quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Brasil é o país mais violento do Mundo



De acordo com um Estudo da organização Law Center to Prevent Gun Violence, que tem por base o número de homicídios com armas de fogo todos os anos o Brasil é o país mais violento do Mundo com 34 678 mortes anuais, em 2º lugar está a Colômbia com 12 539 mortes, em 3º o México com 11 309 mortes, em 4º a Venezuela com 11 115m ortes por ano e em 5º os EUA com 9 146 mortes por ano.

O continente americano é bera mesmo!

Emigra pá!

A propósito de a única saída para uma vida melhor ser a emigração em massa recomendo este livro: "A máquina de fazer espanhóis "de Valter Hugo Mãe.

"É absolutamente cretino que um país seja feito com essa vocação exportadora de gente. Que é isso que este livro critica acerca de Portugal. Somos uma máquina de fazer estrangeiros, sempre fomos. Não há nada que seja mais violento do que um colectivo duvidar que quer ser um colectivo ou se quer pertencer ou se estaria melhor noutro colectivo" 

Que triste fado hã? sempre a ser escorrasados da nossa  própria terra porque não há como viver nela, uma terra abençoada por terra e mar mas cujo maior problema é a meu ver estar cheia de portugueses, que é como quem diz aldrabões individualistas que tentam enganar o próximo em prol de se saírem melhor que os outros, destruindo uma país com corrupção e criando milionários com dinheiros públicos, um país de ordenados humilhantemente baixos e chocantemente altos. Emigrar? sim sem dúvida, duvido muito que uma pessoa de bem, que preze ordem e respeito pelo próximo consiga viver bem num país assim, o pior é que depois só cá fica a escumalha a enterrar mais os outros e os que não podem sair cá ficam a penar enquanto uns chicos espertos multiplicam fortunas num país do faroeste sem lei nem justiça que valha.
É triste, mas não me sinto bem no meu país e não sinto nenhuma espécie de afecto pelo meu povo, se emigrasse, evitaria de todo os portugueses, basta ver as máfias portuguesas que enganam e exploram outros portugueses desesperados por um emprego que emigram à toa. É triste ver o meu país destruído por gente desta...gente portuguesa, e sim, muitas muitas vezes acho que se calhar era melhor termos sido espanhóis de raiz...uma única coisa posso dizer, se a História de Portugal for mesmo a daquela nação aventureira, valente e imortal, então somos a desonra da nossa História, e isso é doloroso de sentir, mas pois bem, é o que eu sinto.

Fantasmas

"Nunca uma situação se desenhou assim para o povo português: não ter futuro, não ter perspectivas de vida, social, cultural, económica, e não ter passado porque nem as competências nem a experiência adquiridas contam já para construir uma vida...fomos desposados do nosso presente . Temos apenas em nós e diante de nós, um buraco negro. O empobrecimento significa não ter aonde construir um fio de vida...o passado de nada serve, o futuro entupiu.
[..]O poder destrói o presente individual e colectivo  de duas maneiras: sobrecarregando o sujeito de trabalho, de tarefas inadiáveis, preenchendo totalmente o tempo diário com  obrigações laborais ou retirando-lhe todo o trabalho, a capacidade de iniciativa, a possibilidade de investir, empreender, criar. Esmagando-o com horários de trabalho sobre-humanos ou reduzindo a zero o seu trabalho...sem presente os portugueses estão a tornar-se fantasmas de si mesmos [.,. ] É a maior humilhação, a fantomatização em massa do povo português" José Gil in Visão

Números à portuguesa

*dívida Pública Portuguesa: 117,5% são 198136 mil milhões de euros
*19 814 euros,é  o que cada português "deve"
*19,6% percentagem da população portuguesa que vive abaixo do limiar da pobreza (com menos de 421 euros por mês por agregado), no total são cerca de 2 milhões de pessoas
*1 milhão de idosos vive com menos de 280 euros por mês
*ordenado mínimo: 485 euros por mês
*pensão de sobrevivência: 187,11 euros
*Rendimento Social de Inserção: 246,7 euros

...palavras para quê? os números falam por si. Que país miserável com tantos ricos e tantos pobres!

Reportagem sobre o caso BPN



Acerca da reportagem que o jornalista Pedro Coelho fez para a SIC sobre o caso BPN:

"Num país em que se discute como cortar 4 mil milhões de euros nos hospitais, nas escolas, nas pensões é imoral a distracção dos 5 a 7 mil milhões de euros que nos pode custar a fraude do BPN, e os mais de 3 mil milhões que já nos custou. Já conheciamos o retarato de um banco roubado por dentro num carrossel de compra e recompra das suas próprias acções através de uma rede de empresas sedeadas em paraísos fiscais. A reportagem de Pedro Coelho junta nomes e caras a esta descrição abstracta.
Claro, o próprio Rui Oliveira e Costa fez empréstimos a si mesmo no valor de 15 milhões de euros. A sua filha Iolanda recebeu 3,4 milhões de euros, o seu braço direito Luís Caprichoso, recebeu quase 1 milhão de euros, mas isto ainda não é nada. uma empresa de Duarte Lima recebeu 49 milhões de euros. Outro ex-dirigente do PSD, Arlindo Carvalho, junto com um do PS, José Neto, receberam no seu conjunto, pelo menos 75 milhões de euros. Outro do PSD, Joaquim Coimbra, recebeu 11 milhões. Almerindo Duarte, dono de uma empresa chamada Transiberica, recebeu 23 milhões. Um homem do futebol, Aprígio Santos, recebeu 140 milhões de euros. Uma empresa de cimentos do pelouro de Dias Loureiro  recebeu 90 milhões. Isto é dinheiro perdido, que acabaremos nós a apagar. Só em juros pagaremos todos os anos 200 milhões de euros, até 2020, por um empréstimo de 3,5 milhões do que foi realizado para tapar este buraco que não foi feito por um asteróide vindo do espaço, foi feito por esta gente, por esta cultura de promiscuidade, pela incúria de uma classe dominante em Portugal.
[..]Na prática o julgamento político deste caso nunca foi cabalmente feito. Que pensava esta gente? que pensavam eles quando lhes era proposto um negócio de acções que só poderia cheirara a esturro? Até o Presidente da República fez este negócio. Nunca tivemos uma explicação séria: o que sentiu? lembrou-se do país no momento em que fez este negócio? e os outros? como aceitaram dezenas e centenas de milhões de euros em troca de nada? Gente que foi ministro, deputado, conselheiro de Estado?Porque só os usaram em negócios fajutos? que meio de negócios este? que cultura de política esta?"

Rui Tavares in crónica Consoante Muda no jornal Publico de 26 de Dezembro

  Ver reportagem:

E o que dizer dos relacionamentos entre estes trafulhas e o excelentíssimo Presidente da República Cavaco Silva? "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!", querem ver que o PR não sabia de nada? A negociata que fez com as acções do BPN foi pura sorte só pode, até porque a única justificação que ele deu quanto a este colossal escândalo foi: "para serem mais honestos que eu têm de nascer duas vezes!". Tem razão, isso chegou porque os otários dos portugueses reelegeram-no para seu Presidente nas últimas legislativas,que terão pensado? Talvez: "sim senhor, ele diz que é um homem honesto eu acredito...teve lá aquelas más companhias, aqueles maus amigos mas enfim, isso é como toda a gente."


P.S: e agora querem fazer o mesmo com o Banif, mas desta não se diz que se nacionaliza, é injectar dinheiro do estado (leia-se você, contribuinte) nesse tal Banco Privado...porquê? esta e a minha interpretação:se calhar os Srs desse banco desviaram o $ para os seus paraísos fiscais e ligaram aos nossos ilustres governantes e disseram: "epah amigalhaço tirámos uns milhõezitos do Banco e agora não é que os nossos clientes querem o $ e não está lá? dêm-nos um jeitinho injectem aqui dinheiro desses otários para estar tudo sobre controlo, a gente arranja outros milhõezitos para vocês também vá. O que é que dizes a eles? epa digam que temos de recapitalizar o Banco para bem da economia é preciso salvar os bancos né?...como é que arranjas o dinheiro? epá arranja-se, tiras os subsídios de desemprego, natal, férias e abono de família e cortas nas Reformas deles e no rendimento de Inserção Social e cortas na Saúde e na Educação...ou então privatiza e a gente faz um negócio novo até patrocinamos novas faculdades e hospitais, é que esses  fulanos andaram a viver acima das possibilidades: ter educação e saúde gratuita? Nem pensar! Vá fazes-me esse jeitinho ó amigo, depois quando (des)governares o país a gente arranja-te um tachinho numa sucursal do banco ou podes até ser director geral ou adjunto ou qualquer coisinha...hã o que é que dizes? Assim é que é meu grande amigo!".
É MESMO ASSIM QUE EU ACHO QUE SE PASSAM ESTAS NEGOCIATAS EM PORTUGAL!
Portanto,
1 - O BANIF financia-se junto do estado;
2 - Nós pagamos os juros desse financiamento à TROIKA;
3 - Compram dívida do Estado;
4 - Nós pagamos os juros brutais da dívida do Estado;
5 - O lucros deste excelente negócio para o BANIF ficam no banco e até quem sabe são distribuídos pelos accionistas e nós continuamos com a corda no pescoço bem como as empresas portuguesas que não conseguem financiamento!
ACORDEM SÃO ESTAS TRAFULHICES QUE VOCÊS ANDAM A PAGAR!

Extorquir dinheiro sem risco




 A imoralidade do spread ou como extorquir dinheiro sem risco
 "O governo aprovou nos últimos meses vários decretos  que forma noticiados pela imprensa como visando "ajudar as famílias em dificuldades" a pagar empréstimos contraídos para compra de habitação própria.
A leitura das notícias permite a qualquer leigo compreender que o principal objectivo das medidas não é proteger os credores que se encontrem em risco de perder a casa devido a uma quebra dos seus rendimentos que os impeça de pagar as prestações da hipoteca (perda de emprego do emprego, por exemplo), mas sim a proteger os bancos, como é costume.
Entre essas medidas está a possibilidade de o banco subir o spread (ou seja: juro da dívida), unilateralmente, nos casos de divórcio, quando a hipoteca deixa de ser assumida pelo casal (e garantida por dois ordenados) e passa a  ser assumida apenas por um dos cônjugues (apenas com um salário). A lógica dos bancos é clara: as condições podem ser renegociadas porque o titular do empréstimo /hipoteca muda. deixa de ser A e B e passa apenas A. É outro contrato, outro empréstimo, outras condições. E o spread (a margem do banco) pode subir sempre que o novo credor apresnete uma situação financeira mais frágil do que o casal - o que se supõe que aconteça em 99,99% dos casos.
A posição é de facto clara, o que é uma raridade, quando se trata de bancos, mas é imoral, o que já está longe de ser uma raridade quando se trata de bancos.
A lógica do spread é simples: se você fo rico, o banco empresta-lhe dinheiro bararto, com um spread baixo. Se tiver pouco dinheiro o banco empresta-lhe dinheiro caro, com um spread alto. Parece-lhe iníquo?É, mas há um raciocínio na base desta iniquidade: os ricos representam um risco menor que os pobres, por isso os pobres têm de pagar um prémio de risco. Faz sentido? Vejamos.
Imagine que você é um assalariado com um baixo salário: E que negociou um empréstimo para comprar uma casa pelo qual o banco lhe pede um spread de 5%.
Quando pergunta a razão para um spread tão alto, o banco explica-lhe: o seu salário é baixo, a prestação que vai ter de pagar representa uma percentagem elevada dos seus rendimentos, você representa um risco elevado de incumprimento, o banco tem de proteger de si e das pessoas como você e para o afzer cobra um juro mais alto. Mas...e a garantia da casa hipotecada não chega para garantir o risco, pergunta você? O funcionário do banco finge que não percebe e o spread fica mesmo em 5%. Você aceita que o banco se queira proteger do seu risco de incumprimento mas tem uma carta na manga. Uma carta que você vai jogar daí a 25 anos.
No dia em que paga a última prestação do seu empréstimo, você vai ao banco e exige o reembolso do spread cobrado a mais durante os últimos 25 anos (4,5% porque você sabe que o seu primo abastado teve um spread de 0,5%). E explica: quando lhe emprestaram o dinheiro não sabiam se você ia cumprir o plano de pagamentos. Era natural que exigissem uma caução, mas você pagou sempre a horas, sem um atraso. Agora o banco sabe que você cumpriu. O que significa que o banco que lhe cobrou indevidamente esse spread anormalmente alto, do qual você pôde beneficiar durante 25 anos.

Agora você quere-o de volta. Como uma caução. Aí o bancário explica, uma gota de suor começa a formar-se na testa, que as coisas não são assim, que assim era se os bancos funcionassem de uma forma honesta, mas não é o caso. Ainda que você tenha pago a horas, há pessoas como você que não pagaram e, como o banco não se contentou em ficar com as casas delas, você precisa de pagar pelo risco delas. É uma questão de risco solidário, o seu grupo de credores tem um risco elevado e todos os membros do grupo pagam pelo risco de todos os outros. Você parece ter percebido, o bancário suspira. Aí você pergunta por que é que o seu primo não entrou no grupo para contabilização do risco. Pergunta porque é que , se querem mutualizar o risco, não fazem para o conjunto de clientes do banco. E pergunta se o banco não sabe que os spreads altos aumentam o risco de incumprimento e se tornam, de facto, profeciais auto-realizadoras para os cerdores com menos rendimentos. Explica quem se o spread fosse mais baixo para os mais pobres, estes cumpririam mais, o risco do banco seria mais baixo e todos poderiam ficar melhor.O bancário diz, com paciência, que assim os ricos teriam de pagar um spread mais alto e que issos eria complicado. Por isso criam grupos de ricos e grupos de pobres, com spreads diferentes. É que é mais fácil roubar aos pobres, explica. Fim da história.
A imoralidade do spread é uma das fundações da actividade das instituições de crédito, mas seria possível trabalhar de outra forma. Se o spread visa compensar o risco deve ser tratado como caução - e, quando não se verifica nenhhuma perda para o banco, deve ser devolvida a parte que excede o lucro devido. Em alternativa, o risco pode ser estimado para o conjunto dos clientes do banco, sem o recurso a critérios dualistas que apenas visam benefeciar ainda mais os ricos e extorquir ainda mais dinheiro aos pobres."

José Vítor Malheiros  in Público de 18-12-2012


"Melhor que roubar um banco é fundar um" Bertold Brecht

Ler mais:

Roubar aos pobres para dar aos ricos

Para os Bancos são milhões, para o povo só tostões

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

PAX Europea

Depois de uma atribuição escandalosa do Nobel da Paz ao presidente americano Barack Obama, antes mesmo de este ter mostrado provas de valor do que ia fazer, tendo depois demonstrado que como bom presidente americano que é, cumpre os lobies dos senhores da Guerra e apoia intervenções militares da NATO por interesses geostratégicos matando milhares de inocentes, eis mais um Nobel da Paz polémico:o Nobel da Paz à União Europeia??? Agora que a Europa está a um fio de descarrilar, que os povos se dividem entre credores e devedores, ricos e miseráveis, competentes e preguiçosos segundo dizem, e quando o povo em manifestações anti-austeridade é duramente reprimido por polícias armados até aos dentes, lembram-se de dar o Nobel da Paz à Europa para celebrar os anos de paz dó pós guerra e os anos de paz até agora???
Vamos por partes: este Nóbel deveria ter sido entregue há mais tempo, noutras circunstâncias, não nestas, e portanto deveria ter sido entregue a pessoas europeístas de valor, que fizeram o que puderam para unir um continente em estilhaços e amargurado pelas dores da destruição das duas Guerras Mundiais...por isso, não deveria ser o palhaço do Durão Barroso a recebê-lo, um homem que envergonha nãoos habitantes do país de origem como tdo o europeu que se preze.
Não se esqueçam daquele episódio pré-guerra no Iraque em que numa obscura reunião na Base das Lajes, nos Açcores, se reuniram o Sr Barrosos, o Sr Aznar o Sr Blair e o Sr Bush para discutir a invasão do Iraque, que estava tão cheio de armas de destruição em maciça e tão bem escondidas que nunca foram encontradas. Base das Lajes nos Açores, hã? Nem de propósito, de certeza que foi aquele indivíduo lambe-botas que propôs o local da reunião das mentiras, isto quando quase toda a Europa estava contra a intervenção militar da Europa no Iraque, lá vai aquele senhor receber alegremente o Nóbel da Paz, sem vergonha nenhuma naquela cara.
Este prémio Nóbel da PAz foi uma grande vergonha para academia.
E para além disso, a Europa esteve sempre muito longe de significar paz, não se esqueçam dos genocidios nos Balcãs há poucos anos atrás que ocorreram à vista de todos tendo sido aceites e tolerados pela tal Europa da paz.
Para além disso, a Europa produz armas, entre os maiores produtores de armas contam-se a Alemanha, a França, o Reino Unido e até a Suécia.
Este Europa está muito longe de merecer um Nobel da Paz!

Crónica:
ESTE DURÃO DO NOBEL DA PAZ É O MESMO DA CIMEIRA (DE GUERRA) DOS AÇORES?

Por Tiago Mesquita. do blogue 100 Reféns

"É irónico assistir à atribuição do prémio Nobel da Paz e, ainda que institucionalmente se justificasse, vê-lo passar pelas mãos de Durão Barroso. É estranho e difícil de entranhar. Não consigo esquecer-me do outro lado de Durão. Um lado menos continental, mais salgado e atlântico. O lado açoriano de Barroso.
 Quando Thorbørn Jagland, presidente do Comité Nobel da Noruega, afirmou durante a entrega do prémio que "a União Europeia ajudou a construir a fraternidade entre nações e a promoção da paz que Alfred Nobel deixou como legado", não falava certamente do contributo do presidente da Comissão Europeia. Não estaria a referir-se ao apoio que este, em nome próprio e não dos portugueses, deu para que a Guerra do Iraque tivesse vindo a ser uma triste realidade, com os resultados que sabemos. Uma coligação de países cuja atuação foi sustentada e desencadeada em mentiras dignas do argumento de um filme de Hollywood, como veio a confirmar-se, e que envergonha todos os envolvidos.
 Os fins, na altura, justificaram todos os meios. Os protagonistas, os Bush e Blair desta vida, bem como os que se puseram em bicos dos pés para terem visibilidade na fotografia circunstancial de família, foram cúmplices de uma das maiores farsas da política internacional. Em janeiro de 2012, contabilizavam-se cerca de 162 mil vítimas, 80 por cento delas civis, desde o início da invasão em 2003, de acordo com a ONG britânica Iraq Body Count (IBC). Que Paz é esta?
 "O antigo porta-voz de Tony Blair considerou "longo e pomposo" o discurso de Durão Barroso na cimeira dos Açores, em 2003, realizada, no arquipélago, tanto quanto se "recorda", por "ideia" do então primeiro-ministro português, disse hoje à Lusa Alastair Campbell. "Presumo que a ideia foi sua", afirmou, referindo-se ao antigo primeiro-ministro Durão Barroso sobre a escolha do arquipélago português para a realização do encontro que reuniu o Presidente dos Estados Unidos, George Bush, e os chefes de governo do Reino Unido, Tony Blair, e de Espanha, Jose Maria Aznar." (Expresso, Maio de 2009)
 O 'mordomo' da cimeira 'de guerra' dos Açores 2003 ostentou um prémio Nobel da Paz em 2012. O mundo é uma anedota."

"O 'mordomo' da cimeira 'de guerra' dos Açores 2003 ostentou um prémio Nobel da Paz em 2012. O mundo é uma anedota."
 


TAP vale menos que o passe do guarda redes do Sporting

Não consigo expressar a incredulidade de mais um negócio ruinoso para o país.
Com a desculpa da crise, há uma certa corja de poderosos a deitar mão ao país e fazer negócios chorudos para eles mesmo em detrimento do país.
Tratam as empresas públicas como se fossem seus negócios de família, apoderam-se de património estatal e multiplicam fortunas. Decidem vender o país a preço de saldo, desculpam-se com a dívida que não existe, vendem património inestimável por trocos só para terem uma posição de sucesso e agradar aos seus ovos sócios. Vendem o país para terem um tacho. Decidem este tipo de coisas sem ponderação, sem participação dos cidadãos, decidem, está decidido, "Não há aletrnativa". Mas o certo é que foi este povo que votou troika, e se por acaso, se tivessem dado ao trabalho de se informar sobre o programa da troika (que no fundo é que foi eleito) teriam visto que o que ficou acordado foi a privatização da EDP, da REN, da ANA, da TAP e das Águas de Portugal..e isto tudo para quê? para pagar juros a bancos e aos mercados.
Lá premiaram os carascos, serão executados.
Se este negócio e mais outros se seguirem não tenham dúvidas que este país se tornará absolutamente mais pobre, epriférico e subdesenvolvido. Talvez tenhamos de apanhar ãviões a partir de AMdrid, e coitados daqueles que vivem nos Açores ou Madeira.
Mas mais chocante que isto tudo ainda consegue ser o preço absolutamente chocante a que se quer vende ra TAP; autênticos trocos: 20 milhões de euros, é o valor pelo qual um senhor estrangeiro (com vários passaportes) de índole duvidosa quer comprar a TAP (único comprador).
100 milhões de euros: valor que a TAP põe nos cofres estatais em IRS
25 milhões de euros: custo do passe do Rui Patrício (guarda-redes do Sporting)
A TAP vale até muito menos do que a casa de luxo em Paris do multimilionário actor Gérard Depardieu: 150 milhões de euros.
Para o Sr ilustre e muito inteligente ministro das finanças Vítor Gaspar a TAP vale menos que o passe do guarda-redes do Sporting?
Isto é um escândalo! Continuem a premiar os vossos carrascos!

 Ler mais: http://expresso.sapo.pt/tap-uma-proposta-inaceitavel=f77309

Sobre a TAP:
Este texto pretende desmistificar algumas ideias que existem quanto à TAP, que nascem de rumores ou opiniões menos esclarecidas, numa altura em que se fala na privatização da maior companhia aérea portuguesa.
Assim sendo, vamos esclarecer alguns pontos:

1- A TAP não é um buraco financeiro!Antes de mais é preciso salientar que desde 1994 que o Estado não pode injectar dinheiro em qualquer companhia aérea, pelo que a TAP não vive à conta de todos os contribuintes!
O lucro que da TAP (vôos e manutenção) é absorvido pelos prejuízos das empresas que a TAP assumiu ao comprar a falida empresa brasileira de manutenção de aviões VEM (que pertencia à companhia brasileira VARIG), agora TAP Manutenção e Engenharia Brasil.
Ou seja, a TAP tem à sua frente Fernando Pinto, o gestor público mais bem pago (cerca de 420 mil euros/ano), que fez com que a TAP comprasse um "BPN da aviação", e portanto impede o grupo de ter lucro.

A privatização da TAP significa vender-se a preço de saldo uma empresa preponderante na economia do país, e que se bem gerida pode ser rentável!

2- A TAP tem um papel fundamental na estratégica macro-económica do país!


A TAP é a maior exportadora nacional, e desempenha um papel muito importante no fluxo de pessoas e mercadorias na economia nacional.

Colocar a TAP nas mãos de capitais privados significa tirar de Portugal um dos mais importantes meios de transporte. Hoje, aponta-se como principal candidato o grupo IAG, que nasceu da fusão entre a British Airways e a Iberia. Isto significa que Lisboa pode deixar de servir de base entre a Europa e a América do Sul ou África. Os interesses privados vão colocar-se à frente dos interesses nacionais.

Levanta-se a questão: Vamos passar a ter de ir a Madrid para seguir para destinos na América do Sul ou África? Só aumentaria custos de passageiros e mercadorias.

A privatização da TAP significa que Portugal abdica de uma "empresa de bandeira", considerada em Dezembro de 2011 a melhor companhia aérea da Europa.

A privatização da TAP vem prejudiar as relações com os países lusófonos, e com os emigrantes que ascendem a 5 milhões pelo mundo fora.


3- Os trabalhadores da TAP não são a administração da companhia!

Muito se confunde a administração da TAP com os seus trabalhadores, que ascendem a 13 mil . A opinião pública é intoxicada com ideias de que os trabalhadores da TAP recebem todos ordenados estratósfericos, e é preciso desfazer este mito.

Os prórpios trabalhadores da TAP criticam os salários exorbitantes da sua admnistração (já em 2009)

As tripulações foram reduzidas, pelo que os comissários e assistentes de bordo estão a trabalhar mais.

As tripulações estão a fazer vôos que excedem os limites horários previstos no AE, o que põe em causa a segurança dos passageiros.

Os salários dos trabalhadores da TAP já foram reduzidos em Março de 2011, tal como os dos funcionários públicos.

Ora, é preciso salientar que nas empresas como a TAP as caracteríticas de empresa privada ou pública são evocadas em função do que dá jeito ao Governo ou Administração, por exemplo: na redução de salários, os trabalhadores são considerados função pública e levaram os cortes de Março de 2011, contudo não têm direito a ADSE.

E se por um lado, os funcionários da TAP viram os seus ordenados reduzidos logo em Março de 2011, por outro, a despesa com as remunerações do conselho de administração executivo da TAP ascenderam a 1,82 milhões (em 2008).

Mais um exemplo de uma Administração que vive à grande à custa da empresa, mas depois quando a empresa está em dificuldades, cortam nos funcionários.
E, numa altura em que se distutem salários de funcionários sabe-se que a Administração da TAP vai poder manter vencimentos.

Ou seja, mais um exemplo de quem paga a crise: não é a administração que tomou decisões ruínosas (como a compra da VEM), mas são os trabalhadores que veêm os seus direitos e salários reduzidos, e simultaneamente aumentos na carga e horário de trabalho.

A privatização da TAP significa que os seus trabalhadores vão sofrer despedimentos e cortes salariais.


Por todas estas razões: ESTAMOS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA TAP!

PS: Felizmente a TAP não foi vendida (ainda, e por aquele preço ridículo), agora querem vender a ANA, empresa que permite a mobilidade de 30 milhões de passageiros por ano nos aeroportos...apetecível, não?


sábado, 8 de dezembro de 2012

Roubar aos pobres para dar aos ricos



"Segundo a revista 'Forbes' o património líquido dos americanos mais ricos aumentou 13% no ano passado e atinge agora 1,3 milhões de milhões de euros. É uma alegria pensar que todos nós também contribuímos um bocadinho para este progresso por mais que não fosse através dos juros que o Estado e os bancos portugueses pagaram. Mas não é tudo, há outras boas notícias!
O património médio dos 400 americanos mais ricos subiu para um recorde de 3230 milhões de euros. Isto é, as fortunas de metade destes tipos davam e sobravam para pagar as dívidas soberanas de Portugal, Grécia e Irlanda. Fantástico, não é? E se pensarmos que nunca um Sr do Império Romano, um Sr Medieval ou um Príncipe do Renascimento, por muito rico que tivesse sido , atingiu estes níveis, mais fantástico se torna. No nosso tempo, o homem passou a ser um leão, um urso, um tubarão, porque um lobo não chega, é inofensivo" Crónica: Banalidades- humor

"Em 2010, 1% da população detinha 44% da riqueza global segundo o Credit Suisse, em contrapartida 3500 milhoes - a metade mais pobre da humanidade detém apenas 1% dessa riqueza. Nos EUA a desigualdade é ainda maior: 1% dos americanso mais abastados concentram mais que 90% revela um estudo do Economic Policy Institute de Washington, 43,6 milhões de norte americanos de uma população total de 311 milhões está dependente para sobreviver dos cupões de comida do programa de assistência nutricional suplementar, no Reino Unido - um dos países mais desiguais da OCDE os 10% mais ricos têm rendimentos 12 vezes superiores aos 10% mais pobres ." (visão Novembro)

A crise como agente redistribuidora de riquezas entre ricos


Propinas no secundário

Passos Coelho: "Dá-nos aqui alguma margem de liberade, na área da educação, para poder ter um sistema de financiamento mais repartido entre os cidadãos e a parte fiscal que é assegurada pelo Estado. Do lado da saúde temos menos liberdade para isso"! Passos Coelho diz que a Constituição permite mais cortes na educação que na saúde.

perante esta declaração, há alguma dúvida que o Governo vai explorar as ambiguidades da Constituiçãoe  fazer duplas interpretações para aumentar propinas?
O mais estonteante é que os gastos de Portugal com a educação estão em 3,8% do PIB, um dos valores mais baixos da OCDE!
Estes neoliberais perigosos não se admirem são muito bem capazes de privatizar até o ensino secundário, eles querem é ter um povo ignorante e calminho paraa ceitar todas as porcarias que eles fazem!

Não é esta a Europa que queremos!

 "A União Europeia não é uma democracia, que satisfaça qualquer democrata digno desse nome: é, por agora, uma confederação gerida por tecnocratas. esta crença de que é possível tratar da governança económica agora e deixar a democracia para depois é uma irresponsável ilusão. Depois de os países poderosos conseguirem cristalizar o cartel de Estados em que o projecto europeu se tornou, não voltarão a conceder poder, . Nestas situações, deixar a democracia para depois é deixá-la para nunca" Rui Tavares in Público, 5 de Dezembro.


Quem se queixa mais é quem mais tem



""Quem mais vocalmente contesta o que estamos a fazer  são aqueles que têm mais", disse Passos Coelho...as palavras de Passos Coelho oferecem um retrato surpreendente. Todos assistimos a manifestaçõesem que um grande número de pessoas contestava vocalmente o que o governo está a fazer. Ficamos agora a saber que aquelas multidões eram constituídaspor aqueles que têm mais. Em retrospectiva, recordo a quantidade enorme de beatas de charuto que cobria o chão após as marchas. Percebo agora a elegância dos manifetsnates todos vestidos de Armani e Chanel. Compreendo finalmente os engarrafamentos provocados pelos protestos: os vocalizadores foram transportados para a manifestação pelos respectivos motoristas...Ali nas ruas a empunhar cartazes a vocalizar palavras de ordem, estavam os banqueiros, os accionistas das concessionáriasdas PP, os grandes empresários. Se esta gente aguenta mais austeridade? Ai aguenta. aguenta - como disse, com conhecimento de causa, um deles  . Na altura, não percebi e discordei. Afinal estou de acordo"

Ricardo Araújo Pereira in Visão

ver para crer a polémica declaração do PM: SIC

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Sobre o conflitto israelo-plaestiniano

Mundo louco, comemora-se todos os anos entusiasmado a queda do Muro de Berlim e ignora-se a grande fortaleza erigida em Gaza...um dia vamos olhar para trás e pensar? "como é que aquele massacre e anacronismo foi permitido? ainda apor cima de baixo dos nossos narizes?"
 " A gaiola de Gaza: Gaza é quase só areia, mas as coisas crescem ali, tal como em Israel, a terra que os habitantes do enclave recordam como sua. Durante anos os habitantes de Gaza estiveram nos seus campos de refugiados a ver como, diante dos olhos transformavam a suas terras e aldeias onde eles e os seus antepassados viveram, na casa dos israelitas. Meio século de história e o ódio dura gerações e o ciclo de violência transformou-se em rotina." (visão)

 Li, uma crónica deveras interessante numa Courrier deste ano e decidi partilhar uns excertos aqui.
O autor é Sami Michael, escritor israelista que proferiu estas palavras numa conferência em Haifa.

"Israel é um estado judaico formado há 60 anos após a II Guerra Mundial.
O Estado de Israel é produto da tradição da intervenção judaica.
Quando os pais do sionismo na Europa conseguiram atrair simpatia para a criação de um Estado judeu, utilizaram o argumento de que tal entidade faria avançar por todo o Médio Oriente uma onda de cultura europeia. Esta abordagem ganhou raízes na consciência israelita e, até hoje, a Europa é meca espiritual para uma boa parte da intelectualidade israelita, especialmente para os escritores considerados formadores da opinião pública. A meu ver, este é um dos profundos conflitos intrínsecos à ideia sionista.
A ideologia sionista emergiu no contexto do antissemitismo europeu, embora os pais do sionismo se tenham oferecido para servir de agentes da cultura que alimentara o ódio aos judeus. Parece que os seus defensores consideram que séculos de antissemitismo, a expulsão da Espanha quatrocentista e as atrocidades da Alemanha nazi ocorreram noutro planeta, numa era imaginária.
Como resultado de uma autolavagem do cérebro, a Europa permanece na mente d emuitos israelitas como um farol e uma fonte de inspiração para uma sociedade esclarecida.
Aos nossos olhos e aos dos nossos simpatizantes na Europa, reconhecemo-nos orgulhosamente como praça-forte da cultura europeia num mundo atrasado e hostil.
Não me parece que, granjeando a simpatia com a cultura europeia, tenhamos atraído a admiração da Europa, mas o certo é que acirrámos o ódio dos povos árabes, como agentes ao serviço de um inimigo perigoso e como perpetuadores da ocupação por esse mesmo inimigo [...]O estado de Israel desde o dia da sua criação, demonstrou até que ponto a desconfiança dos árabes tinha fundamento e era lógica, a começar pela identificação de Israel na década de 1950 com os crimes dos franceses na Argélia, passando pela participação israelita nas operações da Grã- Bretanha e França em 1956 contra o Egipto por causa da nacionalização do canal do Suez a terminar no nosso entusiasmo pela conquista do Iraque pelos EUA, para não falar na ocupação e colonização da faixa de Gaza e Cisjordânia."



Aulas de Japonês

"Quem aprende uma língua nova, ganha uma nova alma"

Decidi aprender japonês há umas semanas, e fiquei a saber que a palavra Japão em japonês diz-se Nihon, a palavra ocidentalizada deste país ficou Japan em inglês ou Japão em português devido a um episódio caricato das aventuras marítimas portuguesas por essas áreas, depois de tanto navegar os navegantes portugueses chegam exaustos ao Japão e perguntam cansados: "já há pão???!"...e assim ficou Japão! 
E mais,a  palavra japonesa para pão é um estrangeirismo, de seu nome pan, do português pão. 


sábado, 24 de novembro de 2012

Risada!

"Quem ganha menos de 500 euros não tem vontade nenhuma de ir trabalhar"

Alexandre Soarea dos Santos, presidente da Jerónimo mArtins, in Jornal de Negócios

os carros dos srs ministros

O líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, justificou no seu facebook, a troca de viaturas dizendo que quem quer "uma democracia sem custos, o que deseja não é uma democracia"

Porque é que os cortes nos carros só são populismo em Portugal?
"Em Inglaterra, o Governo retirou os carros e os motoristas à disposição dos ministros por causa da crise. Em França, o Presidente da República passou a anadar num Citroen híbrido para poupar. Em Portugal, om líder parlamentar do PS fez o favor de trocar um BMW Série 5 velho por um Audi A5 novo. Pequena nota de contexto: o Audi A5 de Cralos Zorrinho está à venda no mercado, na sua verão original amis básica, por 42 350 euros; o Citroen híbrido de François Hollande está disponível a partir de 32 229 euros. Conclusão: o presidente da república francesa consegue ser um político auto-mobilizado gastando menos de 10 mil euros do que um deputado português. Isto só pode ser populismo." Gonçalo Bordalo Pinheiro in Perguntas da Semana, da revista Sábado  nr 442

Que futuro?

"O mundo vai mal. Mesmo -ou sobretudo - em matéria ambiental. O clima, os tufões, as calamidades, como os terramotos, a lixeira dos oceanos, o aquecimento da terra...As Cimeiras Ambientais não tomam medidas, por razões políticas e económicas, e os ambientalistas tendem a clar-se, porque não são ouvidos.
A globalização desregulada, a economia virtual, os negócios usurários, baseados nos paraísos fiscais, os mercados especulativos, que tendem a dominar os Estados soberanos, estão a pôr em causa as democracias europeias e não só. A ONU, na qual, no pós-guerra, se depositram tantas esperanças, não tem coragem d eintervir quando é necessário (vide o caso escandaloso da ditadura síria e tantos outros).
As grandes potências começam a sentir as dificuldades do capitalismo de casino.
O universo árabe, que parecia ter entrado numa «primavera democrática», afinal está submerso em guerras religiosas que pdoem tornar-se graves...Para além do conflito Palestina-Israel que tem por perto o Irão, que espreita uma oprtunidade.
A União Europeia, que há tr~es anos parecia ser um farol de progresso e um modelo para o mundo, entrou em descrédito, com as suas instituições apáticas e paralisadas.
Começou com a crise grega, seguiram-se a irlandesa, a portuguesa e a cipriota, agora a espanhola e a italiana, depois talvez a francsea. resta a Alemanha, da chanceler Merkel, que corre de um país para o outro sem saber o que fazer. Só em agosto, mês de férias, foi duas vezes à China...
Portugal infelizmente, também vai mal. O governo neoliberal, mais papista do que a troika, tem imposto meidas de austeridade devastadoras para a população com a intenção de diminuir o défice. mas mais de um ano depois, a situação ficou muito pior do que estava. A recessão aumentou, com a falência de empresaso país empobreceu, o desemprego cresceu devastadoramente e, ao contrário don esperado, a previsão do défice de 2012 até aumentou dos 4,5% para os 5,8% ou os 9,5% do PIB segundo dizem os jornais.
Além disso, o primeiro-ministro parece muito contente com a ação ou inanação do Governo...para o ano vai estar ainda melhor, disse.
Vai haver privatizações - graves como disse, e bem, a ministra da Justiça - dos Correios e Telégrafos, TAP, Estaleiros de Viana, Águas de Portugal, etc. medidas a retalho, não se sabe quem a spaga e por quanto.
[..] Pobre país, dirão os portugueses mais atentos. o futuro que se lhes apresenta não será nada brilhante. É preciso, portanto, que os portugueses tomem consciência disso e ajam em conformidade. Já que não podemos mudar o Mundo, nem sequer a Europa sejamos ao menos capazes de mudar Portugal".

Mário Soares in Visão nr 1028

Esmagados pelos Juros


"Em 2013 os encargos com a dívida pública vão ascender a 8,6 mil milhões de euros, sem eles, Portugal não teria défice. O montante de juros é superior aos custos de todo o serviço Nacional de saúde e gastos com a educação. Se os juros da dívida fossem reduzidos a metade, estariam encontrados os 4 mil milhões de euros que o governo quer cortar na despesa.
No entanto, com a ajuda do FMI e instituições europeias (Comissão Europeia e BCE), uma coisa é certa: esta solidarieade rende: "em 2012 se retirássemos os juros não haveria défice", diz Bagão Félix
"O velho fantasma de não termos dinheiro para pagar salários não existe, porque o orçamento está equilibrado. O que nos desequilibra neste momento são os juros" diz José Reis, economista.
(lido numa Visão de Novembro)

"Passos e Portas governam , sem qualquer remorso, contra quem trabalha e descontou décadas a fio. Tudo isto porquê e para quê? Para pahgar os juros de uma dívida que o povo português não é responsável. De estádios de futebol do Euro que Cavaco aprovou, dos submarinos do Portas, das PPPs do Sócrates, dos milhões do Alberto João Jardim, do roubo do século do BPN (só aqui mais 5 000 milhões de euros), etc. Só a mobilização de rua pode travar a troika e a direita, exigir a suspensão do pagamento da dívida. Sem esta suspensão não haverá recursos paar dinamizar a agónica economia portuguesa e recuperar centenas de milhares de empregos destruídos". MAS (Movimento Alternativa Socialista)

DESEMPREGO
Antes da troika: 12%
Agora: 16%
DÍVIDA PÚBLICA
Antes da troika: 101% do PIB
Agora: 116% do PIB
DÉFICE
Objectivo para 2012: 4,5%
Défice Alcançado: 6,9%

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O que é a Alemanha?



"O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, surgem como marionetas da chanceler alemã, Angela Merkel, num mural pintado perto das Amoreiras, em Lisboa.
"Quanto mais tempo querem ficar a assistir a este show. A 'nossa' dívida continua a aumentar!" é a mensagem que acompanha o mural pintado por Nomen, Slap e Kurtz, nos dias 20 e 21 de outubro.
"Este mural foi realizado sem ajuda externa", escreveram ainda os três artistas, que pintaram, num local considerado legal para o efeito, a chanceler Angela Merkel a segurar os fios das marionetas de Pedro Passos Coelho e de Paulo Portas, em cima de um palco."


Esteve cá a Sra Merkel [...] Recordo, a propósito, um livro que volta a ter hoje o maior interesse. Trata-se da Correspondência de um Diplomata [português] no III Reich. Veiga Simões: ministro acreditado de Berlim, de 1933 a 1940, da autoria de Lina Alves Madeira (ed. Mar da Palavra]. O livro de cerca de 40 telegramas diplomáticos enviados para Lisboa pelo nosso embaixador em Berlim, Alberto da Veiga Simões, que ali chegou em Setembro de 1933- ano da nomeação de Hitler como chanceler - e onde se manteve até ao início da II Guerra Mundial. Pode dizer-se que ele - um republicano liberal - foi o nosso embaixador em Berlim nos oito anos e meio de paz, que o nazismo apesar de tudo manteve, sendo substituído por um «germanófilo» no início dos seis anos de guerra impostos pela demência de Hitler.
   Para quem conheça a ideologia nazi, esta correspondência não traz novidades no plano das ideias; mas trá-las, e muitas, no campo dos factos políticos, económicos e sociais, bem como  no aspecto do discurso oficial do Poder Nacional-Socialista. Mostrando, em Berlim, os seus notáveis dotes diplomáticos, Veiga Simões nunca escondeu, nos seus telegramas, as críticas que lhe merecia o novo regime político implantado na Alemanha pelo Partido único, dito «Nacional Socialista».
   Recomendo aos meus leitores, vivamente, que consultem este livro, e meditem bem nele. Talvez não fiquem surpreendidos pela brutalidade dos métodos nazis, de que já por certo ouviram falar. Por certo se lembrarão dos grandes objectivos políticos de Hitler: nacionalismo ariano; o racismo (antijudaico, mas também antieslavo, e por isso antiploaco), a reinvidicação de um maior «espaço vital» para o povo alemão, quer na Europa, quer nas antigas colónias africanas, quer ainda no «fantástico celeiro» da Ucrânia; e, por último, mas não em último lugar, a ambição hegemónica sobre toda a Europa e contra a Rússia comunista.

Tudo isto estava já anunciado no Mein Kampf desde 1925-27. Mas há um aspecto menos conhecido: à esperança suscitada em muitos setores do povo alemão (sobretudo entre os desempregados) pela subida ao Poder do grande orador que era Hitler, seguiu-se um primeiro período de quatro anos  (1933-37) de «políticas de austeridade», que os alemães aceitaram bem, por espírito patriótico; mas quando, em setembro de 1937, no congresso partidário anual de Nuremberga, Hitler anunciou «mais quatro anos de austeridade», todo o regime entrou em crise, porque começou rapidamente a perder apoio popular. Assim, a guerra iniciada em 1939 não foi só a consequência lógica de expansionismo germânico: foi também a opção oportuna pelo instrumento clássico de salvação dos regimes em queda livre, que é a guerra contra os inimigos exteriores à Pátria e, por isso, a necessidade de uma forte unidade nacional.
A este propósito, são notáveis os telegramas de 14-9-1936, de 25-4-1937 e de 22-10-1937, onde o nosso embaixador tudo informa, tudo explica, e chega a prever (no último texto), com dois anos de antecedência (!), que Hitler desencadeará (!), uma guerra.
 Ouçamos algumas das suas lúcidas palavras, um ano antes de mentira de Munique (30-9-1938):

«O estado Alemão, não pode ter por finalidade o cada vez maior sacrifício da população dentro (das) fronteiras, arranca-lhe sacrifícios na mira de uma acção para além delas. E, no estado atual da Europa, essa acção só pode ter por instrumento- a guerra (...). A guerra ofensiva.». 
Para que a Alemanha «dê leis ao mundo, se não mesmo para que se 'civilize' o mundo, à sua imagem e semelhança.»
 E lucidamente, remata:  
«para civilizar o mundo (o Império) irá ocupar mercados que sejam verdadeiras colónias, aliados que sejam verdadeiros servos«(pp. 154-155).

Seria este embaixador português apenas um grande talento, que captou aquele momento singular, ou um autêntico génio, que percebeu como poucos a intemporalidade do Deutschland übber alles?"

 Diogo Freitas do Amaral na crónica de opinião "O que é a Alemanha?" in Visão nr 1028

É assustador, como o que aconteceu antes da 2ª Guerra Mundial em termos económicos parece estar a acontecer de novo! E a História ensina-nos que a dívida e o desemprego carregam o fim dos regimes democráticos, depois a fome, e finalmente a Guerra!

"A Alemanha esqueceu as lições dos anos de 1930, quando a obsessão pelo equilíbrio orçamental agravou a depressão que os conduziria, por fim, à Guerra. Dá sermões aos vizinhos, pede-lhes que a imitem mas Merkel esquece que os seus excedentes são os défices dos outros"

Joseph Stiglitz, laureado com o Nóbel da Economia em 2001, vice-presidente e economista-chefe do Banco Mundial, autor de livros como "O triunfo da Ganância", "A Grande Desilusão", "Um outro Mundo" ou "O preço da Desigualdade".
 Recentemente disse numa entrevista relativa à crise que "a austeridade é o suicídio da Europa".

"A rainha das dívidas do século XX foi, afinal, a Alemanha. Esteve insolvente pelo menos três vezes", garantiu o historiador Albert Ritschl ao jornal alemão Der Spiegel. O milagre alemão deve-se, sustenta ele, às generosas injecções de capital norte-americano, ao perdão das dívidas astronómicas e ao facto de o país não ter pago os custos da guerra, deixando-os para os países vítimas de ocupação". [li numa Visão de Novembro]

Da Alemanha partiram as três Guerras Mundiais (I, II e Guerra Fria) que acabaram na divisão da Europa por 4 décadas. Como foi possível a um país, que nas primeiras décadas era o mais produtivo e vanguardista nas ciências e nas artes, na técnica , na filosofia e nas letras, cair, democraticamente , na mais abjecta das barbáries?

Vidas alemãs e vidas portuguesas
Alemanha e a Europa dos contrastes
Visita de Merkel a Portugal
Zona Euro ou Zona Marco?
Ingratidão e falta de memória
Alemanha hipoteca Europa
Estados (des)unidos da Alemanha
Berlim quer ocupar Atenas e talvez Lisboa
A Europa Nazi está de volta?
Pacto de Redenção
resposta alemã à crise grega: vendam as vossas ilhas!
Vá ao Lidl arredondar o défice externo
os submarinos alemães
Porque é que Portugal está à rasca?
sobre a austeridade:
o suicídio colectivo da austeridade
Austeridade: o suicídio da Europa





terça-feira, 20 de novembro de 2012

Vidas alemãs e vidas portuguesas


Vidas Alemãs: Helga ganha 2800 euros por mês e quer vir de férias a Portugal
Helga tem 37 anos e uma filha de 7, vive em Berlim, trabalha como assietnte social cerca de 35 horas por semana (a média nacional). Esta personagem de ficção tem um salário de 2800 euros e o marido de 3500 euros (os salários médios de mulheres e homens na Alemanha). Pagam 650 euros de renda por um T2. E não prescinde do ginásio, que fica por 160 euros aos dois. Na hora de entregar a declaração fiscal conjunta, o casal paga uma taxa de IRS de 42% (rendimentos anuais acima de 52882 euros), mais uma taxa de solidariedade de 5,5%. Por mês, cada um desconta 14,9% para terem acesso ao sistema de saúde público. Se Helga tivesse dado ouvidos à tradição alemã, depois de a filha ter nascido devia ter deixado o emprego e passado a ser mãe a tempo inteiro. De acordo com a proposta do Governo de Merkel (que  não tem filhos), a partir de 2013 será concedido aos pais um subsídio especial para manter as crianças em casa com a mãe até aos 3 anos. Se optar por ser mãe de novo, de acordo com a nova lei de protecção parental em vigor desde 2007, terá direito a 14 semanas de licença pagas a 100%, com opção de estender esse período por mais 14 meses (dois gozados pelo pai) por 67% do ordenado, até um limite de 1800 euros. Um cenário que teme é o desemprego. Num país onde existem 2,7 milhões de desempregados inscritos nos centros de emprego, o que corresponde a uma taxa de dedesempregados inscritos nos centros de emprego, o que corresponde a uma taxa de desemprego de 6,5% se ficar sem trabalho receberá 67% do seu salário bruto (até um máximo de 2964 euros em 2012) durante um período equivalente a metade do tempo que fez descontos. A Portugal gostava de vir, passar férias com a família e conhecer as praias do Algarve.

Fontes: Eurostat, Destatis -German Federal Statistical Office

 Vidas Portuguesas: Maria ganha 989 euros e quer emigrar para a a Alemanha
Maria tem pela frente um enorme aumento de impostos. É casada, dois filhos pequenos. Não tem a vida desafogada com que sonhou, mas o dinheiros chega para os bens essenciais.
Para 2013, a palavra de ordem é "popança máxima". Uma história portuguesa em que apenas as personagens são de ficção. Trabalha num escritório de contabilidade em Lisboa (mais do que as as 40 horas semanais estipuladas) e todos os meses recebe 968 euros, salário médio feminino em Portugal: chega para pagar o empréstimo da casa ao banco (650 euros graças à baixa dos juros). Leva almoço de casa para o trabalho. O marido é informático e, tal como a maioria dos homens, ganha mais do que a mulher: 1500 euros . Em conjunto, o orçamento familiar fica equilibrado, mas atira o casal para um escalão de IRS mais elevado em 2013 e para um ataxa de de 37% (rendimentos anuais entre 20 e 40 mil euros). Pelo contrário, as despesas com a casa, saúde e educação dos filhos valerão menos, podendo o casal deduzir até um limite de 1200 euros (mais 10% por cada filho). No escritório de contabilidade correm rumores de despedimentos. O sonho de voltar a ser mãe está posto de parte. Dos dois filhos (em 2008 e 2011) optou por uma licença de maternidade de 150 dias com 80% de vencimento bruto. Esteve em casa os primeiros cinco meses de vida de cada um, que depois ficaram na creche para a mãe voltar ao trabalho. Com o inverno à porta, Maria está já a poupar para as idas ao médico: 20 euros por cada urgência, mais 5 pelas consultas no centro de saúde. Emigrar para a Alemanha? Sim, já lhe passou pela cabeça.

Fontes: Boletim Estatístico de julho de 2012 do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, Portal de Finanças, IEFP.

(retirado do Jornalde Notícias de 12-11-2012)

Por fim, finalizo com o video português sobre a crise e o projecto europeu que a Alemanha censurou (censura no século XXI!) no entanto, numa Era da informação, ignorância é uma escolha que se faz, e os alemães lá sabem o que querem decidir:



Ler mais:
Alemanha e a Europa dos contrastes
O que é a Alemanha?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Porque os cães valem mais que as pessoas

Ao intrepretar esta imagem vejo um cão morto ou quase e morto e um cãozinho ao seu lado, seu amigo. Parece que o cão foi atropelado e há sangue na estrada...enquanto as pessoas desprezam (mesmo se fosse uma criança atropelada como o caso da bebé chinesa atropelada por dois carros e ignorada por quem passava) o amigo cão fica do seu lado até ao fim...
Já para não falar dos cães abandonados que ficam meses ou até anos no mesmo local, fielmente convictos que o dono que os abandonou os vai buscar de novo (ler: cão- o fiel amigo)
.

Por isto, isto é inaceitável:
Ajudem os cães coreanos
Sem palavras

Ajudem os cães coreanos!



Os países asiáticos, entre outras coisas, são conhecidos pelo seu povo frio e maus tratos tanto a pessoas com animais, a ponto de comer cão e gato ser natural.
Isto não deve ao acto de haver fome, mas sim a uma questão cultural, um hábito nojento e selvagem instalado nessas culturas..curiosamente culturas essas onde se pensa que terá começado a domesticação de cães e gatos...
Já no blogue tinha falado sobre o comércio de carne de cão na Tailândia. Desta vez, falo do mesmo assunto, desta feita na Coreia, onde os cães são frequentemente cozidos vivos e escaldados para facilitar a remoção da pele.Olhem o desespero deles na foto acima!!!
Por favor assinem a petição para ajudar os actvistas a acabarem com este horror, são precisas 1 milhão de assinaturas!
https://www.change.org/petitions/
http://koreandogs.org/

Porque é que os cães valem mais que as pessoas:
sem-palavras
cão: o fiel amigo

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ingratidão e falta de memória



Crónica no jornal i por Sérgio Soares, publicado em 18 Fev :
INGRATIDÃO E FALTA DE MEMÓRIA
(É sempre bom recordar)

"A Alemanha regista a pouco honrosa distinção de ter entrado em bancarrota em 1920 e em 1953. Da última vez, Berlim contou com a ajuda financeira da Grécia.

A ingratidão dos países, tal...
como a das pessoas, é acompanhada quase sempre pela falta de memória. Em 1953, a Alemanha de Konrad Adenauer entrou em default, falência, ficou Kaput, ou seja, ficou sem dinheiro para fazer mover a actividade económica do país. Tal qual como a Grécia actualmente.

A Alemanha negociou 16 mil milhões de marcos em dívidas de 1920 que entraram em incumprimento na década de 30 após o colapso da bolsa em Wall Street. O dinheiro tinha-lhe sido emprestado pelos EUA, pela França e pelo Reino Unido.

Outros 16 mil milhões de marcos diziam respeito a empréstimos dos EUA no pós--guerra, no âmbito do Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs (LDA), de 1953. O total a pagar foi reduzido 50%, para cerca de 15 mil milhões de marcos, por um período de 30 anos, o que não teve quase impacto na crescente economia alemã.

O resgate alemão foi feito por um conjunto de países que incluíam a Grécia, a Bélgica, o Canadá, Ceilão, a Dinamarca, França, o Irão, a Irlanda, a Itália, o Liechtenstein, o Luxemburgo, a Noruega, o Paquistão, a Espanha, a Suécia, a Suíça, a África do Sul, o Reino Unido, a Irlanda do Norte, os EUA e a Jugoslávia. As dívidas alemãs eram do período anterior e posterior à Segunda Guerra Mundial. Algumas decorriam do esforço de reparações de guerra e outras de empréstimos gigantescos norte-americanos ao governo e às empresas.

Durante 20 anos, como recorda esse acordo, Berlim não honrou qualquer pagamento da dívida.

Por incrível que pareça, apenas oito anos depois de a Grécia ter sido invadida e brutalmente ocupada pelas tropas nazis, Atenas aceitou participar no esforço internacional para tirar a Alemanha da terrível bancarrota em que se encontrava.

Ora os custos monetários da ocupação alemã da Grécia foram estimados em 162 mil milhões de euros sem juros.

Após a guerra, a Alemanha ficou de compensar a Grécia por perdas de navios bombardeados ou capturados, durante o período de neutralidade, pelos danos causados à economia grega, e pagar compensações às vítimas do exército alemão de ocupação. As vítimas gregas foram mais de um milhão de pessoas (38 960 executadas, 12 mil abatidas, 70 mil mortas no campo de batalha, 105 mil em campos de concentração na Alemanha, e 600 mil que pereceram de fome). Além disso, as hordas nazis roubaram tesouros arqueológicos gregos de valor incalculável.

Qual foi a reacção da direita parlamentar alemã aos actuais problemas financeiros da Grécia? Segundo esta, a Grécia devia considerar vender terras, edifícios históricos e objectos de arte para reduzir a sua dívida.

Além de tomar as medidas de austeridade impostas, como cortes no sector público e congelamento de pensões, os gregos deviam vender algumas ilhas, defenderam dois destacados elementos da CDU, Josef Schlarmann e Frank Schaeffler, do partido da chanceler Merkel. Os dois responsáveis chegaram a alvitrar que o Partenon, e algumas ilhas gregas no Egeu, fossem vendidas para evitar a bancarrota.

“Os que estão insolventes devem vender o que possuem para pagar aos seus credores”, disseram ao jornal “Bild”.

Depois disso, surgiu no seio do executivo a ideia peregrina de pôr um comissário europeu a fiscalizar permanentemente as contas gregas em Atenas.

O historiador Albrecht Ritschl, da London School of Economics, recordou recentemente à “Spiegel” que a Alemanha foi o pior país devedor do século xx. O economista destaca que a insolvência germânica dos anos 30 faz a dívida grega de hoje parecer insignificante.

“No século xx, a Alemanha foi responsável pela maior bancarrota de que há memória”, afirmou. “Foi apenas graças aos Estados Unidos, que injectaram quantias enormes de dinheiro após a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, que a Alemanha se tornou financeiramente estável e hoje detém o estatuto de locomotiva da Europa. Esse facto, lamentavelmente, parece esquecido”, sublinha Ritsch. O historiador sublinha que a Alemanha desencadeou duas guerras mundiais, a segunda de aniquilação e extermínio, e depois os seus inimigos perdoaram-lhe totalmente o pagamento das reparações ou adiaram-nas. A Grécia não esquece que a Alemanha deve a sua prosperidade económica a outros países. Por isso, alguns parlamentares gregos sugerem que seja feita a contabilidade das dívidas alemãs à Grécia para que destas se desconte o que a Grécia deve actualmente."


E já agora sabiam que a Grécia está cheia de petróleo? qualquer coincidência da crise e das privatizações gregas com este facto é mera coincidência! (ler: O grande jogo do petróleo grego

"GRÉCIA PODERÁ RECLAMAR MAIS DE 150 MIL MILHÕES DE EUROS DE DIVIDAS À ALEMANHA

A história é no mínimo irónica e fez eco este fim de semana na imprensa grega e alemã. Um relatório de uma comissão de peritos do Ministério das Finanças helénico, supostamente secreto, dá conta de uma dívida que data do período da segunda guerra mundial de mais de 150 mil milhões de euros da Alemanha à Grécia.

As fugas de informação relativas ao documento de 80 páginas foram publicadas pelo jornal grego To Vima que é citado este fim de semana pelo Der Spiegel online.

A versão em linha do semanário alemão não publica números exatos, mas cita várias organizações gregas que falam de um montante de 54 mil milhões de euros em empréstimos que o regime nazi obrigou Atenas a conceder e outro de 108 mil milhões que corresponde ao valor estimado da reconstrução do país. O montante total ascende a 162 mil milhões de euros.

Parece pouco provável que a Alemanha esteja disposta a pagar de um dia para o outro as dívidas à Grécia, mas parece óbvio que as conclusões do relatório não deverão acalmar o sentimento antialemão dos gregos, razão pela qual o executivo helénico tentou mantê-las no segredo dos deuses."

Visita de Merkel a Portugal

à medida que a Europa do Sul é transformada num imenso campo de concentração da dívida faz-se alusão ao slogan nazi. "o trabalho liberta!", "neste caso "poupar liberta" como diz o letreiro do cartoon há que trabalhar para pagar a dívida tanto com dinheiro do trabalho como a dor, pobreza e miséria de quem já nada ganha...se a alusão ao regime nazi é escusada? talvez, mas realemnte é o que faz lembrar
Primeira observação, já ouvi dizer que o mal da política é não haver mais mulhres que com mulhreres isto estava melhor, claro que sim! Merkel, Thatcher, Condoleeza Rice, Christine Lagarde...
Homens ou mulheres de pouco interessa, a humanidade é a maior podridão e hipocrisia do Universo, uma força demononíaca cuja maior concentração está exactamente na corja política.
De resto, tenho pouco a dizer, já disse muito relativameente à hegemonia alemã no meu blogue, já muito disse quanto aos vendidos da Nação que vendem o país aos retalhos. Não atiro de modo algum as culpas à Merkel ou à Alemanha, os portugueses são os seus maiores carrascos, mercenários que querem ser mais espertos que os outros, prestes a destruir o seu povo para ganhar uns tostões e um povo vencido pelo conformismo que em vez de lutar contra toda  a podridão em que o país se tornou quer também umas migalhas do sistema podre que corrompe o país, uns tachos ali, umas cunhas ali...
Mas não haja as mínimas dúvidas, Merkel não veio por bem, ela veio mostrar que ela é que manda, ela simboliza os interesesses económicos mais obscuros, os especuladores, os banqueiros, é o rosto da ausetridade é uma boa serva do mundo financeiro provavelmente porque tem e teve uma vida triste de frustrada e agora usa o poder para talvez libertar as suas frustrações.
Para verem a classe desta mulher mantém o nome do ex-marido com quem casou há décadas quando tinha 23 anos...coitado do homem, a quantidade de vezes o seu nome foi usado para voiceferar impropérios!
A continuar assim é mesmo a 3ª vez que a Europa se suicida com a Alemanha no posto de comando...e de a Europa se esfrangalhar agora não será certo que volte alguma vez a ser esse oásis de paz e solidariedade nunca mais...e se isso acontecer é lamentável termos permitido isso com o nosso silêncio ou resignação.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Como a sociedade funciona realmente


"A Elite Global, os poucos que decidem os rumos do mundo e da humanidade, estão no topo de uma pirâmide de manipulação. Quase todas as organizações de hoje estão estruturadas na forma de uma pirâmide. No topo você tem a elite diminuta que sabe tudo sobre a organização, sabe qual a sua agenda verdadeira e o que se deseja realmente alcançar. Quando você vai descendo do pico, você vai encontrando mais
e mais pessoas que sabem cada vez menos da agenda verdadeira. Isto é chamado de compartimentalização. Aqueles no topo se certificam que todos abaixo, na pirâmide, tenham conhecimento apenas de suas contribuições individuais para a organização, companhia, sociedade secreta, etc. Como resultado, a maioria deles pensam que seus trabalhos são totalmente inocentes, não sabendo que seus trabalhos se encaixam com outros da pirâmide, para criar um padrão que não é nada inocente. Os maçons e outras sociedades secretas são óbvios exemplos deste método, com os seus níveis de iniciação. Cada nível não tem idéia do conhecimento existente nos níveis acima de si. A maioria dos maçons não progride acima do terceiro nível, apesar de existir outros 30 níveis acima [e mais outros 13 níveis não oficiais, chamados de níveis Illuminati]. Quando é dito que a rede maçônica participa de uma conspiração, as pessoas ficam com a falsa idéia de que você está dizendo que todo maçon está procurando controlar o mundo. Isso é simplesmente ridículo. As sociedades secretas, como todas as demais, consistem de líderes [uns poucos] e dos liderados [o resto].

Dentro da pirâmide global estão as organizações [também com estruturas piramidais] que controlam nossas vidas – o sistema bancário, o sistema político, a rede de corporações multinacionais, a mídia, a “educação” [doutrinação], as agências de inteligência, as forças armadas e por aí afora. Os picos dessas pirâmides individuais se fundem formando o pico da pirâmide global, controlado por pouquíssimas pessoas, que eu chamo de Elite Global. Neste nível da Elite, todos os bancos, partidos políticos, jornais e meios de difusão, agências de inteligência, companhias multinacionais e sociedades secretas, são propriedade e controladas pelas MESMAS pessoas. O mito da escolha é difundido para nos enganar dizendo que somos livres.

O verdadeiro poder em uma pirâmide está na sua base, não no topo, mas a raça humana tem sido condicionada para acreditar no oposto.

Toda Zona Livre de Embaraços é uma pirâmide com os ditadores religiosos, políticos e econômicos sentados no topo, impondo suas vontades sobre o resto. Eles conseguem isto porque aqueles abaixo na pirâmide aceitam fazer o que o pico diz, e acreditam na propaganda enviada pelo pico, que condiciona seus pensamentos e percepções da vida, para si e para os outros. É possível uma pessoa passar a vida inteira sem ter um único pensamento original. Viver na cadeia é segurança? Ter a sua vida controlada e seu futuro ditado é segurança? Nós somos robôs!"

Foto por : PEACEMAKER


Fonte: Facebook da página: ANTI - NWO (Nova Ordem Mundial)


"Ninguém é mais irreversivelmente escravizado do que aqueles que falsamente acreditam ser livres.” Johan Wolfgang von Goethe

sábado, 3 de novembro de 2012

Os Europeus ainda mandam na Europa?

"Quase ninguém nota que os países europeus já não são regidos por instituições avalizadas pela legitimidade democrática, mas por uma série de siglas que as substituíram: o FEEF, o MEEE, o BCE, a ABE e o FMI assumiram o comando.  Só os iniciados decifram estes acrónimos, só os iniciados percebem quem faz o quê na Comissão Europeia e no Eurogrupo. Todos estes organismos têm um ponto em comum: não derivam de nenhuma constituição e não envolvem os eleitores nas tomadas de decisão. A indiferença com a qual os habitantes do nosso pequeno continente aceita que lhe seja retirado o seu poder político causa arrepios.
Que os tratados não são respeitados não é surpresa para ninguém, as regras existentes, como o princípio da subsidiaridade definido pelo tratado de Roma ou Claúsula de não resgate caem no esquecimento quando necessário...a abolição do Estado de Direito aparece de forma clara no Tratado que institui o MEE (Mecanismo Europeu de Estabilidade). As decisões dos pesos-Estados desta sociedade de resgate entram imediatamente em vigor no Direito Internacional sem aprovação dos parlamentos. Denominam-se governadores, como noas antigos regimes coloniais, e, tal como estes últimos, não têm justificações a dar à opinião pública. Em contrapartida não podem comunicar qualquer informação, o que faz lembrar  o omerta (Lei do Silêncio) do Código de Honra da Máfia. Os nossos "padrinhos" estão isentos de controlo judicial ou legal e desfrutam de um privilégio que nem um chefe da Camorra (máfia napolitana) tem- imunidade penal absoluta (em conformidade com os artigos 32 a 35 do tratado do MEE). A Espoliação política do cidadão começou com o euro, ou mesmo antes. Esta moeda e fruto de negócios políticos ilícitos que não tiveram em conta as condições económicas necessárias.


Jornal Der Hauptstadbrief Berlim por Hans Magnus Enzensberger na Courrier Internacional de Novembro, crónica: "Os Europeus ainda mandam na Europa?"

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Os Neoliberais

O que é o Neoliberalismo?
"É tempode voltar a analisar as ideologias - que, para o bem ou para o mal, não morreram. Até 1980-90, os conservadores eram de direita (moderada), os liberais reformistas e os democratas - cristãos autênticos eram do centro, e os socialistas ou sociais-democrtas (propriamente ditos) eram de esquerda.
Com as doutrinas de Hayek e de Friedman, postas em prática pela dupla Reagan-Thatcher, bem como em consequência da globalização, do comércio livre, dos hedge funds em paraísos fiscais - e também da extinçção da URSS - o mundo virou à direita: os neoconservadores tornaram-se mais radicais, os liberais e os democratas - cristãos passaram a conservadores, e os socialistas democráticos procuraram uma «terceira via» que, pelas mãos de Blair/ Brown e de Bill Clinton se afirmou capitalista pro-rich, abandonando a sua tradição socialista e pro-poor. Tudo isto, porém ocorreu no quadro da democracia pluralista, sem nunca ultrapassar «pelo menos na Europa, EUA e Japão» - a fronteira que separa a direita democrática do fascismo (Marie Le Pen não é neoliberal).
Aconteceu, entretanto, que a ala mais à direita do Partido Republicano, dos EUA (com Bush filho, Romney, Tea Party, etc) se transformou muito rapidamente num movimento radical, quase.revolucionário, que se tem afirmado como politicamente «neoconservador» e economicamente «neoliberal». Tal transformação transmitiu-se á Europa: Merkel e Sarkozy, Berlusconi, Aznar e Rajoy, passos Coelho /Paulo Portas (com os respectivos ministros, como Victor Gaspar ,e principalmente assessores, como António Borges).

Procuremos caracterizar a corrente neoliberal, profundamente elitista, que manda na Europa actual:
a) Crença absoluta no mercado e desconfiança total em relação ao Estado (bit e-government).
b)Proteção legal aos mais ricos, sobretudo através da redução dos respectivos impostos, na convicção de que só eles investem, criam empregos e, assim, impulsionam o crescimento económico;
c)Prática constante, e progressiva, de cortes substanciais nas despesas sociais, por se entender que o Separe Sakateé uma ilusão perigosa; e que os mais pobres, tornando-se subsídio-dependentes, prejudicam o interesse nacional e não merecem protecção (ou não merecem senão uma protecção mínima).
O ódio de classe- que Marx considerava ser a ira justa dos pobres contra os ricos-mantém-se, mas de pernas para o ar: é agora a raiva profunda dos ricos contra os pobres, os inúteis, os incapazes que só sabem viver à mesa do Orçamento, à custa dos impostos dos ricos, sendo estes os únicos que dão emprego a quem verdadeiramente quer trabalhar.
Não há, por estas razões, nenhum governo neoliberalque não baixe significativamente a carga fiscal e parafiscal (T.S.U) dos empresários e que não suba, tanto quanto possível, a dos trabalhadores, apesar de nunca conseguirem diminuir o défice e a dívida. Todos os filósofos gregos- Platão, Xenofonte, Aristóteles- chamavam a isto uma forma de governo «oligárquica» cuja degeneração externa era a «plutocracia» (o governo do dinheiro).
Comparemos agora esta tão atual doutrina neoliberal com o pensamento arcaico (?) do «fascista» Oliveira Salazar, em 13 de Abril de 1929. Escreveu ele: a reforma tributária (então publicada) guia-se, entre outros, pelo princípio da quase uniformidade das taxas dos vários impostos, «com as excepções que favorecem, todos os países civilizados, os rendimentos provenientes só do trabalho do contribuinte» (A reorganização financeira, Coimbra Editora, 1930, p.102).
Problema insolúvel da ciência política: como pode um democrata neoliberal de hoje situar-se mais à direita do que um ditador «fascista» de há 80 anos?!..."
Diogo Freitas do Amaral in Visão nr 1022

"Neoliberais de merda. O Estado não deve meter-se na vida das grandes empresas, a não ser para, a mínima dificuldade, lhe enfiar pazadas de dinheiro pela goela abaixo. Depois, se o Estado precisar seja do que for, não tem direito a exigir nada. Não tem o direito de interferir na liberdade dos mercados. Se calhar, temos de ser nós a ensinar-lhes que é o trabalho que cria riqueza e não aqueles que vendem o trabalho dos outros" José Luís Peixoto in Visão nr 1023

"Esta é uma crise do capitalismo selvagem, diferente da última grande crise de 1929, que originou a II Guerra Mundial. Esta é uma crise muito mais complexa, porque começando por ser financeira - baseada nos mercados usurários e numa economia virtual - passou a ser económica, dada a recessão a que muitos Estados estão sujeitos; política na medida em que está a pôr em causa as democracias pluralistas do passado e o respeito pelos Direitos Humanos; social, dado que as conquistas sociais estão a ser implacavelmente destruídas; ambiental, visto que em virtude dos egoísmos nacionais estamos a ignorar os estragos que os homens fazem sobre a natureza, e mesmo civilizacional porque tudo se apresenta para haver um recuo imenso. Porquê? Porque a ideologia neoliberal comanda e considera os mercados - e o dinheiro, portanto - muito acima das pessoas, que não contam desde que não sejam ricos, diria mesmo, muito ricos. os mercados comandam os Estados e os políticos ou são negocistas e estão feitos com os mercados, ou então não contam. Daí o descrédito de que os políticos - e a política- são objecto, incapazes de evitar o abismo em que podemos cair"
Mário Soares in Visão nr 1022

"O que é precso é que não se toque nos fundamentosdeste novo liberalismo depurados nas melhores escolas das novas elites tecnocratas. Porque, no fim, parece rezar esta bíblia, espera-nos um novo mundo, com gentinha modesta mas honesta, trabalhadora e consciente do seu lugar, um mundo gerido pelos melhores e mais bem pagos, caapzes de dirigir através de modelos econométricos, um mundo limpo de todas porcarias criadas ao longo de décadas por um Estado social e democrático que tudo desbaratou com gente que não vale o investimento nem garante retorno. "
Pedro Camacho in "Uma fé que já não é de Direita" na Visão nr  1022

 "Uma espécie de Governo Sombra: O comentador Miguel Soisa Tavares escreveu no jornal Expresso de 22 de Setembro explicando aos portugueses que há um "quintento de terroristas económicos" (Vítor Gaspar, Carlos Moedas, António Borges, Braga de Macedo e Ferraz da Costa) que aconselha o Primeiro-Ministro e que quer «mudar o paradigma económico, mesmo que para tal tenha de destruir o país, como, aliás, estão a fazer». Sousa Tavares mostra.se preocupado com o facto deste quintento - «saído da economia de direito para a economia»-desconhecer de que é feito o tecido empresarial português e escreve que, «no fim do 'ajustamento', ficarão apenas as grandes empresas financiadas por baixos salários ou isntaladas nos antigos monopólios públicos com lucros garantidos e uma multidão de emigrantes ou desempregados. O perigo está à vista, estamos a assistir a uma revolução total no País e ao desmatelamento das pequenas e médias empresas."


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Andámos a viver acima das nossas possibilidades, agora toca a pagar

A culpa é do polvo

Por:Paulo Morais, Professor universitário in CM
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugues

es merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.

Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes sentir raiva e exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia.

Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes sentir raiva e exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia.