente das quotas determina o montante da contribuição de um país, o seu poder de voto, e o montante de financiamento que pode receber do Fundo. Desde janeiro de 2009 de 1999, as quotas do FMI totalizaram 290 mil milhões de dólares, ainda que o FMI tenha uma reserva adicional de 46 mil milhões para situações de emergência.
Os países, de uma maneira geral, pedem ajuda ao FMI quando têm problemas na balança de pagamentos, ou seja, não têm moeda estrangeira suficiente para pagar as importações, algo bastante importante, uma vez que algumas importações são vitais para as economias, e é uma circunstância que geralmente costuma ir acompanhada de outros sinais económicos de crise, como a moeda nacional estar sob ataque dos mercados de divisas, as reservas se estejam a esgotar ou que a economia esteja debilitada.
A ajuda é prestada sob diversas condições, que consistem na implantação de políticas que o governo tem de pôr em práctica para convencer o FMI de que será capaz de devolver o empréstimo num período de tempo entre 1 a 5 anos.
Estas medidas de controlo constituem o contexto em que o Fundo assegura garantias de solvência em relação ao dinheiro que empresta. Com o passar do tempo, produziu-se um número de condições estabelecidas, abarcando temas como o emprego público, a privatização e reforma das empresas públicas, a política comercial, preços, segurança social e outras como a liberalização do comércio e os preços ou a reorganização do mercado de trabalho.
A controrvérsia nos países que são afectados por estas medidas costuma ser enorme.
Actualmente, todos os devedores do FMI são países em desenvolvimento, pós-comunistas, mercados emergentes ou países que recuperam de crises financeiras. Contudo, o Fundo, ao longo do tempo, foi adquirindo má fama justificada que levou a que muitos países prefiram procurar financiamento por outras vias em vez de pedir emprestado ao FMI, que se converte, quase sempre, em último recurso.
Apesar do que diz a propaganda, o FMI não é uma agência de ajuda ou um banco para o desenvolvimento. O FMI espera que os devedores dêem prioridade ao pagamento pontual das suas dívidas para a instituição utilizando diversos procedimentos para impedir a acumulação de atrasos. Na maioria dos casos, o FMI proporciona apenas uma pequena parte das necessidades de financiamento.
Ao ingressar no FMI, os diversos países declinaram alguns dos seus direitos de soberania económica, sobretudo na forma como fixavam os seus tipos de câmbio, em contrapartida de condições colectivas de estabilidade cambiária, evitando desvalorizações de moeda competitivas.
A partir de 1977, o papel do FMI deixou efectivamente de ser um meio de controlo de tipos de câmbio , principalmente entre os países industrializados, para se tornar um meio de controlo do 1º Mundo sobre a política económica do 3º Mundo.
Exemplos de intervenção externa desastrosa:
Depois de subir a um ritmo de 12% ao ano na década de 1970, os preços baixaram drasticamente na década de 1980, dando lugar a uma situação catastrófica para os países que dependiam da exportação de matérias-primas. Em 1982, a dívida total dos países do 3º Mundo encontrava-se nos 600 mil milhões de dólares.
Entre 1977 e 1981, o México teve taxas de crescimento económico de mais de 8% ao ano. Contudo, as taxas de juro internacionais estavam a subir, e o México começou a ter cada vez mais dificuldades em obter novos empréstimos. Em meados de 1982, as entradas de capital no país tinham praticamente cessado. O FMI aprovou um empréstimo, com a condição de terem de aceitar os programas de ajuste estrutural que a instituição havia elaborado para o México.
A partir de 1982, o FMI emprestou maciçamente ao México, com duas condições:
1)Utilizar o dinheiro para reembolsar os bancos privados.
2)Aplicar uma política de ajuste estrutural (redução de despesas sociais e de infraestruturas, um programa de privatizações, aumento dos tipos de juros, aumento de impostos directos...).
A partir de 1982, o povo mexicano arruinava-se em benefício dos diferentes credores. De facto, o FMI e o Banco Mundial souberam ser reembolsados até ao último cêntimo do que haviam emprestado ao México para pagar aos bancos privados. O país encontrava-se submetido inexoravelmente à lógica do ajuste estrutural. Num primeiro momento, o tratamento de choque imposto em 1982 produziu uma forte recessão, perdas maciças de empregos e uma enorme perda do poder de compra. depois, as medias estruturais traduziram-se na privatização de centenas de empresas públicas. A concentração da riqueza e de grande parte do património nas mãos de alguns grandes grupos industriais e financeiros mexicanos e estrangeiros foi colossal.
O Brasil foi protagonista seguinte da grande crise da dívida.
Como muitos países do 3º mundo, o Brasil endividou-se fortemente, especialmente com a construção de grandes projectos de infraestruturas energéticas e de transporte.
O FMI impôs ao Brasil um regime similar ao aplicado ao México: desvalorização da moeda, salários reais mais baixos, cortes nos subsídios do governo, e tudo isso teve como resultado uma enorme instabilidade económica e social. Em meados da década de 1980, 3/4 partes dos países da América latina e 2/3 dos países africanos estavam sob algum tipo de supervisão por parte do FMI e do Banco Mundial.
Para assegurar que os empréstimos seriam reembolsados, o FMI e a banca comercial desenvolveram uma difícil relação de apoio mútuo.
O FMI protegia os interesses dos bancos devedores em troca da sua contribuição com mais dinheiro para os empréstimos internacionais. No final, os cidadãos dos países devedores pagariam o preço em termos de desemprego, cortes nos serviços e preços mais altos para os bens de primeira necessidade.
Numa tentativa de assegurar o pagamento parcial, os bancos comerciais começaram a vender os empréstimos. os investidores privados começaram a especular sobre o valor das moedas e dos investimentos, desestabilizando ainda mais as economias que era suposto o FMI ter de estabilizar.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Carrascos
Ai o povo é que é o vosso carrasco?
Estes governantes é que são o carrasco do povo!
Não foram eleitos para terem medo e serem desrespeitados? Temos pena os eleitores não votaram em mentiras, não votaram em swaps, BPN's, Banifs, PPP's, não votaram para perderem direitos que vocês dizem ser adquiridos e nocivos ao desenvolvimento económico.
Se querem ser respeitados dêem-se ao respeito!
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Se querem ser respeitados dêem-se ao respeito!
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Rigor Mortis
"O rigor apresentado pelo governo, pela Alemanha, pela troika, pela Comissão Europeia e pelo Conselho Europeu por unanimidade é hoje provadamente o rigor mortis, os cadáveres somos nós, os europeus do Sul esmagados por várias armas de destruição em massa: uma política de austeridade assassina, uma moeda disfuncional, que, não sendo apátrida, é fundamentalmente alemã, e a Alemanha é um país onde não existe qualquer apoio político para desencadear os mecanismos de resolução de crise, como a mutualização da dívida, vulgo eurobonds.
Depois de três longos anos de crise, os europeus do Sul já deviam ter percebido que o que os espera é a dizimação - e agir em conformidade. Não será nunca possível esperar que o governo de Lisboa (que entregou a Frankfurt a pasta das Finanças) dirija qualquer levantamento contra as políticas de austeridade dentro do euro.
Afinal Passos queria "ir além da troika", desmantelar o Estado e deixar Portugal com o nível salarial do Bangladesh para obter "competitividade". Mas é duvidoso que outros sinais de desagrado mais evidentes - que chegam a Itália, do novo primeiro-ministro Letta, ou até da Grécia - consigam obter qualquer tipo de resultado.
Gaspar condena-nos ao rigor mortis (a queda de 1700 milhões nas prestações sociais é um indicador claro) e depois descobre "a retoma", baseado provavelmente na mesma calculadora que usou e falhou todas as previsões em que se meteu. Segundo o Documento de Estratégia Orçamental, o consumo interno vai aumentar em 2014 - apesar de ser o ano, segundo o mesmo documento, que vai registar a maior taxa de desemprego de sempre. A menos que Gaspar tenha incluído nas previsões os eventuais prémios de Euromilhões que venham a cair em Portugal, é totalmente incompreensível até para um leigo porque diabo a procura interna há-de subir se não há dinheiro - o que acontece sempre que não há emprego. Se um dia se descobrir que Gaspar tinha um problema psiquiátrico que lhe toldou o pensamento e as contas, talvez os portugueses manifestem alguma compreensão.
Passos Coelho avisa que a alternativa ao rigor mortis é sair do euro, fazer uma desvalorização da moeda e de salários reais e ficar sem dinheiro para comprar coisas importadas.
Cada vez mais são os que estão disponíveis para aceitar esse tipo der condições a troco de mais emprego (a taxa de desemprego era de 8% nos anos negros de 1983-85), que virá do aumento das exportações com uma moeda mais fraca. Catástrofe é o que existe e que, por variadíssimas razoes, é irreversível: o statu quo europeu, a guerra Norte-Sul, a impossibilidade de transformar a Europa numa espécie de Estados Unidos. Alguém já escreveu que para salvar o que resta das aquisições da união Europeia é preciso acabar com o euro. Esse deveria ser o objectivo dos próximos Conselhos Europeus: uma estratégia para acabar com o euro com o mínimo de danos possível."
Ana Sá Lopes Editorial do jornal i 2 de Maio de 2013
ionline.
sábado, 20 de abril de 2013
Portugal: 2ª pior economia da Europa e 4ª pior economia do Mundo
PORTUGAL É A 4ª PIOR ECONOMIA DO MUNDO
"Portugal é a segunda pior economia da Europa (se excluirmos a república de São Marino, um pequeno enclave com 61 quilómetros quadrados localizado em Itália) e a quarta pior do Mundo, segundo o relatório ‘World Economic Outlook', divulgado ontem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em 2012, a riqueza nacional caiu 3,2%, valor só superado pela diminuição da riqueza na Grécia (6,4%), no Sudão (4,4%) e em São Marino (4%).
O organismo liderado por Christine Lagarde considera que o nosso país tem das finanças públicas mais insustentáveis do Mundo. O envelhecimento da população, conjugado com uma elevada dívida pública (mais de 122% do PIB) e um débil crescimento económico (0,6% em 2014), coloca Portugal no grupo dos países de risco.
Segundo as contas do FMI, para que a dívida pública atinja os 60% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2030, o governo tem de fazer cortes permanentes da ordem dos 8,9% do PIB. São cerca de 15 mil milhões de euros (a preços de 2013), quase quatro vezes mais do que aquilo que Passos pretende cortar até 2015.
A Zona Euro é o espaço económico que apresenta maiores riscos (com uma desaceleração de 0,3% este ano), com todos os países a sofrerem revisões em baixa.
Para a economia mundial, as revisões face à projeção de janeiro reduzem o crescimento esperado de 3,5% do PIB mundial para 3,3%, mantendo no entanto a estimativa para 2014 nos 4%.
A recuperação económica na Zona Euro deverá regressar de forma gradual durante este ano, à medida que o ritmo de consolidação orçamental for diminuindo, diz o FMI, que defende que a dimensão dos desafios orçamentais que se colocam pode levar a que sejam consideradas políticas alternativas, alertando ainda para os riscos de permitir o aumento da inflação e recomendando a venda de ativos públicos.
cm"
visao/portugal-2-e-4-pior-economia-da-europa-e-do-mundo
www.cmjornal
Isto é mau demais para ser verdade! Já nem sei o que dizer ou acreditar...
Agradeçam ao trio viriato PS's-PSD's-CD's do costume.
A solução para a crise do Euro
Afinal a solução para esta confusão toda do Euro pode ser bem mais simples do que se pensa, em vez de se especular em eliminar países do clube do Euro, como a Grécia ou Portugal, porque não ser a Alemanha, a poderosa, perfeita, a sair pelo seu próprio pé e assim escusar-se com as maçadas de ter de ajudar com o seu dinheiro, dos seus contribuintes, os países do sul, como diz a sua propaganda pública bem recebida na Alemanha?
Se os alemães são tão bons tão bons de certo estão até melhor fora do Euro, força nisso, saiam eles.
Esta ideia foi defendida por George Soros, 30º homem mais rico do Mundo!
Soros disse mesmo que a saída da Alemanha do Euro teria um efeito medicinal nas economias periféricas.
Ler mais:
jornal de negocios.
Com a recente emigração forçada de milhares de cidadãos europeus da chamada periferia da Europa (Portugal, Espanha, Itália e Grécia) para a Alemanha se isto continua assim qualquer dia têm de fechar as fronteiras e violar o espaço Shengen, possa ser também que um dia destes, Bruxelas acorde invadida por milhões de europeus com as vidas desfeitas pela austeridade a reividicar o fim da moeda única.
Se isto continua assim que será deste continente onde milhões de licenciados à custa de dinheiros públicos não conseguem arranjar tão pouco o primeiro emprego?
De referir que o desemprego na União Europeia atinge mais de 26 milhões de pessoas, 19 milhões na zona Euro.
"A austeridade já deu provas mais do que suficientes de que não funciona, de que se derrota a si própria e vai contra os mais elementares princípios de justiça consagrados nas constituições democráticas. Não pode ser Portugal, bem como os restantes países da periferia europeia, a pagar pelos resultados de uma união monetária que, na sua actual forma, é disfuncional. Todos são responsáveis por uma construção deficiente do euro, mas há países que beneficiam com ela e outros que têm sido objectivamente prejudicados." Pedro Nuno Santos jornal i10 de Abril
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Com a recente emigração forçada de milhares de cidadãos europeus da chamada periferia da Europa (Portugal, Espanha, Itália e Grécia) para a Alemanha se isto continua assim qualquer dia têm de fechar as fronteiras e violar o espaço Shengen, possa ser também que um dia destes, Bruxelas acorde invadida por milhões de europeus com as vidas desfeitas pela austeridade a reividicar o fim da moeda única.
Se isto continua assim que será deste continente onde milhões de licenciados à custa de dinheiros públicos não conseguem arranjar tão pouco o primeiro emprego?
De referir que o desemprego na União Europeia atinge mais de 26 milhões de pessoas, 19 milhões na zona Euro.
"A austeridade já deu provas mais do que suficientes de que não funciona, de que se derrota a si própria e vai contra os mais elementares princípios de justiça consagrados nas constituições democráticas. Não pode ser Portugal, bem como os restantes países da periferia europeia, a pagar pelos resultados de uma união monetária que, na sua actual forma, é disfuncional. Todos são responsáveis por uma construção deficiente do euro, mas há países que beneficiam com ela e outros que têm sido objectivamente prejudicados." Pedro Nuno Santos jornal i10 de Abril
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1 em cada 5 sem-abrigos na Grécia tem curso superior
A televisão e media em geral tem andado muito caladinha com o que se anda a passar na Grécia...pudera! A receita de austeridade que nos aplicam a nós é a receita grega e os seus efeitos serão devastadores...a Grécia está a transformar-se num país de 3º Mundo, humilhada, vergada, despojada...e tudo com o complacente silêncio europeu e uns comentários tontos de muitos portugueses "é bem feita para os gregos", "nós não somos a Grécia", "eles partem tudo e têm logo a seguir dinheiro a gente é que está mal".
Enfim, o que se está a passar é uma crise humanitária gravíssima!
O desemprego oficial já vai em 27% e a pobreza alastra, uma nova vaga de sem-abrigos invade as ruas de Atenas...pelo menos 1 em cada 5 deles são jovens e têm curso superior! (ler: um-em-cada-cinco-sem-abrigo-tem-um-curso-superior), a isto desgraça-se a dor e miséria de milhares de animais de estimação abandonados pelos seus donos que se calhar muito provavelmente também ficaram sem casa (crise-na-grecia-milhares-de-caes-gatos-abandonados), e no chipre já animais a morrer à fome nos canis devido ao congelamento de capitais imposto pela UE (apelo-desesperado-do-chipre).
E como senão bastasse agora o neo-fascismo europeu sob forma de uma chancelaria germânica quer impôr uma lei que dê pisão a quem se imponha contra a UE...(ler:http://www.beinternacional.eu/pt-pt/the-week/week/prisao-para-os-gregos-que-discordem-da-uniao-europeia).
Querem ver que é mesmo a 3ª vez que a Europa se suicida com a Alemanha no posto de comando? Espero bem que não mas estas atitudes cheiram a fascismo...
Ver: nova Geração de sem abrigos na Grécia
...mas insistem em dizer que a Grécia "está num bom caminho"
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E como senão bastasse agora o neo-fascismo europeu sob forma de uma chancelaria germânica quer impôr uma lei que dê pisão a quem se imponha contra a UE...(ler:http://www.beinternacional.eu/pt-pt/the-week/week/prisao-para-os-gregos-que-discordem-da-uniao-europeia).
Querem ver que é mesmo a 3ª vez que a Europa se suicida com a Alemanha no posto de comando? Espero bem que não mas estas atitudes cheiram a fascismo...
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Viver mal sai caríssimo
Carta aos 19%
Ricardo Araújo Pereira | Quarta feira, 27 de Março in Visão
"A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja
Caro desempregado,
Em nome de Portugal, gostaria de agradecer o teu contributo para o sucesso económico do nosso país. Portugal tem tido um desempenho exemplar, e o ajustamento está a ser muito bem-sucedido, o que não seria possível sem a tua presença permanente na fila para o centro de emprego. Está a ser feito um enorme esforço para que Portugal recupere a confiança dos mercados e, pelos vistos, os mercados só confiam em Portugal se tu não puderes trabalhar. O teu desemprego, embora possa ser ligeiramente desagradável para ti, é medicinal para a nossa economia. Os investidores não apostam no nosso país se souberem que tu arranjaste emprego. Preferem emprestar dinheiro a pessoas desempregadas.
Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades. A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja. Tens de pagar impostos acima das tuas possibilidades para poderes viver abaixo das tuas necessidades. Viver mal é caríssimo.
Não estás sozinho. O governo prepara-se para propor rescisões amigáveis a milhares de funcionários públicos. Vais ter companhia. Segundo o primeiro-ministro, as rescisões não são despedimentos, são janelas de oportunidade. O melhor é agasalhares-te bem, porque o governo tem aberto tantas janelas de oportunidade que se torna difícil evitar as correntes de ar de oportunidade. Há quem sinta a tentação de se abeirar de uma destas janelas de oportunidade e de se atirar cá para baixo. É mal pensado. Temos uma dívida enorme para pagar, e a melhor maneira de conseguir pagá-la é impedir que um quinto dos trabalhadores possa produzir. Aceita a tua função neste processo e não esperneies.
Tem calma. E não te preocupes. O teu desemprego está dentro das previsões do governo. Que diabo, isso tem de te tranquilizar de algum modo. Felizmente, a tua miséria não apanhou ninguém de surpresa, o que é excelente. A miséria previsível é a preferida de toda a gente. Repara como o governo te preparou para a crise. Se acontecer a Portugal o mesmo que ao Chipre, é deixá-los ir à tua conta bancária confiscar uma parcela dos teus depósitos. Já não tens lá nada para ser confiscado. Podes ficar tranquilo. E não tens nada que agradecer."
Ricardo Araújo Pereira | Quarta feira, 27 de Março in Visão
"A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja
Caro desempregado,
Em nome de Portugal, gostaria de agradecer o teu contributo para o sucesso económico do nosso país. Portugal tem tido um desempenho exemplar, e o ajustamento está a ser muito bem-sucedido, o que não seria possível sem a tua presença permanente na fila para o centro de emprego. Está a ser feito um enorme esforço para que Portugal recupere a confiança dos mercados e, pelos vistos, os mercados só confiam em Portugal se tu não puderes trabalhar. O teu desemprego, embora possa ser ligeiramente desagradável para ti, é medicinal para a nossa economia. Os investidores não apostam no nosso país se souberem que tu arranjaste emprego. Preferem emprestar dinheiro a pessoas desempregadas.
Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades. A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja. Tens de pagar impostos acima das tuas possibilidades para poderes viver abaixo das tuas necessidades. Viver mal é caríssimo.
Não estás sozinho. O governo prepara-se para propor rescisões amigáveis a milhares de funcionários públicos. Vais ter companhia. Segundo o primeiro-ministro, as rescisões não são despedimentos, são janelas de oportunidade. O melhor é agasalhares-te bem, porque o governo tem aberto tantas janelas de oportunidade que se torna difícil evitar as correntes de ar de oportunidade. Há quem sinta a tentação de se abeirar de uma destas janelas de oportunidade e de se atirar cá para baixo. É mal pensado. Temos uma dívida enorme para pagar, e a melhor maneira de conseguir pagá-la é impedir que um quinto dos trabalhadores possa produzir. Aceita a tua função neste processo e não esperneies.
Tem calma. E não te preocupes. O teu desemprego está dentro das previsões do governo. Que diabo, isso tem de te tranquilizar de algum modo. Felizmente, a tua miséria não apanhou ninguém de surpresa, o que é excelente. A miséria previsível é a preferida de toda a gente. Repara como o governo te preparou para a crise. Se acontecer a Portugal o mesmo que ao Chipre, é deixá-los ir à tua conta bancária confiscar uma parcela dos teus depósitos. Já não tens lá nada para ser confiscado. Podes ficar tranquilo. E não tens nada que agradecer."
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Eles também morrem
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| Foi o dinheiro dos outros, da sociedade que disse não existir, que pagou o seu funeral faraónico de 12 milhões de euros.... |
O livro de Marguerite Yourcenar sobre Adriano é pródigo em testemunhos desta relação do imperador com a morte - encarada como um limite que, impondo uma finitude à vida, permitia a imortalidade, caso as acções tivessem sido justas e disso merecedoras. A justiça de uma vida continha a ideia de construção: "Construir é colaborar com a terra: é colocar uma marca humana sobre uma paisagem que assim será para sempre modificada; é contribuir também para esta modificação lenta que é a vida das cidades. Quantos cuidados para encontrar o lugar exacto de um ponto ou de uma fonte, para dar forma a um caminho de montanha, aquela curva mais económica que no mesmo tempo se revela a mais pura...", escreveu Yourcenar nas suas Memórias de Adriano (1951).
Marco Aurélio, outro imperador atraído pela doutrina estóica, escreveu nos seus Pensamentos: "Ainda que devesses viver três vezes mil anos e mesmo outro tanto dez mil vezes, lembra-te sempre que ninguém perde outra existências e não a que vive e que não vive a que perde."
A nenhum destes homens, ambos detentores de um extraordinário poder, interessou alcançar a imortalidade pela manutenção e o uso do poder. O poder que têm é um instrumento de acção para e pelo bem comum, e neste ciclo inclui o bem da natureza a que se pertence.
Claro que são hoje exemplos clássicos; claro que eram outros os tempos e as condições da História; claro que cometeram muitas injustiças; claro que o exercício do poder suponha outras condições, mas também eram os outros os limites e o outros os riscos, entre os quais o de ser assassinado.
Não é o caso dos governantes de hoje, entre os quais os nosso governantes europeus, para aquém o poder e manutenção do poder são fins em si. Impreparados para agir com a humanidade e com a natureza, ignorantes, irreflectidos, muito cedo se alheiam dos seus compatriotas -dos governados e, até, dos que os elegeram - e cedo passam a enfermar do narcisismo patológico do poder.
Não é necessário explicar muito: motoristas à disposição, percursos de casa ao avião sem passar pelos controlos e e sem se misturarem com as multidões, a possibilidade de dar ordens sem contestação dos súbditos mais directos, a dispensa de pagar as contas, de contar o dinheiro, os trocos, de fazer uma reserva de bilhetes, de hotel, de restaurante, enfim, o luxo dos séquitos, todas as facilidades que o poder traz consigo provocam nestes governantes sem lastro nem história a sensação que são imortais.
Infelizmente, parece que viver neste limbo de conforto, com amnésia do que é ser-se um ser comum, leva à perda da compaixão. Leva também, por outro lado, a evitar ou a fintar o medo, o que, curiosamente, revela alguma cautela perante a morte.
[..]Estes nossos governantes parecem ter abandonado a humanidade que inegavelmente fazem parte, pois não só deixaram de ouvir os que representam como se negam a agir por esses representados e para eles, como se estivessem já colocados no padrão inalterável da imortalidade.
Não podemos limitar a grandeza de ser e de agir apenas aos antigos e aos clássicos. Também entre estes houve facínoras e ditadores. E nem todo o mal da humanidade ou de um povo decorre apenas da acção voluntária de um governante.
Contudo, todas as circunstâncias do poder são circuntâncias de adversidade, e o que distingue os bons dos maus governantes é uma diferença radical no uso e nos instrumentos do poder. Onde uns - os bons governantes - cuidam dos governados, aos outros - os maus governantes - apenas interessa a manutenção do seu próprio poder, encenada ora com mais pompa, ora com mais mau gosto, mais anafada.
O invés de exaltarem a alegria, os nossos maus governantes exaltam o sofrimento, apelam ao sacrifício e regozijam com ele- e, na sua perversidade máxima, declaram entender a tristeza e condenam a alegria.
Nessa encenação grosseira do poder já sentem e se convencem de que não estão sujeitos a um fim. Parece que já ultrapassaram a morte, não pelo construíram, não pelas acções para o bem comum, não porque a justiça dos seus actos seja tão exemplar que os torne imortais, mas porque, uma vez imortais, são impunes. E se, por vezes, ainda podem ser acometidos pelo medo, negam-no - e assim negam essa pequena parcela que era o seu último reduto de humanidade.
Há aquela canção do Arnaldo Antunes: "Saiba/Todo o mundo vai morrer/ Presidente, general ou rei/ Anglo-saxão ou muçulmano/Todo e qualquer ser humano(..)".
António Pinto Ribeiro in jornal ípsilon (data certa não sei, mas foi em Abril de 2013)
(escrito antes da morte de Thatcher, e estava ilustrado com uma foto de Merkel e Passos Coelho, no entanto achei adequado dedicar este texto a Thatcher...um dia também será a vez de Merkel como foi a vez de Lenine, Estaline, Hitler, Pinochet, Salazar...e de todos nós...porque eles, os poderosos são no fundo humanos como todos...e muitos deles apenas um desperdício de vida que leva os outros e perder a sua qualidade de vida... ).
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Para que serve um gestor de dívida pública?
Para ganhar 10 000 euros por mês...e endividar-nos mais.
Alegrem-se os vossos sacrifícios valem a pena! Subir 15 euros por mês o ordenado mínimo nesta conjuntura económica é imprudente, impossível, "um presente envenenado" como disse Pedro Passos Coelho. Alegrem-se! Afinal trabalham meio ano só para pagar impostos para os grandes gestores deste país fazerem empreendimentos e negócios ruinosos, alegrem-se por remunerarem gestores deste gabarito que levam bancos à falência para vocês pagarem depois, votem mais PS; votem mais PSD, votem mais CDS, não votem, fiquem em casa, não vão a manifestações, não se revoltem, ACEITEM! Aceitem a vossa condição miserável de ser governados por estes nobres gestores, mas quem são vocês? Ainda têm o direito de existir e pagar! Motivem-se acordem todos os dias para trabalhar com o intuito de sobreviver...e lembre-se destes gestores. Vocês aguentam ai aguentam porque ainda não se passaram de vez com esta gente...se não aguentassem já tinham acabado com eles, assim vivam a vossa vidinha despreocupada...meia dúzia de tostões ao fim do mês é mais que suficiente.
Notícia em:jn
Mais 30 euros? que exagerados!
5 meses a trabalhar para pagar impostos
os-sacrificios-valeram-pena
Alegrem-se os vossos sacrifícios valem a pena! Subir 15 euros por mês o ordenado mínimo nesta conjuntura económica é imprudente, impossível, "um presente envenenado" como disse Pedro Passos Coelho. Alegrem-se! Afinal trabalham meio ano só para pagar impostos para os grandes gestores deste país fazerem empreendimentos e negócios ruinosos, alegrem-se por remunerarem gestores deste gabarito que levam bancos à falência para vocês pagarem depois, votem mais PS; votem mais PSD, votem mais CDS, não votem, fiquem em casa, não vão a manifestações, não se revoltem, ACEITEM! Aceitem a vossa condição miserável de ser governados por estes nobres gestores, mas quem são vocês? Ainda têm o direito de existir e pagar! Motivem-se acordem todos os dias para trabalhar com o intuito de sobreviver...e lembre-se destes gestores. Vocês aguentam ai aguentam porque ainda não se passaram de vez com esta gente...se não aguentassem já tinham acabado com eles, assim vivam a vossa vidinha despreocupada...meia dúzia de tostões ao fim do mês é mais que suficiente.
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Mais 30 euros? que exagerados!
5 meses a trabalhar para pagar impostos
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